O Farroupilha
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Faz 50 anos

Sim, faz 50 anos. Em Nova York, num bairro de nome Village, surge o primeiro movimento da causa gay. Homossexuais reuniam-se num bar de nome Stonewaall Inn para divertirem-se, conversas, troca de ideias, enfim amigável encontro. Para a sociedade conservadora tratava-se de gente esquisita, de hábitos estranhos, inadequados, atentado moral à tradicional família. 
Para combater essa execração social a necessária a ação dos agentes da lei.  Intolerantes e preconceituosos, numa ação vigilante faziam represálias, agiam com violência contra comunidade gay. Quase todas as noites a ação policial acontecia. Agressividade desproporcional contra um grupo que nada tinha de violência. A fúria policialesca atacava jovens em festa. As agentes de forma ilegal, não respeitando direitos humanos, não considerando a plena liberdade, com força descomunal, numa de suas ações encurralavam as pessoas num beco sem saída, bloqueando qualquer escape, não oportunizando a mínima defesa.
Numa madrugada de sábado do ano de 1969, aconteceu. Não tolerando tanta pressão, pelos maus tratos recebidos, aquelas incompreendidas pessoas buscaram a desforra. Irascíveis e destemidos organizaram uma reação que provocou muita confusão, intensos distúrbios. Insurretos contra a autoridade civil, revoltados pela ação policial de forma estratégica e surpreendente, a comunidade gay, da mesma forma encurralou a polícia, surgindo daí um intenso conflito, briga que abriu a cortina da hipocrisia, os armários não sendo mais usados como esconderijo, um refúgio daquelas pessoas desprezadas, socialmente, que querem simplesmente ser como são. Um grito de liberdade em seus costumes, em seus hábitos, um evento histórico que mudaria a vida de milhões de pessoas. A partir dessa histórica rebeldia diversos movimentos surgiram defendendo os direitos, os interesses, com a dimensão cultural e política de uma organização como o LGBT. O histórico acontecimento do bar foi o início de uma luta que prossegue em razão da rejeição irreprimível, aversão repugnante, incompreensão, preconceito, adjetivos que significam homofobia, vergonha praticada por governantes e fundamentalistas neopentecostais. 
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Sim, faz 50 anos. Em 1969 o homem   conquistou o espaço, pisou na lua. Naquela época desenvolvia-se a “Guerra Fria”, um confronto que envolvia todos avanços na economia, na tecnologia como a corrida espacial. A competição reunia as duas potências EE.UU e URRS em saber qual a nação mais poderosa. Em meados dos anos 50 a supremacia, o domínio espacial era dos russos. Lançaram satélites, um astronauta passeou no espaço.  Os americanos ficaram para trás mas superaram-se, deixaram os russos para trás, quando o primeiro humano pisou na lua. Mas o que significou essa proeza na atualidade, motivo para reflexão. A lua foi visitada pela última vez em 1972, são 47 anos passados. O que representa hoje aquela conquista, um capricho para saber quem é mais poderoso, americanos ou russos
A lua lá está sossegada, solitária, sem a visita de estranhos, de seres humanos simplesmente curiosos.
A lua está ligada ao romantismo, ela é dos namorados, diz a música: “Todos eles estão errados, a lua é dos namorados; lua, oh lua; querem te passar para trás;
Lua, oh lua; querem lhe roupar a paz; lua que no céu flutua, lua que nos da luar; não deixa ninguém te pisar’