Farroupilha, RS,
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23/07/2010 - Caderno Especial - Agricultor e Motorista
Casal unido no volante
Ela trabalhava como costureira ajudando a mãe no bairro Santo Antonio. E ele, ganhava a vida como garçom. O casal de namorados se conheceu na noite farroupilhense e passou a articular junto uma forma de empreender um negócio diferente. Foi assim que Maria Inês Porfírio e Marcelo Giuriatti começaram a trabalhar com uma besta, transportando escolares e particulares para bailes e festas.
Se hoje é uma empresa - Marimar (juntaram o Mari com Marcelo) - o início não foi nada fácil. Quando surgiu a ideia de começar o serviço de transporte, o casal não tinha sequer o dinheiro para comprar o veículo. A primeira besta foi adquirida com a somatória de vários fatores. Marcelo colocou na transação um velho Chevette e uma moto, e mais umas economias de Mari e empréstimos de parentes. Desta forma, juntaram R$25 mil, que era o valor da besta. E ainda tiveram de enfrentar as despesas de mudança de categoria na habilitação, que passou de B para D e outros gastos para se adequarem à atividade.
Felizmente, eles compraram uma besta que já contava com uma linha escolar regular. Marcelo continuou um tempo trabalhando como Garçom no Restaurante Parque dos Pinheiros – onde atuou por 11 anos. E Mari manteve sua atividade ajudando a mãe nas costuras. Eles se revezavam na direção do veículo e ao poucos a atividade foi gerando renda e com isso puderam investir num segundo veículo e hoje contam inclusive com um micro.
Atualmente, os dois somente se dedicam ao volante e estão pensando até em contratar mais um motorista, para atuarem com os três veículos simultaneamente. Mari não trabalha mais nos finais de semana. Ela tem um bebê, o Lucas, que nasceu dia 10 de julho, e por isso precisa ficar mais tempo em casa. Mas ela conta que durante muito tempo também fazia viagens para os bailes. Por ser uma das mulheres pioneiras nesta atividade, sofria todo tipo de assédio e discriminação.
Com a atividade, Mari e Marcelo conseguiram evoluir e até construíram a casa própria. “Agora, é só seguir em frente com a empresa, para que o nosso filho Lucas também possa um dia dirigir uma das vans”, mencionou a motorista Mari.


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