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Juvelino Angelo de Bortoli
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A relação de Juvelino Angelo De Bortoli com Farroupilha começa aos 17 anos de idade, em 1974, quando ele ainda trabalhava na lavoura com os pais, em Nova Roma do Sul. Com vontade de estudar e de ajudar a aumentar a renda da família, a sua atenção foi despertada para alguns panfletos
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Uma vida de trabalho e determinação
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que começaram a circular por Nova Roma, dizendo que em Farroupilha havia boas oportunidades para empregos, com propaganda de uma pensão.
Naquele instante, não teve dúvidas: fez as malas e veio para a cidade, com a meta de vencer na vida, o que acabou realmente acontecendo, com uma atuação destacada como presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Calçado e do Vestuário de Farroupilha, e atuações também como líder comunitário e estudantil e vereador.
Mas esta trajetória de sucesso tem suas origens ainda no ambiente da casa paterna em Nova Roma do Sul, que abrigava os sete filhos do casal Olimpio e Josefina Justina De Bortoli. Juvelino, por ser o mais velho, acabou ajudando a criar os irmãos, enquanto estudava da primeira à quinta séries em escolas locais. "Embora pobres, nunca nos faltou o essencial, como a comida. A nossa era uma pobreza digna, de uma vida feita de muito trabalho. Nunca dependemos da caridade de ninguém. A alimentação era conseguida com muito suor, pois a terra era pouca, de difícil cultivo", relembra Juvelino.
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Foram justamente os aspectos ligados à alimentação e vestuário que mais marcaram Juvelino na infância e juventude. Ele lembra que o pão só podia ser saboreado nos finais de semana, porque a farinha de trigo era muito cara. A polenta era consumida diariamente, proporcionada pelo milho produzido na propriedade e levado em lombo de cavalo até o moinho, obtendo assim a farinha. Quanto ao vestuário, ele também lembra que seus pais compravam uma peça de fazenda, geralmente um tecido rústico e de preço mais acessível, com a qual eram confeccionadas as roupas da família. Essas vestimentas só eram usadas para ir à missa aos domingos e, quando não serviam mais, eram repassadas para o irmão menor.
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"O sapato que a gente possuía também era único, e também só o usávamos para irmos à missa. Era tão importante que era levado na mão e, antes de entrar na igreja, lavávamos os pés e colocávamos os sapatos, que eram prontamente retirados dos pés assim que a missa acabasse, para que não estragassem", recorda.
Tudo isto era entremeado com muito trabalho. "Meus Deus, como se trabalhava! Meus pais e nós, filhos, quando um pouco maiores, trabalhávamos na roça de sol a sol. A mãe era a pessoa mais penalizada, pois, além de ajudar na roça, ainda cuidava dos animais domésticos, da casa e dos filhos. Era uma vida de muito sacrifício".
Determinado a mudar de vida, mudou-se para Farroupilha e logo encontrou trabalho na empresa Calçados Siprana, onde trabalhou de 1976 a 1987, aliando mais uma vez os trabalhos com os estudos, tendo cursado da sexta série até o final do segundo grau em Farroupilha. Em 1982, terminava o segundo grau no curso de Técnico em Contabilidade. Na empresa, atuou por 11 anos, iniciando no setor de pintura e escovação de sapatos e passando por outros setores como esteira, montagem, corte, almoxarifado, controle de qualidade e supervisor da filial 1.
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A convite do então presidente do Sindicato dos sapateiros, José Olinto, ingressou, em 1984, no meio sindical, ocupando o cargo de tesoureiro da entidade por quatro gestões. Seria presidente do sindicato por duas outras gestões, ocupando atualmente o cargo, em mandato até o ano de 2004. Em 1991, se casaria com Vânia Mognon, formada em Direito pela Universidade de Caxias do Sul. Em 1993, foi nomeado pelo Tribunal Regional do Trabalho para o cargo de juiz classista na Justiça do Trabalho, desempenhando a função por dois mandatos, até 1999.
Em 1994, presidiu a comissão pró-construção do prédio próprio da Justiça do Trabalho em Farroupilha. Entre 1986 e 2000, participou ativamente de vários conselhos municipais. De 1993 a 2000, foi
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conselheiro do Hospital São Carlos. Prestaria vestibular e passaria para o curso de Ciências Contábeis da UCS em 1997, no Núcleo de Farroupilha (Nufar). Dois anos depois, participaria da fundação do diretório acadêmico do núcleo da UCS na cidade, entidade que presidiria até 2000.
Também com a política nas veias, foi convidado para ingressas na política, optando, em 1999, por filiar-se ao PMDB. Concorreu a vereador pela primeira vez em 2000, sendo eleito com 972 votos. Foi líder da bancada do partido na Câmara dos Vereadores nos anos de 2001 e 2002 e é delegado suplente do PMDB gaúcho no Diretório Nacional do partido.
Tem uma rotina diária cheia de afazeres relacionados à atuação sindical, política e estudantil. Nos finais de semana, participa de eventos sociais comunitários e, sempre que tem uma oportunidade, gosta de fazer bifes na chapa para os amigos. Para manter-se informado, não dispensa a leitura de jornais como O Farroupilha, Correio do Povo, Zero Hora e Jornal do Comércio.
Clique aqui e veja o Raio-X de Juvelino Angelo de Bortoli
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