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| 23/07/2010
- Opinião |
| E a família? Vai bem? |
Há momentos em que somos de fato família e, em outros, somos qualquer coisa menos uma família. Por definição, família é um núcleo de convivência, unido por laços afetivos, que costuma compartilhar o mesmo teto. Entretanto, esta convivência pode ser feliz ou insuportável, pois seus laços afetivos podem experimentar o encanto do amor e a tristeza do ódio. E a morada sobre o mesmo teto? Dependendo dessas fases contrastantes, ela pode ser um centro de referência, onde se busca e se vivencia o amor, ou um mero alojamento.
A Semana Nacional da Família vai acontecer, neste ano, entre os dias 7 e 14 de agosto. Nas diversas paróquias do país é realizada uma programação diferente. A Paróquia Sagrado Coração de Jesus, aqui de Farroupilha, promove a VII Semana Municipal de 7 a 13 de agosto, onde a família será tema de diversas palestras e atividades. A Paróquia Jesus Bom Pastor (com sede no bairro Santo Antonio) terá também uma extensa programação de 7 a 12 e agosto, promovendo diversas palestras.
O objetivo é um só: tentar sensibilizar as famílias sobre sua reestruturação. São tempos desconcertantes. A família parece à deriva, sem referência, impotente e desprotegida diante dos embates do consumismo, bombardeada pelos meios de comunicação e incapaz de dar uma resposta a esses ataques. A família foi e será sempre o fundamento da sociedade. Ela transcende a qualquer partido político, sociedade, associação ou a qualquer outro gênero de agrupamento humano: ela é constituída por relações de amor.
Quando nos deparamos com fatos absurdos de violência humana, com os noticiários dos canais de tv e do jornais recheados de detalhes sórdidos, sobre a imbecilidade de alguns crimes. Chegamos à uma conclusão: os protagonistas realmente não tiveram uma família normal. Por isso, ações como esta da Igreja, é uma última esperança que nos resta para salvar a família. Já pensou nisso? E a sua família? Como vai?
Enganar o próximo é fácil, o difícil é explicar a Deus
Um rapaz havia cometido uma fraude e toda vez que reclinava a cabeça no travesseiro – o travesseiro serve para consultar o coração - sua consciência não o deixava em paz. Para sentir-se aliviado, escreveu à empresa prejudicada: "Anexo uma parte do valor que estou devendo. Se ainda não conseguir dormir direito hoje à noite, vou enviar mais uma parcela".
Seria engraçado se não fosse sério. Vivemos hoje uma crise de valores. O cliente que fecha a compra, mas não paga. O pai que se nega a perceber que o filho mente. A psicóloga francesa Maryse Vaillant que diz que infidelidade masculina faz bem ao casamento. Políticos corruptos, assassinatos, traições, falsos testemunhos, assaltos... Bah… parece que o conselho “não faça com o outro o que não gostaria que fizessem com você” foi jogado no mar do esquecimento. Tem gente que cauterizou a consciência para não ser constrangido, nem perturbado por ela.
A consciência é a faculdade do espírito humano que incentiva para o certo e afasta do errado, sendo o padrão interior para julgar nossas ações e se expressar através de nossa personalidade. O escritor Charles Ryrie conceituou-a como “a voz interior que impele a pessoa a fazer o que é correto”.
A verdade é que todos nós somos sensíveis às verdades universais através da consciência. E a decisão de não dar ouvidos a sua voz pode representar um enorme estrago em nossa vida. Mesmo que justifiquemos nossos atos na mente, a culpa será instalada na nossa consciência.
Foi o que ocorreu com o soldado americano que remeteu um jogo de xadrez acompanhado de uma carta ao prefeito de uma cidade da Alemanha. Na carta ele dizia que havia achado o jogo em uma casa quando os Aliados ocuparam o país no final da Segunda Guerra. Ele e seus companheiros costumavam usá-lo e, quando voltaram aos EUA, o soldado levou o jogo consigo. Porém, depois de 15 anos ainda sentia uma inquietação interior por haver roubado o jogo e desejava devolvê-lo. "É apenas um jogo de xadrez, mas minha consciência não me deixa em paz", escreveu arrependido.
Agora, pare por um momento, mexa em sua “caixa preta” e se questione: Existe algo em seu passado que sempre quando você lembra preferia que nunca tivesse acontecido? Há alguém que tenha ofendido em algum momento de sua vida?
Dê um jeito de limpar sua consciência, pois enganar o próximo é fácil, difícil é explicar a Deus.
Os deveres de um correntista
A concentração dos bancos brasileiros acontece a passos largos. A série de fusões, aquisições e alianças criaram gigantes, cujo poderio aumenta nas mesmas proporções. Compartilhamento de sites, consolidação de agências, aumento da cobertura geográfica e reposicionamento de marcas são algumas das consequências visíveis, divulgadas através de campanhas na mídia. Apesar dos benefícios apregoados em horário nobre, o número de instituições diminui e, consequentemente, as opções e o poder de barganha dos consumidores também. Vale salientar que os bancos exercem papel vital na economia, apesar dos críticos de plantão. Sua atuação não se restringe à guarda remunerada de nossas economias, mas na intermediação e gestão destes valores, financiando compra de carros, casas e investimentos produtivos. Aparecem também com frequência em listas de órgãos de defesa do consumidor. Um estudo recente demonstra um aumento significativo com relação a taxas e valores cobrados indevidamente. Apesar da luta inglória entre Davi e Golias, o consumidor pode se proteger. Basta seguir alguns conselhos.
Seja disciplinado: confira seu extrato periodicamente, questionando taxas e tarifas não usuais. Faça uso dos diversos canais de comunicação existentes. Esteja atento: leia o contrato antes de assiná-lo, em especial os parágrafos sobre pacotes, taxas e tarifas. Guarde-o e consulte-o sempre que necessário. Planeje: escolha um período e levante o número de extratos e saques em caixas eletrônicos, transferências e folhas de cheques, antes de escolher um pacote de benefícios. Com planejamento, você verá que há possibilidades de redução ou novas formas para se obtê-los. Negocie: gerentes de agência são medidos pelo número de novas contas e percentual de desertores. Saiba também que clientes antigos custam menos às empresas de serviços. Avalie sua situação e sente-se à mesa para negociar. Concentre: evite manter vínculos em diversos bancos e instituições financeiras. Além da maior dificuldade de controle, dispersar recursos reduz o poder de barganha. Compare: mantenha o hábito de pesquisar taxas e tarifas em alguns bancos, cuja base pode ser trocada periodicamente. É prática comum a publicação de estudos em órgãos de proteção ao consumidor.
Com o crescimento da economia e o ingresso de milhões de novos correntistas - trabalhadores informais agora com carteira de trabalho - as chances são de que instituições bancárias continuem no topo da lista de reclamações. Tarifas máximas e mínimas poderiam ser regulamentadas, ao menos a esta nova massa de clientes, cujo ganho adicional poderá ser corroído por taxas e valores indevidos. |
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