O Farroupilha
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Fugir, como?

Que tempos difíceis estamos vivendo! O novo coronavírus é o que predomina, no ar e nas mentes. Como sobram motivos que impulsionem as dissertações sobre o tema, vou fugir dele: com reclusão, com água e sabão.
Mal começamos o enfrentamento da doença em nosso país. Sem dúvida será um capítulo doloroso da nossa história.

Cada dia mais complicado manter a ânimo em meio às lágrimas e às preocupações. Os semblantes mudaram e com o verão se foi a leveza dos dias descontraídos. Agora nosso otimismo cai assim como as folhas da estação. 

Este vírus trouxe ainda uma crise interna muito grande, entre o presidente da República e os governadores dos estados e autoridades médicas. Visões à parte - e confesso que enxergo o fundamento dos argumentos do presidente - a corda que Bolsonaro está colocando em volta do próprio pescoço é tecida com fios que nascem em sua “boca grande”. Fala demais!

Como não fui atleta, reconheço a força desta “gripezinha” que já matou 19 mil pessoas pelo mundo (até o momento da escrita desta coluna) e posso trabalhar no esquema de home office, sigo em casa.

Que benção ter uma! Fico pensando nas pessoas que moram nas ruas, há mais de 100 mil no Brasil, segundo dados do Instituto Econômico de Pesquisas Aplicadas (Ipea). 

No comando, Deus. Ele é que sabe de tudo que vamos enfrentar, com vírus, com crise. Portanto, vamos fazer a nossa parte, tomar as precauções para proteger – do vírus e da crise - a nossa família e a nós mesmos, na medida do possível.

Tudo tem um propósito e até as crianças são capazes de enxergar isso, como expressou minha filha de apenas sete anos nesta semana:

- Deus está deixando isso tudo acontecer para que a gente cuide um do outro.

Chegando ao final desta coluna, constato que fui vencida na ideia inicial de não falar sobre o assunto. Existem coisas das quais simplesmente não podemos fugir.