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| 16/07/2010
- Opinião |
| E a neve? |
O Instituto Nacional de Metereologia (INMET) alerta que o frio intenso deve coninuar no Sul do país, principalmente durante as madrugadas, quando devem ocorrer geadas. Na madrugada de quarta-feira (14) foi registrada a menor temperatura do ano (-5,9º C) no município de General Carneiro, no Paraná.
Dia mais frio de uma semana enregelante. Seis das 21 estações oficiais do INMET já registraram marcas negativas. A mais baixa delas aqui no Estado apareceu em Cambará do Sul (- 2,1º C). Em São José dos Ausentes (- 1,6º C no termômetro), a sensação térmica foi de - 19º C, por causa do vento. As máximas - que não merecem ser chamadas de “máximas” - não chegaram aos 10º C.
As cidades serranas, citando as principais como Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi, Carlos Barbosa e Região das Hortências (Gramado, Canela, Nova Petrópolis e São Francisco de Paula) têm oscilações semelhantes, chegando a 0º C nas madrugadas e até temperaturas negativas. A compensação para temperatura tão baixa acabou não vindo. A neve, que coroaria na região (produtora de malhas) com a presença de milhares de turistas, não deu o ar da graça. Havia uma pequena possibilidade de cair na Serra, mas não passou de uma remota esperança. Mas ela poderá vir entre sexta e sábado, com o eminência de chuva em toda a região. Para nevar, tem que combinar frio com nuvens carregadas.
A exlicação para este fenômeno chamado friagem a semana toda é que existe uma massa polar que ocupa uma área imensa, cobrindo Argentina, Chile, Uruguai, Paragua, Bolivia, Peru e Brasil, podendo até atingir a Amazônia. Ela foi tão forte que provocou precipitações de chuva no Sudeste e no Centro-Oeste, onde não chovia há várias semansas.
A solução é se agasalhar bem, tomar todos os cuidados possíveis, esperando pela neve. E aguardando, também, algum turista mais otimista, aquele que compra o “pacote “ adiantado e sempre aparece em julho.
O sucesso tem feito o fracasso de muitos homens
Tiger Woods, o maior golfista do planeta, se envolve em um escândalo sexual. Mel Gibson, diretor de “A Paixão de Cristo” é preso por dirigir bêbado e agride ex-namorada. E agora o goleiro Bruno é acusado de dar sumiço na ex-amante?
Poxa, fico admirado como o comportamento de uma pessoa pode mudar quando a fama ou a grana lhe sobem à cabeça. Durante períodos de estresse seus corações ficam agitados como o tráfego da Avenida Paulista e a tendência é fazer um papelão. Daí, quando as coisas explodem lá fora, elas explodem por dentro. Por isso Martin Luther King Jr. disse: “Não se mede uma pessoa por sua posição nas situações favoráveis, mas através de seu posicionamento durante períodos de desafios”. Todos têm seus momentos difíceis, porém o impulso sem controle é uma fraqueza, não uma força.
Desgraçadamente o mundo nos diz o tempo todo, que o mais importante em busca do topo é o dinheiro e a fama, não o caráter. Assim valores, que até anos atrás eram inabaláveis, estão sendo jogados no mar do esquecimento. Basta observar que a sociedade não valoriza mais alguns trabalhos importantes. Não vemos problema em pagar milhões a um pequeno grupo de afortunados, mas também não paramos para nos perguntar por que professores, agricultores, enfermeiros, policiais e outros que prestam serviços vitais, às vezes enfrentam uma vida de sacrifícios e privações.
O que pensar, então, a respeito dos pais que deixam de comprar algo para si para pagar, com sacrifício, os estudos dos filhos? O que falar a respeito das mães que, além de cuidar dos afazeres domésticos, ainda estudam à noite para obter uma melhor colocação no mercado? O que dizer dos professores que, mesmo dando o máximo de si, muitas vezes parecem desperdiçar seu tempo com alunos que não dão a mínima para a educação? Eles são considerados sucesso? Eles dão autógrafos nas ruas? Não. Sabe por quê? O mundo valoriza mais a fama, a grana do que o caráter.
Você acha que estou exagerando? Então não leu sobre o homem condenado num caso de agressão que chocou o tribunal americano quando pediu ao juiz que adicionasse três anos à sua sentença. O fã fez o apelo para que a pena tivesse o número 33 – o mesmo da camisa do jogador de basquete Larry Bird. O desejo foi atendido e ele passou três anos a mais na prisão por amor ao seu ídolo.
É como eu sempre digo: “O Sucesso tem feito o fracasso de muitos homens”.
Justiça com as próprias mãos?
ecentemente em Farroupilha ocorreram alguns casos de justiça com as próprias mãos, também conhecida como Justiça Extrajudicial. O primeiro, quando um suposto estuprador foi castrado. O segundo, com o assassinato de um homem por ter adentrado equivocadamente no pátio de uma residência. Conforme o que foi noticiado pelos meios de comunicação, o proprietário pensou em se tratar de um assalto e resolveu fazer justiça com as próprias mãos. Importante salientar que o "suspeito" estava desarmado.
Outro caso foi de um menor que foi vítima de disparo de arma de fogo pelas costas. Foi alvejado na coluna. Segundo os familiares, jamais voltará a andar. Em plena rua, também não estava armado e o autor do disparo suspeitava que ele houvesse praticado um furto em seu estabelecimento.
Vale recordar ainda o caso de um rapaz, cliente meu, que foi linchado há alguns anos, acusado da morte do irmão. No entanto, no decorrer do processo foi provada a sua inocência e absolvido. Até hoje, as autoridades policiais não apuraram quem foram os autores do linchamento. O fato caiu no esquecimento.
E assim vão se sucedendo os casos, não só aqui, mas por toda parte. Quando uma pessoa faz justiça com as próprias mãos, ela está passando por cima da Polícia, do Ministério Público, do Judiciário, da Constituição Federal e do estado democrático de direito. Um crime jamais deve ser combatido com outro crime. O Estado é quem tem o direito de punir, sendo que tal direito jamais deve estar nas mãos de um particular. O Estado é o garantidor dos direitos humanos, tendo o poder de punir e aplicar as penas e o faz em nome da sociedade.
Quando um particular resolve fazer justiça privada está desrespeitando preceitos constitucionais: o acusado possui o direito à ampla defesa e ao contraditório (art. 5º, LV, da Constituição Federal de 1988); ele só será considerado culpado quando houver uma sentença transitada em julgado (art.5º, LVII, da CF). Os particulares, mesmo ao se verem diante de impunidades, não devem praticar atos tão repugnantes, como os constatados aqui em Farroupilha.
Devemos sempre primar pelos direitos fundamentais dos seres humanos. É necessário que as autoridades apurem os fatos e que seja aplicada a lei aos justiceiros, com rigor. E que toda a sociedade repudie esse tipo de comportamento. |
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