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Arquivo - Editoria: Economia
Matérias do mês de março de 2001:

02/03 Contribuinte se prepara para a declaração do IR

02/03 Grendene lança linha para crianças

02/03 As 27 mentiras da venda (Sindilojas)

02/03 Sindicato dos comerciários empossa direção dia 23

07/03 Casa do Trabalhador tem nova estrutura

09/03 Frigorífico Perini retoma abate

09/03 Indústria exporta móveis

09/03 Farroupilha inaugura inédita colheita de uva

16/03 Empresa leva grupo para águas termais

16/03 Comércio mantém índices de vendas

16/03 Colombo investe em mais três lojas em SP

18/03 Palácio das Carteiras inaugura novas instalações

23/03 CRT promete instalar 40 novos telefones públicos

23/03 Maggioni e Colombo próximos de acerto

30/03 Colheita da uva agrada os produtores

30/03 Sindicato reclama crédito de 13 empresas falidas


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30/03
Sindicato reclama crédito
de 13 empresas falidas

O tormento das falências de empresas do setor calçadista está de volta. Não que esteja havendo uma nova onda de quebradeira. O problema é que das 13 empresas falidas nos anos 90, apenas uma, a Cosipla, pagou parte dos débitos trabalhistas aos seus funcionários. O restante está trancado na burocracia do emaranhado de leis. A denúncia pública está sendo assumida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Calçado e do Vestuário, cujo presidente, Juvelino De Bortoli, é também vereador da bancada do PMDB. Foi ele quem levou ao Legislativo um requerimento para o envio a diversas autoridades a denúncia da situação. O requerimento foi aprovado na semana passada. Nesta, o documento começou a ser expedido o documento às autoridades requeridas. É uma tentativa de agilizar os processos, admite De Bortoli. Ao todo, ele calcula que são cerca de 1,2 mil a 1,5 mil trabalhadores que têm a receber das massas falidas cerca de R$ 3 milhões, calcula o sindicalista. Muitos desses trabalhadores estão enfrentando muitas dificuldades, pois já tinham uma idade avançada na época da falência de suas empresas para se integrar novamente ao mercado de trabalho, além de as vagas estarem restritas em função da crise que se abateu sobre o município. E o pior, diz De Bortoli, esses trabalhadores não conseguiram sequer a aposentadoria pela Previdência Social. A onda de falências no setor começou em 1992 com a Sabry, seguindo depois com Murano, Wilson, Favimar, Trubian, Cansan, RG Indústria de Componentes, Bepal, Maioli, Tremanito, Torre, Cosipla e Siprana. Embora todas essas empresas tenham entrado na esteira da crise econômica que afetou a todas elas, os processos são autônomos, cada um com as suas peculiaridades, observa De Bortoli. Algumas massas falidas devem salários, 13° salário, férias, multa sobre o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o próprio FGTS ou parte de alguma dessas obrigações. O que torna difícil o entendimento por parte dos trabalhadores, segundo De Bortoli, é que pelo menos duas dessas empresas - Sabry e Murano - têm todo o dinheiro para saldar essas obrigações, enquanto outras têm parte dos recursos, mas em nenhuma situação o dinheiro é liberado. “O trabalhador sabe que em caso de falência o crédito trabalhista tem preferência, ficando difícil explicar porque ele não recebeu até agora”, afirma o sindicalista.

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30/03
Documento denuncia a situação
O requerimento aprovado pela Câmara de Vereadores, põe no rol das autoridades a receber a queixa dessa situação o ministro da Justiça, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, os juízes locais, o procurador Geral de Justiça e o procurador da República em Caxias do Sul. Apesar da pressão que o Sindicato pretende exercer, nenhuma dessas autoridades poderá influenciar diretamente nos processos, a não ser os juízes locais e, em caso de recurso, o Tribunal de Justiça. Os demais não passam de pessoas comuns no âmbito dos processos. Mas De Bortoli justifica: “É preciso que alguém dê uma solução para amenizar o problema dos trabalhadores.” Na exposição encaminhada a essas autoridades consta que “em que pese o grande esforço olvidado pelo Poder Judiciário local, alguns feitos falimentares tramitam há mais de oito anos sem o efetivo pagamento aos credores trabalhistas, muito embora haja numerário suficiente para tal”. E assegura que “no caso da Siprana e Tremanito, os créditos bancários já foram pagos, total ou parcialmente em detrimento total aos trabalhadores”. Conclui que “não podemos, sob qualquer hipótese, admitir que o trabalhador, força produtiva da empresa, que com seu suor e labuta produz as riquezas da mesma, seja colocado em segundo plano em favor de instituições bancárias, quando a própria lei falimentar lhe concede privilégio total”.

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30/03
Colheita da uva agrada os produtores
A colheita da uva está praticamente encerrada em Farroupilha. Alguns poucos parreirais ainda carregam uvas tardias destinadas ao consumo in natura. Para a vinificação, toda a safra já foi concluída. A informação é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Márcio Guilden, ao avaliar preliminarmente o comportamento da safra no município. O levantamento ainda não foi feito, o que deverá ocorrer somente na metade do ano, mas ele calcula que haverá uma quebra de cerca de 20% na expectativa inicial. Assim, contra os 50 milhões de quilos da safra de 2000, este ano a colheita deverá ficar em 40 milhões de quilos. Essa quebra está relacionada também com a qualidade do produto. Nesse sentido a safra deste ano não foi das melhores. Houve prejuízo com formação de geadas nos períodos da brotação e da floração em alguns parreirais, mas o problema maior foi o excesso de chuva, especialmente no início da colheita, situação equilibrada com o forte da safra em fevereiro e início de março quando o clima foi mais favorável para graduação glucométrica da fruta. Por isso, Guilden avalia que na média geral a qualidade dos vinhos terá os mesmos padrões do ano passado. Entretanto, o que mais preocupa Guilden é o preço a ser praticado. “Muitas indústrias ainda não definiram o preço”, afirma. Contudo, ele espera que pelo menos alcance o patamar de 2000, quando o quilo da uva Isabel foi comercializado, em média, a R$ 0,30, o que representa um indicativo intermediário entre a tabela do governo de R$ 0,25 e o custo de produção de R$ 0,33.

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23/03
COORDS=
Maggioni e Colombo
próximos de acerto

Após um período inicial de turbulência, a paz parece estar voltando ao Grupo Colombo. O diretor-adjunto Miguel Maggioni, que em janeiro deste ano ingressou com uma ação no Fórum local solicitando a sua retirada da Farroupilha Administradora de Consórcios Ltda, da qual possui 45% do capital, admite permanecer na empresa mediante um acordo com o diretor-presidente do grupo, Adelino Colombo, que detém os restantes 55%. “Existe uma negociação em curso, mas há a possibilidade de que, em havendo esse acordo, a ação fique sem efeito”, adianta Milton Terra Machado, da Farah & Terra Machado Advogados, escritório de Porto Alegre contratado por Maggioni para tratar do assunto. O advogado não quis revelar o montante que representa a ação, motivada, segundo ele, por algumas divergências de gestão, as quais preferiu não detalhar. “Elas podem ser perfeitamente ajustadas e há a possibilidade bastante concreta de haver uma composição entre as famílias para o acordo de acionistas”, reitera. “A família Maggioni confia e aposta no acerto para que o grupo siga sólido e em crescimento”, acrescenta. Conforme ele, o acordo estabelece balizas através das quais a administração do negócio vai funcionar. Machado informa que é permanente o contato entre as partes, as quais, conforme ele, irão negociar à exaustão para evitar a cisão da empresa. O advogado explica que o otimismo se fundamenta na concordância entre Miguel Maggioni e o diretor-presidente do Grupo, Adelino Colombo - que detém a maioria das ações -, de que a empresa deve cada vez mais buscar a profissionalização. Machado adianta, no entanto, que, se não houver acerto, a ação poderá desencadear a saída da família de todo o grupo, do qual detém 48% das ações. De acordo com o advogado, a Justiça, acompanhada das partes, fará o levantamento judicial do patrimônio do consórcio para ser apurado o valor correspondente a Maggioni. “Isso em nada prejudicará os consorciados”, tranqüiliza.

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23/03
Empresa emite nota
O diretor-presidente da Colombo, Adelino Colombo, não se manifesta oficialmente sobre o assunto. A posição da empresa está sendo divulgada através de uma nota, distribuída aos órgãos de imprensa. No documento, a direção da Farroupilha Administradora de Consórcios Ltda declara que a intenção de retirada de um dos sócios da sociedade deve-se à diferença de visão quanto à forma de gestão da empresa. Explica que a empresa é independente, sem vínculo societário com as Lojas Colombo, as quais “têm direção sob a orientação de executivos profissionais”. A nota diz ainda que a ação judicial impetrada por um dos sócios da Farroupilha Administradora de Consórcios solicitando a dissolução da sociedade não afeta a saúde financeira da empresa e será tratada, a seu tempo e modo, no foro adequado.

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23/03
CRT promete instalar 40
novos telefones públicos

Setembro deste ano vai fechar com um total de 17,7 mil telefones instalados em Farroupilha. A projeção é do diretor comercial da CRT Brasil Telecom, Alberto José Sirena, que esteve visitando a cidade na semana passada. Hoje, o município conta com 14,7 mil linhas. Ou seja, em seis meses serão instalados 3 mil novos telefones.A telefonia pública também deverá ser ampliada, segundo Sirena.Outros 40 novos “orelhões” deverão estar instalados até setembro. Conforme o diretor da empresa, essas metas representam um investimento de R$ 2,3 milhões. “Hoje, a média nacional revela que há 19,5 telefones para cada cem habitantes. Em Farroupilha, são 26 linhas cada cem”, compara. De acordo com Sirena, atualmente, o número de pessoas que aguardam por um telefone, aqui na cidade, é muito baixo. No total são 851 usuários na fila de espera. “Farroupilha é a única cidade com este porte que tem menos de mil inscritos à espera”, destaca. Depois de setembro, a média de tempo para a instalação deve ficar em duas semanas. “É importante sinalizar que na área central o atendimento sempre é mais ágil, devido a questões do próprio sistema”, explica. O diretor aproveitou a visita para esclarecer a questão de ligações interurbanas em localidades do interior do município, já que há muitas reclamações por parte dos usuários, que não concordam em pagar taxa diferenciada para ligações dentro da própria cidade. Um dos exemplos é Caravaggio, 1º Distrito. Segundo o diretor, essa é uma determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “Quando a localidade está situada em área descontínua, a lei prevê que haja concorrência de companhias. É uma questão de legislação, e os critérios são extremamente rigorosos”, explica.

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18/03
Palácio das Carteiras
inaugura novas instalações

Os produtos da Palácio das Carteiras, hoje, são sinônimo de qualidade e competitividade no mercado nacional. Em 4 anos, os proprietários Airton Lunelli e Gilmar Fontanella, com a ajuda de todo o quadro funcional, conseguiram colocar a empresa entre as principais do Estado no segmento de couros. O número de funcionários passou de três para quase 40. Atualmente, quase que toda a produção mensal de pastas executivas, cintos, carteiras, porta-cheques e capangas é destinada a lojas de pequeno e médio porte. Os produtos “Palácio das Carteiras - 100% Couro” e “Lu.Fon” (marca colocada no mercado em 1998 visando atender a um público mais seleto) são produzidos com tecnologia de ponta, dentro das últimas tendências. Com um crescimento rápido mas sólido, a indústria teve que ampliar suas instalações. Para isso, investiu maciçamente em sua sede própria, com aproximadamente 1,4 mil metros quadrados, localizada no Distrito Industrial de Caravaggio, às margens da Rodovia dos Romeiros. Para este ano, a Palácio das Carteiras projeta um aumento de até 20% em seu faturamento, número estimado devido a entrada de seus produtos nas capitais de alguns estados brasileiros, uma vez que as vendas, até então, estão basicamente centradas no interior. Tudo isso está alicerçado em uma política de planejamento que prevê o crescimento seguro da indústria. Para os sócios, esse é um dos alicerces do sucesso da Palácio, que têm um plano de ação até o ano de 2004 estabelecido. “Trabalhamos sempre com metas. O que nos permitimos que não saia diferente do que projetamos é a superação das expectativas”, destaca Lunellli. Além disso, outro fator indispensável ao sucesso, como ressalta o outro sócio, Fontanella, está a equipe interna. “Um setor não produz nada sozinho. Nosso desenvolvimento é fruto de uma boa equipe administrativa, de produção, de vendas, enfim, todos os setores.” Ambos os sócios salientam que essa nova fase é simplesmente fruto do trabalho árduo e persitente. “Procuramos sempre o melhor, nos aprimorar. O crescimento é uma coisa gradativa, que vai acontecendo. Gostamos do que fazemos e nos dedicamos a isso. Não somos ambiciosos. O que conseguimos, é fruto de um trabalho conjunto”, diz Lunelli. Em Farroupilha, os produtos da Palácio das Carteiras podem ser adquiridos nos postos de venda, localizados na loja Gadocha, na Estação 713, Loja Hermelu, Calçados Dom Juan e no Centro de Compras Farroupilha.

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16/03
Colombo investe em mais
três lojas em SP

A rede de lojas Colombo, nesta primeira quinzena de março, instalou mais três unidades no mercado do interior de São Paulo, nas cidades de São José dos Campos, Baurú e Lins. As novas lojas estão dentro dos planos da empresa farroupilhense de abrir em 2001 entre 25 a 30 lojas naquele Estado, onde está presente desde 1999, quando se instalou nas cidades de Itapeva, Registro, Ourinhos e Santa Cruz do Rio Preto. A nova unidade de São José dos Campos é a terceira loja da cidade, que foi aberta no último da 9, no bairro Jardim Satélite. Em Baurú e Lins, as inaugurações ocorreram nos dias 12 e 14. "A nstalação desses novos pontos de venda dá seqüência ao projeto estratégico de crescimento das Lojas Colombo, reforçando a presença da rede em regiões onde já atua e abrindo frentes em novos mecados", afirma Milton Sztrajman, diretor-superintendente da rede. Com essas três novas unidades, a Colombo passa a contar com 288 lojas distribuídas nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e interior de São Paulo. Só no Rio Grande do Sul, onde começou suas atividades, a empresa conta com 145 unidades. A Colombo, grande distribuídora de eletrodmésticos, eletroeletrônicos e móveis no Sul do país, conta atualmente com um quadro de cerca de 4,5 mil funcionários. Fundada em 30 de novembro de 1959 pelos empresários Adelino Colombo e Dionysio Maggioni, em Farroupilha, a rede alcançou um faturamento no ano passado de R$ 740 milhões. A previsão para 2001 é de elevar esse valor para R$ 825 milhões.

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16/03
Empresa leva grupo para águas termais
Localizado a 380 quilômetros de Brasília, ao sul de Goiás e quase na divisa com Minas Gerais, a Pousada do Rio Quente Resorts dispõe de 49,7 hectares de área de puro lazer. Suas águas termais apresentam uma temperatura média de 37,5ºC, além de uma completa infra-estrutura. É para esse lugar que a Imofar Viagens e Turismo oferece pacotes para uma semana, incluindo viagem aérea, hospedagem e refeições. Segundo a agente Nádia Seimetz, a Imofar espera fechar um grupo entre 15 a 20 casais para esse passeio de turismo e lazer. Os contratos de pacotes podem ser feitos a partir de R$ 1.158,00, dependendo do hotel escolhido, por um pe-ríodo de uma semana, com condições para pagar em até cinco vezes. O grupo local sairá de Farroupilha no dia 15 de setembro com retorno no dia 22 de seembro. O embarque, com passagem de ida e volta, será feito em Caxias do Sul pela TAM. Nas margens do Rio Quente, a vegetação é mais rica e mais densa, transformando-se numa vegetação tipicamente de cerrado no qual florescem jequetibás, jatobás, angicos, ipês, aroeiras, canelas e paineiras que colorem o ecossistema da pousada, habitat de várias espécies de pássaros, como tucanos, pombas-do-bando, juritis, assanhaços, coleirinhas, tissius, canários, sabiás, bem-te-vis, quero-queros, perdizes, codornas, papagaios e azulões entre outros. As águas termais começam com a chuva que penetra nas fendas das rochas, infiltrando-se no solo, aquecendo-se progressivamente até uma profundidade de 1,2 mil metros. Aquecidas, as águas adquirem pressão e iniciam o caminho de volta, misturando-se ao lençol freático e temperando-se até chegar aos 37,5ºC.

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16/03
Comércio mantém índices de vendas
As vendas do comércio farroupilhense estão dentro dos índices registrados no mesmo período do ano passado, afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Farroupilha (Sindilojas), Nilton Bozzetti, referindo-se ao desempenho do setor nos primeiros meses de 2001. Embora saliente que a entidade não realiza levantamentos sobre as vendas, Bozzetti observa que pela movimentação registrada é possível concluir que alguns ramos tiveram desempenhos melhores. Cita, por exemplo, a construção civil, área em que os empresários estão satisfeitos. Com relação ao comércio por atacado, representado pelo Centro de Compras Farroupilha, Estação 713 e Cooperativa da Malha, Bozzetti projeta que as excursões começam a chegar em maior número a partir de agora. Para esse setor, que envolve os ramos da malha, calçados e confecções, o movimento do chamado turismo de negócios é muito importante, representando mais de 90% das vendas, frisa. Sobre o comércio em geral, o dirigente observa que o setor vem se mantendo dentro dos parâmetros do ano passado, inclusive com a abertura de novas lojas. O Sindilojas tem um universo de 850 empresas ligadas ao comércio.

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09/03
Farroupilha inaugura
inédita colheita de uva

Farroupilha começou a colher na última quarta-feira as primeiras uvas plantadas no sistema Y (forma da parreira), um método inovador, já utilizado por outros produtores da região, que garante mais qualidade à fruta. Além do diretor da empresa, Benildo Perini, participaram da colheita inaugural o enólogo Cléber Andrade, o prefeito Bolivar Pasqual, secretários municipais e do bispo diocesano dom Paulo Moretto, que abençoou a terra e os frutos. A JP vem investindo na técnica desde o final de 1998, quando foram plantadas as primeiras mudas. Hoje, dos aproximadamente 70 hectares de parreiras da vinícola, 20 estão integrados ao novo sistema. Segundo o enólogo Cléber Andrade, responsável pela implantação e execução do projeto, a previsão é de que até o final de 2003 a nova técnica represente no mínimo 30 hectares, onde cerca de 60 mil plantas deverão produzir em média 250 toneladas de uvas das variedades Cabernet Sauvignon, Cabernet Franco, Merlot e Chardonet. Nesta primeira colheita, a expectativa de safra é de 20 toneladas.Para Perini, esses números são prova de que os parreirais em Y são um sistema de cultivo aprovado, pois, apesar do clima adverso, a fruta apresentou um ponto de maturação superior às últimas safras. "Até mesmo onde o excesso de chuva danificou, a uva se tornou passa, não podre", destaca o empresário. O projeto Vinhedos utiliza mudas importadas da Itália, ao preço médio de R$ 3,00 à unidade, com a garantia da isenção de enfermidades, o que representa longevidade aos parreirais. O sistema em Y adotado pela Jota Pe - uma mescla do sistema tradicional (latada) com o alternativo (espaldeira ) - proporciona um melhor arejamento e maior incidência de luz solar, evitando o excesso de umidade e a possibilidade de doenças provocadas por viroses. Entre as principais vantagens, está a elevação dos teores de corante natural, principalmente nas uvas tintas - aspecto fundamental para um vinho de boa qualidade -, além da uniformidade dos frutos e os índices de açúcar superiores aos níveis constatados em vinhedos tradicionais cultivados com uvas não certificadas.

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09/03
Anúncio da unidade aconteceu no gabinete do Executivo

Farroupilha exportará móveis
Farroupilha começa nesta segunda-feira a produzir móveis para exportação. A Big Moon - empresa do americano Mike Robinson, radicado há seis anos no Brasil - está se instalando na antiga Corá Martins, bairro São Roque, e precisa atender a um pedido de 13 conteineres que devem ser enviados à América do Norte até o dia 20 de abril. Segundo Robinson, o interesse, por enquanto, é apenas com os Estados Unidos e o Canadá, com quem foi feita uma parceria. Dos 25 empregados, cerca de 20 que irão atuar no setor produtivo, foram contratados no município. O restante, responsável pela área administrativa, foi recrutado em municípios da região. “Havia aqui empresas que trabalhavam com móveis, e os ex-funcionários já têm experiência no ramo”, explica Robinson. Segundo ele, esse foi um dos motivos pelos quais a opção recaiu sobre Farroupilha, que concorreu com São Marcos, Antônio Prado, Flores da Cunha e Caxias do Sul para ter o investimento. Ao destacar o apoio da prefeitura e da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CICS), o empresário revelou que não encontrou “nada bom” nos outros municípios que motivasse a abertura do negócio. Segundo o prefeito Bolivar Pasqual, que fez o anúncio da vinda da empresa, o município fez melhorias no prédio, como limpeza, e auxiliou na burocracia para a instalação da Big Moon, mas ficou com o compromisso de conseguir futuramente um terreno para a ampliação da fábrica. A produção inicial será de componentes para lareiras e racks para TV, para o que será utilizada produção em MDF e acabamento texturizado. A empresa também exportará escritórios residenciais. Segundo Robinson, foram investidos cerca de R$ 500 mil em maquinário para a abertura da unidade, cuja previsão de faturamento no primeiro ano de atividades chega a US$ 1,8 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões). O prédio onde ficará a Big Moon tem cerca de 5 mil metros quadrados, mas pouco menos da metade dessa área será utilizada. Nos últimos dias, foram providenciados testes de máquinas, instalação elétrica de equipamentos e treinamento de funcionários. Durante a coletiva, o prefeito voltou a lamentar a falta de recursos para compra de áreas de terra visando a diversificação do parque industrial.

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09/03
Frigorífico Perini retoma abate
Depois de um período de dificuldade, que determinou demissão de pessoal e a paralisação dos abates, o Frigorífico Perini está retomando a produção normal, com o abate de uma média de 300 reses por semana. O diretor Décio Perini afirma que, após o recesso de janeiro, quando a produção foi paralisada, o frigorífico recomeçou suas atividades produtivas que estavam “praticamente do zero”. Sobre as dificuldades, Perini prefere não comentá-las. “Vamos esquecer o passado e olhar para a frente”, afirma. O "olhar para a frente" significa o objeivo da retomada plena da capacidade da empresa, que pode chegar ao abate de até 300 animais por dia. Essa meta inclui a retomada futura das exportações, como as que o frigorífico fazia para o mercado asiáico. Entretanto, esses são planos sobre os quais Perini não estabelece prazos. O diretor do frigorífico reconhece que as dificuldades enfrentadas não têm nada a ver com a localização de focos de febre aftosa na região das missões, principalmente no município de Jóia, no ano passado. O fato em nada rejudicou a empresa, pois a matéria-prima vem, principalmente, da região dos Campos de Cima da Serra, apresentando excelente qualidade, atesta. Ele também descarta qualquer possibiliade de o tradicional frigorífico mudar sua faixa de produção, partindo para o abate de suínos, bem como desmente, categoricamente, boatos de que sua empresa poderia associar-se a algum grupo estrangeiro. O que a empresa busca é a retomada de sua fatia no mercado, com o abate de bovinos. Perini prefere não falar das casas que levaram o frigorífico à paralisação das atividades em janeiro, mas conforme matérias publicadas por este jornal, o frigorífico fechou o matadouro em função de dificuldades financeiras, conseqüência da redução da margem de lucro nos últimos cinco anos, que afetaram até a aquisição de matéria-prima. Nesse período, a empresa aguardava o final de negociações com o Banrisul, para liberar uma faixa de crédito de US$ 2 milhões. Mas para o empresário tudo isso é coisa do passado, e o que interessa mesmo é a meta do frigorífico de voltar às atividades.

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07/03
Unidade vai atender diversos programas para o trabalhador

Casa do Trabalhador
tem nova estrutura

A Casa do Trabalhador em Farroupilha, criada pela Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social (FGTAS) para substituir a agência do Sine, desativada no final do ano passado através do rompimento do convênio entre o governo do Estado e a prefeitura, conta com nova estrutura. A ex-candidata a vereadora pelo PT Geni Reis, embora só deva ser nomeada para o cargo dentro de um mês, já atua como coordenadora da unidade, mas ainda não assina documentos. Nos próximos dias, a agência contará com o reforço de uma servidora que estava lotada no Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Caxias do Sul e que irá trabalhar na operação dos serviços. O coordenador do Sine caxiense, Alexandre Masotti, espera já na próxima semana ampliar o horário de atendimento da Casa do Trabalhador e torná-lo definitivo. Hoje funciona das 9h às 14h. Passará a ser das 8h às 12h e das 13h30min às 17h30min. Conforme Masotti, vários serão os serviços oferecidos pela unidade, localizada junto à sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, na Coronel Pena de Moraes. "E desta vez vão funcionar mesmo", enfatiza, ao se referir ao fraco desempenho da antiga agência do Sine. A Casa do Trabalhador oferecerá intermediação de mão-de-obra, encaminhamento de seguro-desemprego e programas como Primeiro Emprego, Qualificar RS, Crédito Assistido e Artesanato Gaúcho e, em breve, será confeccionada a Carteira do Trabalho.

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02/03
Sindicato dos comerciários empossa
direção dia 23 e busca mais sócios

Com uma das maiores entidades em número de trabalhadores - cerca de 1,3 mil -, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Farroupilha realiza no próximo dia 23, às 20h, no Clube 1º de Maio, a posse da nova diretoria, com a recondução do atual presidente Valdemar Fancisquetti ao cargo. Por três anos, até março de 2004, a nova diretoria, renovada em cerca de 60%, segundo cálculos do presidente, já tem definida a sua principal meta: aumentar o quadro de associados que atualmente é de apenas 330. Fransciquetti idealiza uma promoção de premiação ao associado que apresentar novos sócios ao Sindicato. Junto com o aual presidente tomarão posse na dietoria executiva, Crarel Gaviraghi, como vice-presdente, Cleonice Onzi Perone, como secretária, e Gilmar Dal Magro, como tesoureiro. Para Francisquetti, um dos problemas da categoria é o salário, que “não está bom, embora seja um dos melhores se comparado ao restante do Estado”. A propósito, o piso mínimo da categoria é de R$ 280,00, mas a média é maior na cidade, afirma. Um dos fatores que elevam essa média, explica, é o piso dos comerciários comissionados com as vendas, que não podem receber menos do que R$ 359,65 mensais. Entretanto, Francisquetti diz que a maior dificuldade do comerciário é a mesma de todo o trabalhador brasileiro do setor, com recursos financeros apertados, além das vendas que estão em baixa, afirma.

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02/03
Grendene lança linha para crianças
Agora, em março, a Grendene lança no mercado nacional calçados infantis com a marca Ortopé. Para tanto, a empresa obteve a licença da marca da indústria de Gramado, que continuará produzindo os seus modelos. A marca licenciada permite à Grendene a fabricação de uma linha de produtos na vesão em plástico, confirma Luís Lovatel, assessor de marketing da Grendene. O contrato entre as duas empresas foi firmado ainda em 2000, cuja execução ocorrerá em 2001. A fabricação do novo produto da Gendene será implementada nas unidades da empresa no Ceará. Lovatel informa ainda que não haverá nenhuma campanha publicitária específica de lançamento do novo calçado Ortopé para criança na versão em plástico.

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02/03
AS 27 MENTIRAS DA VENDA
Você está tendo dificuldades em vender? Acha que o mercado está uma droga? Só tem escutado objeções e mais objeções dos clientes? Talvez as objeções e dificuldades estejam dentro do mercado e, sim, dentro de sua cabeça. Melhore o que está dentro de seu cérebro e o mercado baterá palmas para você. Entenda que não é o mercado que está ruim. São as mentiras que acreditamos que nos impede de crescer. Veja alguns mitos e mentiras que é preciso destruir para você se transformar naquele campeão de vendas que merece ser:

1 – Bom vendedor já nasce vendedor. Então, por que você não recruta nas maternidades?
2 – Bom vendedor sabe que a única coisa que interessa é preço. Então, tente vender a sogra por 1 centavo e veja se alguém compra!
3 – Bom vendedor é aquele que fala bonito. Errado. É o que fala o que o cliente quer ouvir.
4 – Bom vendedor é o que sabe tirar vantagem do cliente. Errado. É o que ganha quando o cliente ganha.
5 – Bom vendedor é aquele que conquista novos clientes. É aquele que conquista os novos sem perder os velhos.
6 – Bom vendedor é aquele que satisfaz clientes. Não é mais. É aquele que encanta clientes.
7 – Bom vendedor é aquele que visita muito. Mentira. É aquele que visita no tempo certo.
8 – Bom vendedor é um artista de circo. Não é não, é o que é Consultor do Cliente.
9 – Bom vendedor sabe QUEM são seus clientes. Mais que isso: é o que sabe COMO são seus clientes.
10 – Bom vendedor é o que sabe O QUE o cliente quer. Mais que isso: é o que sabe POR QUE o cliente quer.
11 – Bom vendedor sabe que o cliente tem sempre razão. Errado, é o que sabe que o cliente tem sempre suas razões.
12 – Bom vendedor é aquele que conhece tudo, seus produtos ou serviços. Essa é uma meia verdade, logo é uma mentira. É o que conhece tudo sobre seu produto, serviços e tudo sobre as Necessidades, Oportunidades e Problemas de seus clientes, e transforma tudo isso em soluções interessantes. Senão ele será um vendedor 50%. Ou um bem – falante. E conversa não vende mais.
Continuaremos na proxima edição

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02/03
Contribuinte se prepara para a declaração do IR
Ainda há bastante tempo para a entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), mas já há contribuintes se movimentando para fazer e entregar a sua declaração de rendimentos, informa Neida Emer, do escritório Copase Contabildade e Assessoria Empesarial Ltda. O prazo começou nesta quinta dia 1º de março e se estenderá até o dia 30 de abril, com multa mínima de R$ 165,74 para quem deixar passar o prazo. Em relação a 2000 não houve mudanças. Para facilitar a declaração, os contribuintes podem procurar um escritório especializado, mas o documento pode ser preparado e encaminhado individualmente nas formas e locais indicados pela Secretaria da Receita Federal. Na região, são esperadas 120 mil declarações, segundo o delegado substituto da Receita Federal, Valdir Pedro Lazzari. Conforme as instruções da Receita, esclarece Neida, todos os contribuintes sócios de empresas estão obrigados a declarar os rendimentos, mesmo que não tenha recebido nada no exercício. Também estão obrigados a apresentar a declaração de rendimentos todos aqueles que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 10,8 mil (assalariados, por exemplo); quem teve rendimentos não-tributáveis acima de R$ 40 mil (rendimentos de poupança, venda de imóvel ou carro); contribuinte com pratrimônio acima de R$ 80 mil em 31 de dezembro de 2000, bem como todo aquele contribuinte com atividade rural com rendimento bruto de R$ 54 mil. As regras valem para quem tem imposto a pagar, restituir ou mesmo isento. Por exemplo, quem ganhou R$ 10,8 mil em 2000, mesmo que não tenha IR a pagar ou a receber, tem que apresentar a declaração de rendimentos, explica Neida. O contribuinte com imposto a pagar pode optar pelo parcelamento da dívida em até seis vezes, desde que o valor a ser pago fique acima de R$ 50,00. Em caso de atraso, por exemplo, passar de um minuto das 20h do dia 30 de abril, quem optar pelo sistema eletrônico, via internet, já será considerado em atraso e terá que pagar a multa a partir do seguinte. O mesmo expediente vale por quem optar pela declaração via telefone.

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