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| 05/03/2010
- Opinião |
| Vá atrás de seu sonho e não acredite no que os outros dizem |
Na Festa da Uva fui apresentado ao corretor Wagner Dom Garcia. Ele apertou minha mão e disse:
- Já nos conhecemos!
Tentei lembrar-me de onde, mas não consegui. Ele desabafou:
- Há anos atrás fui a sua palestra e você me disse que eu não me encontrava preparado para o mercado. Sua frase nunca saiu da minha cabeça. Batalhei muito para provar a mim mesmo que você estava errado!
Fiquei pasmo! Uma negativa redonda e sonora pode gerar um sentimento de frustração, e causar estragos na autoestima. Basta um “NÂO” – um só! – para que o sonho se transforme em pesadelo. Mas, sem saber eu havia lhe dado um empurrão para uma carreira de sucesso. Ainda assim não consegui esconder o constrangimento que foi notado por ele:
- Não fique chateado. Um impulso... era só o que eu precisava!
A emoção foi tanta, que proferimos algumas palavras um ao outro e nos abraçamos.
Wagner provou que é preciso ânimo para ir atrás do sonho sem acreditar no que os outros dizem. O cantor Renato Russo aconselhou: “Nunca deixe que lhe digam que não vale à pena acreditar nos sonhos ou que os planos nunca vão dar certo ou que você nunca será alguém”. Portanto mantenha sempre a fé, independente dos aplausos.
É como a menina que sonhava ser bailarina. Um dia, ela teve sua chance: um teste no Balllet Bolshoi. A menina dançou como se fosse seu último dia e colocou tudo o que aprendera em cada movimento, como se uma vida inteira pudesse ser contada em um único passo. Ao final, aproximou-se do diretor e perguntou-lhe:
- Serei ou não uma grande bailarina?
- Acho que não! – respondeu o homem.
Na viagem de volta à sua casa, a garota, em meio às lágrimas, imaginou que nunca mais aquele "NÃO" deixaria de soar em sua mente. Mesmo assim, anos mais tarde, foi à apresentação do Bolshoi em sua região. Sentou-se bem à frente e notou que o diretor ainda era o mesmo! Após o show, encorajou-se e contou-lhe o quanto queria ter sido bailarina e que foi difícil ter ouvido dele aquele “Não”.
- Mas... - disse o diretor - eu digo “NÃO” a todas.
Com o coração ainda aos saltos, ela não pôde conter a revolta:
- Como pôde cometer uma injustiça dessas? Eu poderia ter sido uma grande bailarina!
- Perdoe-me, mas você nunca teria sido grande o suficiente, se foi capaz de abandonar um sonho pela opinião de outra pessoa.
Naquele dia a garota aprendera que se deve ir atrás dos sonhos e não acreditar no que os outros dizem.
Artigo
A revolução das mídias digitais
Foi publicado no site da ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações - estatísticas sobre o mercado de TVs por assinatura, e os números são bastante consideráveis. Em janeiro de 2010, mais de 7,5 milhões de domicílios contavam com o serviço. O crescimento observado representa uma evolução de 18,24% em 2009. As regiões Norte e Nordeste foram as que apresentaram maiores taxas de crescimento, respectivamente 33,94% e 24,85%. Trago também outra informação relevante. Pesquisa realizada pela Nielsen indica um crescimento mundial de 82% no tempo gasto pelos internautas em redes sociais - Twitter, Orkut e Facebook. O tempo médio mensal saltou de 2 horas e 10 minutos em 2007 para 5 horas e 35 minutos em 2009. Impressiona também o número de internautas conectados, mais de 307 milhões no mundo todo.
A mesma pesquisa aponta um contingente de 31 milhões de brasileiros navegando nas redes sociais, o que nos coloca bem atrás de Estados Unidos e Japão, com 142 e 47 milhões de usuários respectivamente. Considerando o número de horas, estamos bem acima da média mundial com 4 horas e 33 minutos, porém atrás da Austrália com 7 horas, Estados Unidos, Inglaterra, Itália e Espanha. Os números crescentes da TV por assinatura e das redes sociais confirmam a tendência de queda da TV aberta. Em meu ponto de vista, inexorável. Conforme pesquisa de audiência do IBOPE, a média de aparelhos ligados no horário nobre - aquele das novelas e noticiários - caiu 56% em novembro na Grande São Paulo, um dos maiores recordes negativos. Bons tempos aqueles em que os índices de audiência batiam nas alturas. Irmãos Coragem, Roque Santeiro, Vale Tudo e Senhora do Destino eram vistos em milhões de lares. O capítulo final era o grande ápice. Como numa final de Copa do Mundo verde e amarela, éramos milhões torcendo contra as vilãs. Odete Roitman e Nazaré, interpretadas com maestria por Beatriz Segall e Renata Sorrah.
Vivíamos a cultura do bebedouro, conforme apregoa Chris Andersen, jornalista do portal Wired, destinado aos amantes da tecnologia. O assunto nas segundas-feiras estava sempre relacionado à programação exibida na TV aberta. Nada surpreendente, considerando as vastas opções existentes. Cultura, SBT, Globo, Record, Gazeta e Bandeirantes era tudo o que tínhamos.
As empresas e gerentes de marketing tinham como trabalho definir o público-alvo, selecionar os canais e programas que melhor se enquadravam no perfil definido e acompanhar os índices de audiência. Com quase toda certeza seu consumidor estaria de olho na telinha no horário marcado. |
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