A coletividade e seu papel na defesa da água

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Texto desenvolvido em parceria com
as arte-educadoras
Crislei Maria Zini Ricardi e Rosana Marina

Quando nos propomos a refletir sobre a água, é natural que o pensamento caminhe para o coletivo: um gesto encontrando outro, uma ação mobilizando outra… e outra.

A atividade desenvolvida pelos alunos do segundo ano das Escolas José Chesini, de Vila Rica, e Carlos Paese, da Linha Paese, traz justamente esse gesto: a colaboração e o que ela pode nos ensinar. Não são os atos isolados que constroem valores, mas a força da união.

O resultado do painel revela a dimensão pedagógica da atividade. Mostra uma beleza que excede o colorido, o capricho da pintura e a riqueza dos detalhes. O painel fala de esperança e apresenta uma perspectiva de futuro, na qual essas crianças poderão conhecer e desfrutar de paisagens que hoje aprendem a cuidar. Ao mesmo tempo, revela a responsabilidade que cada uma delas começa a compreender ao perceber que preservar a água é também cuidar do mundo que será deixado para as próximas gerações.

Orientada pela professora de Arte, Crislei Maria Zini Ricardi, a atividade partiu de uma conversa sobre a importância da água para a vida e para a preservação da natureza.

Inicialmente, cada aluno pintou uma árvore utilizando tinta guache, enquanto a turma também participou da pintura do rio em um grande painel de papel pardo. Em seguida, os alunos escolheram diferentes elementos da natureza, como árvores, flores, animais, peixes, aves e outros elementos do ambiente, que foram pintados e recortados por eles.

Para finalizar, todos participaram da montagem coletiva da paisagem, escolhendo o local em que cada elemento seria fixado no painel. Assim, cada produção individual passou a integrar uma grande composição artística, formando uma paisagem natural na qual a água aparece como elemento central da vida.

O resultado foi um painel colorido e coletivo, construído a partir da criatividade, da participação e da colaboração de todos os alunos.

Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”
Paulo Freire