O Farroupilha
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Absurdo

Os tempos mudaram. Que pena! Hoje, tomo conhecimento de situações vividas por uma classe profissional, que deveria ser reverenciada. Em minha época de estudante, professor era figura que impunha uma série de sentimentos e se não eram lá tão positivos, ficavam secretos. Realmente os tempos mudaram. 

Professor vai para a escola exercer sua função, que já não é valorizada em vários sentidos, e entra em um verdadeiro campo de batalha com pessoas mal-educadas a atacar-lhe verbal e fisicamente. Uma sala de aula não é mais uma sala de aula. Medo. 

Entendo que debater opiniões diferentes não seja falta de respeito, mas o descontrole que pode resultar disso, sim. É preciso atenção dos dois lados.

Nesta semana, o caso de um professor do Paraná que levou um soco no olho de um aluno em plena sala de aula; o outro recebeu uma facada na perna e saiu sangrando pelos corredo-res da instituição; a professora que reagiu com gritos aos insultos dos adolescentes - que estão mais para marginais –  e obteve cadeiras e cadernos sendo arremessados em sua dire-ção. Descontrole total!

Onde está a família destas pessoas que vão para escola a fim de qualquer coisa, menos aprender? Que tipo de país estamos construindo com este comportamento indevido, com esta conivência da sociedade a estas situações tão frequentes? 

Aprendi, com meus pais, que o desenvolvimento escolar de alguém é alicerçado na parceria entre família e escola. Educação nasce em casa, não na escola, lugar de aplicar o que se aprende em casa.

Famílias desestruturadas resultam em pessoas desequilibradas e são elas que ganham os noticiários protagonizando cenas tão absurdas! Em tempo: classe social não define caráter.

Vamos acordar para os problemas que saltam aos nossos olhos.  Respeitar é básico. Se a pes-soa não aprende isso em casa, não vai aprender em lugar algum.