O Farroupilha
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Contágio

Tanto a ser dito sobre tantos temas! Estamos rodeados de assuntos que rendem conversas, atritos, preocupações. 

Eu poderia discorrer sobre afastamentos por problemas de saúde, sobre interesses políticos em ano eleitoral, sobre emissoras de TV que mostram algo e depois precisam se retratar - por conta das informações que vêm à tona - sobre policiais que quebram pernas pelas rasteiras que dão, sobre a preocupante pandemia do Coronavírus, que agora está bem perto de nós, sobre a falta de chuva que nos ameaça, enfim, sobram notícias, falta motivação. Mais pura verdade. 

O ritmo dos acontecimentos desagradáveis está tão acelerado que acaba provocando um efeito negativo. Contágio. 

Ouço com muita frequência as pessoas falarem: “tá ruim e vai piorar”! Sempre penso: “que pessimismo, tomara que não me contagie”. Mas, mesmo que seja um pouquinho, acaba respingando. Às vezes, este respingo acaba sendo a gota d’ água.

Dias atrás uma rede social trouxe-me a postagem mais comentada em determinado ano. Era exatamente um texto que falava de esperança! Escrito, coincidentemente, em um março qualquer. Reli: 

“Amanhã temos ao nosso dispor outro recomeço e com ele mais tranquilidade para enxergar as situações sob outros ângulos. Caso não consigamos respostas, ainda assim haverá outras possibilidades. O nevoeiro sempre se dissipa, ainda que leve um tempo maior.

Nem sei se isso é otimismo. Gosto de pensar que é esperança. Sem ela, tudo que está ruim pode realmente piorar”. 

De lá para cá, notei que a minha inclinação a enxergar o copo meio cheio normalmente é confundida com qualquer outro substantivo menos positivo. Talvez estejam certos. A realidade é bem menos empolgante que as palavras.
De qualquer forma, sigo reagindo, buscando combater os efeitos de tudo aquilo que fere minha essência, mesmo que de vez em quando falte vontade disso ou daquilo. 

“Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”.