O Farroupilha
  1. Home
  2. Artigo

A riqueza e seus percalços

O produto interno bruto (PIB) do mundo é de aproximadamente US$ 80 trilhões. A população mundial é de 7,7 bilhões. No Brasil, o PIB gira em torno de US$ 2 trilhões; população, 216 milhões.

Dividindo o PIB anual pelos habitantes, dá em torno de US$ 10 mil anuais para cada pessoa – tanto no Brasil, quanto no mundo. Com o dólar americano cotado a 4,6 reais, resultaria R$ 46.000,00 anuais para cada habitante do mundo e do Brasil.

Alguns países têm PIB gigantesco e população miserável. Uns  têm PIB e população miseráveis. Outros têm PIB gigantesco e distribuição de renda considerável.

O equilíbrio da balança passa pela liberdade, sem descuidar da igualdade, pela inclusão ao invés da exclusão.
O ministro Paulo Guedes se equivoca quando diz que parasitas são os servidores públicos. Alguns o são, mas a grande maioria trabalha  muito. Também está equivocado quem acha que parasitas são os bolsa-família. O valor médio do benefício é de R$ 191,00.

O parasitismo tem outro endereço.

Li, em algum lugar desse planeta, que os 26 mais ricos do mundo têm patrimônio equivalente ao dos 3,8 bilhões mais pobres. Isso beira à imbecilidade. Não são 26 mil ou 26 milhões de mais ricos. São 26 pessoas. Isto sim é parasitismo.

A carga tributária sobre o consumo contribui para a desigualdade. Todos compram o mesmo produto e pagam igual tributo. Isto acaba pesando muito mais para a classe média e para os pobres. Se a tributação incidir sobre a renda e o patrimônio, quem ganha mais e tem maior patrimônio pagará mais tributo.

Os países desenvolvidos são os que mais arrecadam com a tributação sobre renda e patrimônio, diminuindo a carga sobre o consumo. No Brasil, em torno de 80% da carga tributária é sobre o consumo e 20% vem de impostos sobre a renda e o patrimônio. Nos países mais desenvolvidos, a média é 60% sobre o consumo. Nos Estados Unidos, aproximadamente 40% da arrecadação é oriunda da taxação do consumo e 60% da renda e do patrimônio.