Hospital São Carlos apresenta dados e esclarece dúvidas na Câmara de Vereadores
A casa de saúde, instituição privada, filantrópica e sem fins lucrativos, foi convidada para a sessão de 25 de maio e compareceu, mostrando informações de interesse geral

A semana começou com o Hospital São Carlos mostrando a todos sua evolução nos últimos 10 anos. Falaram pela casa de saúde o presidente do Conselho Administrativo Césio Verona e a superintendente-geral Janete Toigo D´Agostini. Explanaram sobre as conquistas e melhorias do hospital e ainda responderam às questões dos vereadores, que no papel de representantes do povo, não tiveram receio de tecer pontos de vista contrários aos frequentes elogios aos quais a gestão do hospital está acostumada, diante de fatos expostos. Verona e Toigo ressaltaram que sem o equilíbrio entre SUS e convênios/particulares, não há sustentabilidade para a instituição.
Com dados compartilhados, a superintendente abriu números de faturamento, falou dos gastos, citando “três milhões por mês só com honorários médicos”, do déficit do SUS em “64 milhões de reais em 2025” e do investimento de mais de 20 milhões em equipamentos. Justificou a recuperação do hospital com os serviços como a alta complexidade em ortopedia, com serviços especializados, com a habilitação em programas do Estado, com a participação da comunidade, em especial as Voluntárias da Saúde, com as emendas parlamentares, entre outros pontos ressaltados.
- Aos que questionam sobre os atendimentos às pessoas que vêm de outros municípios, Janete esclareceu: “Eles vêm e pagam 10% do nosso faturamento correspondente aos 34 municípios da região para os quais somos referência ”.
Ainda discorreu das fossas sépticas, do passeio público, dos reservatórios e água, das placas fotovoltaicas. “Estamos realizando um trabalho sério, consciente e responsável para que o hospital cresça, se modernize cada vez mais e recupere o lugar de referência que sempre ocupou. E isso não é apenas discurso: os números apresentados demonstram evolução, investimentos, ampliação de serviços, reorganização administrativa e fortalecimento institucional”, ponderou Verona.
Na noite de 25 de maio, a Câmara recebeu poucos munícipes para uma pauta que vive ocupando espaço em rádio e em outros meios de comunicação. “O hospital não pode ser tratado como instrumento de disputa política. Acima de qualquer divergência, existe uma instituição de 92 anos que pertence à história, à confiança e à necessidade da população. O que precisamos neste momento é união, responsabilidade e apoio coletivo para que o hospital continue avançando”, fanalizou Césio Verona.
