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Farroupilhense de nascimento (nascido a 10 de junho de 1949), concluiu na cidade os estudos até o Ginasial, no Grupo Escolar Farroupilha e no Ginásio Santiago. O Científico, fez em Caxias do Sul, no Cristóvão de Mendoza. Muito cedo, entre 15 e 16 anos, começou a ter contato com o trabalho, ajudando o pai na Auto-Farroupilha Ltda (de 1965 a 1967), empresa que oferecia os serviços de oficina mecânica e venda de veículos. "Trabalhava muito com a recepção de veículos da marca Willys", relembra hoje, com nostalgia.
A aptidão para as ciências exatas, a afinidade com a matemática e a física foram desenvolvidas muito cedo, bem como a ansiedade por construir e a curiosidade pelas técnicas de construção. Por isto, não foi surpresa para ninguém a sua decisão de prestar vestibular para o curso de Engenharia Civil pela PUC em Porto Alegre, no ano de 1968. Ainda estudante, dois anos depois ingressou no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) como estagiário, dando início a uma longa e bem sucedida carreira.
Obteve a graduação em 1972 e, já no ano posterior, ingressava definitivamente no Daer por meio de concurso público. Viria a seguir carreira e se aposentar pelo próprio Daer em 1997. Nestas mais de duas décadas a serviço do Departamento, transformou-se em um verdadeiro "cigano" dentro das fronteiras do Rio Grande do Sul, Estado pelo qual acabou realizando nada menos do que 18 mudanças de cidade.
Acompanhar o relato de tantas andanças e missões desenvolvidas é de tirar o fôlego: atendeu às unidades de conservação em Porto Alegre e Santa Rosa, atuou na frente de construção da RS-10 (hoje RS-347) em Catuípe, trabalhou na construção da estrada entre Tupandi e Porto Mauá até as barrancas do rio Uruguai, fez a estrada Tupandi-Santa Rosa e Tupandi-Santo Cristo até ser transferido para Bento Gonçalves, em 1975.
Em 1980, veio a promoção para chefe de residência do Daer em São Francisco de Paula, o que transformou o ano em muito especial para a sua vida. No ano seguinte, viajou à França a fim de fazer um curso de especialização em pavimentos flexíveis. Ficou por terras francesas durante quatro meses, dividindo-se entre as cidades de Paris, Bordeaux e Nantes, período que jamais esquecerá.
A partir de 1982, nova rodada de mudanças: é transferido para Palmeira das Missões; para Erechim em 1985 e Bom Jesus em 1987. Trabalha na duplicação da estrada entre Gramado e Canela em 1990 e, enfim, retorna a Farroupilha em 1991, para trabalhar na construção da RS-448, que liga a cidade a Nova Roma do Sul. Dois anos depois, nova transferência para Bento Gonçalves, a fim de chefiar o maior pólo de obras do Daer na região. Em 1995, assume a residência do Daer naquela cidade, aposentando-se dois anos mais tarde, quando finalmente se estabelece em definitivo em Farroupilha, com a família.
Fattori passa então a ter um pouco mais de tempo para se dedicar a um de seus grandes interesses, que é o estudo, e, em 1998, é selecionado para o mestrado profissional na Escola de Engenharia da Ufrgs, em Porto Alegre, cujas aulas eram ministradas todos os finais de semana. Conclui o curso em 1999 ainda com o título de especialista, mas é habilitado a apresentar a dissertação de mestrado, o que faz em 2001, sob o título de "Parcelamento do Solo e Necessidade de Uniformizar Alguns Padrões de Projetos das Vias Urbanas'. É aprovado com conceito "A", sendo hoje Mestre em Engenharia.
No mesmo período, engaja-se também em outra de suas paixões: a política, filiando-se ao PTB, por ser, segundo suas próprias palavras, "um partido pequeno, que não é governo em nenhuma das esferas, o que me permite crescer politicamente junto com a própria sigla". Tanto isto é verdade que, em 2000, candidata-se a vereador e faz a maior votação na história do partido em Farroupilha: 1153 votos. Em sua primeira legislatura, foi líder de bancada, presidente da Comissão Permanente de Obras e Serviços Públicos, segundo-secretário da Mesa Diretora, primeiro-secretário da Mesa Diretora e, em 2003, presidente da Câmara de Vereadores de Farroupilha.
Desde 2002, é professor das cadeiras de Discussão de Loteamentos e Incorporações I e II, no Curso de Gestão Imobiliária da Universidade de Caxias do Sul. Todas estas atividades disputam espaço na agenda de Fattori com os compromissos da Fattori Empreendimentos Imobiliários, negócio que há 18 anos encaminha em conjunto com o irmão Edson Fattori.
Quem acompanha todas estas atividades pensa que o dia de Gerson Fattori deve ter mais do que 24 horas, ou ele faz milagre. Pois deve é fazer milagre mesmo, pois, além disto tudo, ele também tem tempo para a família, o aspecto mais importante de sua vida. Alguns finais de semana no verão são passados com a família na praia, em Imbé. "O Carnaval, tradicionalmente, passamos na praia, e a Páscoa, no campo, nas terras que temos em Rosário do Sul", revela Fattori, agaora o Fattori-caçador, que, nas épocas oficiais de caça, é conhecido por sua mira frente a perdizes.
Com uma rotina diária que se inicia por volta de 6h30 todos os dias, entre os afazeres do escritório, da Câmara de Vereadores e das aulas que ministra, consegue ainda arranjar tempo para se manter informado, lendo jornais como "O Farroupilha" e "Correio do Povo", além de sites de informação na internet. Assina a revista Veja, e confessa com bom-humor que, com a correria, só consegue mesmo "vê-la". Esse ritmo alucinado até que agrada ao perfil de Fattori, mas ele diz que é necessário saber otimizar o tempo e saber equilibra-lo entre as diversas atividades. "Há anos que não tenho férias de verdade", declara, dando uma idéia de como é a rotina de um homem envolvido com a prática da cidadania.
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