As pessoas passam, mas as entidades ficam
Carlos Alberto Paesi expressa opiniões nas quais acredita, sem titubear. Fala no rádio, na TV e no jornal. Defende a classe empresarial, como tem feito no comando da CICS, e prepara-se para uma nova fase

Ele está deixando a presidência da CICS com a certeza de que a rede de informações e contatos na qual esteve envolvido nos últimos anos foi responsável por uma intensa troca de experiências, resultando em um nível de conhecimento incomparável. As pessoas passam, mas as entidades ficam, defende Carlos Alberto Paesi.
A partir do ano que vem, Paesi volta a ter mais tempo para família e para sua empresa de Contabilidade, área em que é formado e pós-graduado. A esposa Claudia, os filhos Vicente, 26 anos, e Thiago,16, certamente agradecerão.
Dono de opiniões marcantes, Paesi fala sobre tudo com desenvoltura, deixando claro seu ponto de vista e a possibilidade de mudá-lo, caso seja convencido de que não está certo.
Tamanha flexibilidade aprendeu cedo, aos 14 anos, quando chegou a Farroupilha com seus pais e foi morar em uma casa localizada em cima do colégio São Tiago (atual CESF). Ele e a mãe Lucinda cuidavam do barzinho do colégio. Acredito que a habilidade em lidar com as pessoas venha daqueles tempos. Aprendi muito morando naquele lugar porque tudo aquilo era praticamente o meu quintal, diz.
Nasceu em Caxias do Sul, mas como passou a vida aqui, considera-se farroupilhense. Aos 56 anos, recorda com nostalgia os tempos vividos ao lado dos amigos que cultiva até hoje. Esta é minha terra, o meu chão, brigo e vou continuar brigando por uma Farroupilha melhor, enfatiza.
Política
Embora tenha recebido convites de diversos partidos políticos, Paesi afirma que pelo perfil que possui, não pode ser político. Não consigo ir contra meus princípios, então não me encaixo no jogo. Se eu discutir com você, não vou sair para jantar contigo depois. Não sou vingativo, só não esqueço, diz, sem receio algum.
Aliás, ele conta que já esteve em brigas ferrenhas entre a classe empresarial e os políticos, sempre defendendo as causas nas quais acredita. O bom é que o entendimento existe, embora estejamos sempre batendo de frente com o poder público porque nós, da iniciativa privada, não conseguimos concordar com a falta de soluções para os problemas que temos, como o tratamento de esgoto, por exemplo. Outro exemplo: nos retiramos do hospital São Carlos porque queremos uma política de saúde e não política na saúde, frisa.
CICS
Organizado em seus pensamentos, Paesi traça com facilidade a análise das conquistas neste período em que esteve à frente da CICS. Acredito que agradamos. Conseguimos cumprir de 80 a 90% do planejamento, ampliamos a credibilidade e o respeito que a entidade tem em nossa sociedade, mantivemos o compromisso com a educação, o Núcleo Jovem e o Núcleo da Mulher foram bastante atuantes e tenho certeza de que teremos grandes líderes lá na frente. A entidade está rejuvenescendo com a chegada do Daniel Bampi e a equipe que vem aí. Agradeço a colaboração de todos porque nada se faz sozinho e eu estive muito bem assessorado neste período, resume.
Família
Tranquilo com o trabalho que está findando, Paesi concentra energias para a realização do evento de 10 de novembro, quando a CICS vai agraciar os quatro segmentos que a compõem, empossar a nova diretoria e comemorar seus 30 anos de existência. Depois disso, o contador tem objetivo definido. Viver a vida! Quero viajar, ver meus filhos bem colocados naquilo que eles pretendem e aproveitar os netos, declara sorrindo.
Os netos estão no futuro porque hoje Paesi aproveita a companhia dos filhos e da esposa. Aprendeu a gostar de cerveja artesanal pela escolha profissional de Vicente, mestre cervejeiro. A família torce unida pelo Grêmio, seja pela TV, ou no estádio. Temos orgulho dos guris, que herdaram algumas convicções, mas conquistaram suas próprias identidades. Tenho uma pessoa maravilhosa ao meu lado, a Claudia, que sempre deu respaldo à
