O Farroupilha
  1. Home
  2. Artigo

Capítulo 33: A harmonia dos evangelhos

Os evangelhos são os quatro livros bíblicos que contam a história de Jesus Cristo, cada um descrevendo-a de uma perspectiva um pouco diferente. Evangelho significa “boa notícia”. Neste sentido, o propósito dos evangelhos é contar a boa notícia sobre Jesus, o Filho de Deus. Durante seu tempo na terra, Jesus não escreveu nada sobre a sua vida nem sobre os seus ensinamentos. Mas após a sua ressureição, seus discípulos começaram a registrar por escrito o que tinham visto e ouvido. Foi assim que surgiram os quatro evangelhos.

As pessoas céticas costumam levantar questionamentos em relação aos evangelhos, ressaltando as discrepâncias entre os vários relatos citados nos mesmos. O objetivo disso, claro, é tentar convencer algumas outras pessoas a não acreditarem totalmente no que está escrito nos evangelhos bíblicos. Craig L. Blomberg, entrevistado de Lee Strobel no livro “Em Defesa de Cristo”, esclarece várias questões sobre este assunto.
Conforme o livro, Blomberg respondeu sobre os evangelhos: “Temos de nos lembrar que estamos em terra estrangeira, num tempo e lugar remotos, em uma cultura que não havia inventado ainda o computador e nem mesmo a máquina impressora. Os livros, ou melhor, os pergaminhos de papiro, eram relativamente raros. Portanto, a educação, o aprendizado, a adoração e o ensino nas comunidades religiosas eram ministrados oralmente. Alguns rabinos ficaram famosos porque sabiam de cor todo o Antigo Testamento. Logo, os discípulos seriam perfeitamente capazes de guardar na memória, e passar adiante com precisão, muito mais do que aparece nos quatro evangelhos somados.”.
Blomberg continuou: “Sim, é difícil para nós hoje conseguirmos imaginar como isso podia ser possível, mas aquela cultura era oral e enfatizava muito a memorização. Lembre-se de que 80 a 90% das palavras de Jesus estavam originariamente em forma poética, havia métrica, com versos harmônicos, paralelismos, e assim por diante, o que teria facilitado muito a memorização.”.

Quando questionado sobre o fato de em alguns momentos os evangelhos parecerem se contradizer, Blomberg respondeu: “Se os evangelhos fossem 100% harmoniosos, isso os impossibilitaria de ser testemunhos independentes. As pessoas diriam então só haver um testemunho, os demais seriam só imitação.”. Conforme o livro, Simon Greenleaf, da faculdade de Direito de Harvard, disse: “Existe um volume significativo de discrepância, o que aponta para o fato de os autores não poderem ter estabelecido nenhum tipo de acordo entre si; por outro lado, há também uma harmonia de tal magnitude que demonstra sua condição de narradores independentes de uma transação de grande importância.”. 

Lee também lembrou e citou Hans Stier, estudioso alemão da escola histográfica clássica, que disse: “A harmonia dos dados básicos e a divergência de detalhes são sinais de credibilidade, uma vez que as narrativas fabricadas costumam ser integralmente consistentes e harmônicas. Todo historiador torna-se muito cético no momento em que algo extraordinário só aparece relatado em narrativas completamente isentas de contradições.”. Neste sentido, quanto mais se pesquisa, mais se percebe que o Evangelho e a Bíblia são verdadeiros.