O Farroupilha
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Poder de escolha

A cada semana tenho uma página em branco para escrever o que eu quiser. Uma oportunidade incrível e também um tremendo desafio! Não é assim a cada amanhecer? Oportunidade e desafio. O que faremos é escolha nossa.

Comecei o texto por este caminho, fixa na ideia de comentar sobre os últimos acontecimentos na nossa cidade e no nosso país.

Por aqui primeiro. Só conheci um prefeito de Farroupilha, morando na cidade. Cheguei quando Claiton Gonçalves foi eleito pela primeira vez e trabalhando no jornal, tive diversas oportunidades de conversar com ele, que sempre me recebeu muito bem. Acompanhei os altos e baixos da gestão e por fim sua cassação. Agora vou acompanhar o trabalho do Pedrozo e no ano que vem de quem for eleito. É assim: a gente fica de olho e dependendo da necessidade – ou ocasião – chega mais perto para cumprir o trabalho. Não cabe expressar opiniões.

De qualquer forma, a vida segue seu curso e as pessoas vão marcando a história. As suas próprias e a do lugar em que estão.

Como eu disse há algumas semanas, cansei deste estigma de esquerda, direita. Se comentamos algo contra qualquer ação do governo federal – ou notamos o mau uso das palavras em boca de quem deveria saber como usá-las, somos de esquerda; o contrário, de direita. “Quem é de direita, toma Cloroquina, quem é de esquerda, toma Tubaína”.

Palavras sem sabedoria são carregadas ao vento, o mesmo vento que sopra para secar as lágrimas de quem perde pessoas amadas. Há muitas lágrimas para secar. Melhor calar.

Há pouco tempo soube que uma amiga querida faleceu no Rio de Janeiro, não resistindo à Covid-19. Na última terça-feira, 19 de maio, o Brasil registrou 1.179 óbitos em 24 horas! São números, para algumas pessoas. Para outros são amigos, pai, mãe, irmão, conhecido. 

Entristeço-me à beira do inconformismo ao mesmo tempo que enxergo a necessidade de trabalhar. Ponto. 

Em meio ao caos, há “notícias boas” sobre a doença, que parece estar controlada em nossa cidade, ainda que o número de casos aumente gradativamente. Outra: nos meses de enfrentamento da doença, nenhum profissional do único hospital que temos na cidade, o Hospital Beneficente São Carlos, se infectou! Que maravilha, sabendo que muitos profissionais da saúde estão morrendo mundo afora. Que continue assim.

Um dia, sabe Deus quando, este capítulo escrito com tanto sofrimento terá ficado para trás, ainda que a vida se apresente muito mais difícil que antes. Tomara que ainda tenhamos nosso poder de escolha.