Feira Ressignificar acontece no salão paroquial da igreja matriz neste sábado

O Salão Paroquial da Igreja Matriz de Farroupilha será palco da Feira de Negócios Ressignificar neste sábado, 14 de junho,

O Salão Paroquial da Igreja Matriz de Farroupilha será palco da Feira de Negócios Ressignificar neste sábado, 14 de junho, das 10h30min às 17h. Um evento que une sustentabilidade, inovação e empreendedorismo social em uma experiência aberta à comunidade. A feira apresentará ao público os produtos desenvolvidos no Projeto Integrador do IFRS, que tem como missão dar um novo destino a materiais descartados, ressignificando resíduos por meio de soluções criativas e sustentáveis. O evento convida a sociedade a repensar seu papel no ciclo de consumo, destacando que lixo pode sim se transformar em valor e oportunidade.

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil figura entre os maiores geradores de resíduos do planeta, com uma média alarmante de 343 quilos de lixo por habitante ao ano, o que equivale a cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos gerados anualmente, sendo que apenas 4% desse total é reaproveitado.

“É nesse cenário que o projeto ganha força, integrando estudantes das disciplinas de Gestão da Cadeia de Suprimentos, Gestão Financeira e Empreendedorismo na criação de modelos regenerativos que visam não apenas reduzir impactos, mas também promover a regeneração do ‘capital natural’. A proposta educacional vai além da sala de aula: busca formar gestores conscientes, influentes e comprometidos com o futuro do planeta”, afirma a professora na área de administração Tânia Craco, que ao lado Claudia Soave e Oderson Panosso são os orientadores do projeto Ressignificar.

  • Durante a feira, o público poderá conhecer e adquirir produtos inovadores que nasceram a partir de resíduos considerados inutilizáveis.

“Mais do que produtos, cada item carrega uma história de transformação e propósito, reafirmando o compromisso do IFRS com a educação voltada para um desenvolvimento sustentável. Além disso, todo o lucro arrecadado será revertido para uma instituição de caridade, fortalecendo ainda mais o caráter social do evento”, acrescenta Tânia.

A professora ainda conclui: “A Feira de Negócios Ressignificar é um convite para que a comunidade local participe ativamente da construção de um novo olhar sobre os resíduos que produzimos e sobre o mundo em que vivemos. Afinal, ressignificar é mais do que reutilizar: é reinventar possibilidades, regenerar recursos e transformar mentalidades.”

  • Em março, os alunos do IFRS de Farroupilha apresentaram os produtos desenvolvidos na Câmara de Vereadores e agora toda a comunidade pode conhecê-los e adquiri-los.

Produtos

  • Aura: desumidificador de ambiente com design sustentável, desenvolvido a partir de resíduos de vidro;
  • Naturacana: vasos biodegradáveis feitos a partir do bagaço da cana-de-açúcar;
  • Praguasito: suporte para guarda-chuvas confeccionado com lona de caminhão reutilizada;
  • Patinhas Verdes: areia para gatos ecológica, feita com bagaço de uva;
  • Vitis: cerâmica fria também produzida a partir de resíduos da uva.

Cerâmica Fria

A criatividade dos jovens farroupilhenses não tem limites. Criatividade aliada às práticas de sustentabilidade, em tempos de ESG, é receita infalível para a inovação, como comprova a Vitis Cerâmica Fria, empresa criada para fins acadêmicos, que criou uma massa de cerâmica fria elaborada a partir do reaproveitamento do bagaço da uva. O produto é trabalho de conclusão de um grupo do curso de Tecnólogo em Processos Gerencias, do Instituto Federal – Campus Farroupilha.

“Precisávamos criar um produto sustentável e inovador que utilizasse em sua composição algum resíduo que a cidade mais descarta. Sob tal cenário, a Vitis criou a Cerâmica Fria, uma proposta a partir do bagaço da uva, que vem com uma solução para a falta de acesso às atividades manuais e relaxantes de forma sustentável”, explica o grupo formado pelos alunos Amanda Benedetto, Anny Soares, Helena Messinger, Jocelaine Silva, Josieli Girardi, Luiza Lemes, Mariana Zilli e Nicolas Bottin.

Na rede social da empresa, a explicação sobre as peculiaridades da cerâmica fria, que simula a cerâmica convencional, mas não necessita de altas temperaturas para se tornar firme. Aproveitando sementes e cascas de uvas dos resíduos da produção de vinho, espumantes e sucos de uva na cidade, a cerâmica fria resultante mantém o cheiro de uva da qual é originada. “Da uva à arte, sem desperdício”, como a empresa anuncia.

  • A massa é uma experiência à pessoa que irá manuseá-la, transformando-a em um objeto de arte criativo e para guiar o “artista” a soltar a imaginação, há um manual, dentro da caixa de MDF na qual é vendido o produto, com informações sobre manuseio e vida útil da cerâmica.