O Farroupilha
LUIZ CARLOS RUSCHEL GOMES
Faz 50 anos

Sim, faz 50 anos. Em Nova York, num bairro de nome Village, surge o primeiro movimento da causa gay. Homossexuais reuniam-se num bar de nome Stonewaall Inn para divertirem-se, conversas, troca de ideias, enfim amigável encontro. Para a sociedade conservadora tratava-se de gente esquisita, de hábitos estranhos, inadequados, atentado moral à tradicional família. 
Para combater essa execração social a necessária a ação dos agentes da lei.  Intolerantes e preconceituosos, numa ação vigilante faziam represálias, agiam com violência contra comunidade gay. Quase todas as noites a ação policial acontecia. Agressividade desproporcional contra um grupo que nada tinha de violência. A fúria policialesca atacava jovens em festa. As agentes de forma ilegal, não respeitando direitos humanos, não considerando a plena liberdade, com força descomunal, numa de suas ações encurralavam as pessoas num beco sem saída, bloqueando qualquer escape, não oportunizando a mínima defesa.
Numa madrugada de sábado do ano de 1969, aconteceu. Não tolerando tanta pressão, pelos maus tratos recebidos, aquelas incompreendidas pessoas buscaram a desforra. Irascíveis e destemidos organizaram uma reação que provocou muita confusão, intensos distúrbios. Insurretos contra a autoridade civil, revoltados pela ação policial de forma estratégica e surpreendente, a comunidade gay, da mesma forma encurralou a polícia, surgindo daí um intenso conflito, briga que abriu a cortina da hipocrisia, os armários não sendo mais usados como esconderijo, um refúgio daquelas pessoas desprezadas, socialmente, que querem simplesmente ser como são. Um grito de liberdade em seus costumes, em seus hábitos, um evento histórico que mudaria a vida de milhões de pessoas. A partir dessa histórica rebeldia diversos movimentos surgiram defendendo os direitos, os interesses, com a dimensão cultural e política de uma organização como o LGBT. O histórico acontecimento do bar foi o início de uma luta que prossegue em razão da rejeição irreprimível, aversão repugnante, incompreensão, preconceito, adjetivos que significam homofobia, vergonha praticada por governantes e fundamentalistas neopentecostais. 
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Sim, faz 50 anos. Em 1969 o homem   conquistou o espaço, pisou na lua. Naquela época desenvolvia-se a “Guerra Fria”, um confronto que envolvia todos avanços na economia, na tecnologia como a corrida espacial. A competição reunia as duas potências EE.UU e URRS em saber qual a nação mais poderosa. Em meados dos anos 50 a supremacia, o domínio espacial era dos russos. Lançaram satélites, um astronauta passeou no espaço.  Os americanos ficaram para trás mas superaram-se, deixaram os russos para trás, quando o primeiro humano pisou na lua. Mas o que significou essa proeza na atualidade, motivo para reflexão. A lua foi visitada pela última vez em 1972, são 47 anos passados. O que representa hoje aquela conquista, um capricho para saber quem é mais poderoso, americanos ou russos
A lua lá está sossegada, solitária, sem a visita de estranhos, de seres humanos simplesmente curiosos.
A lua está ligada ao romantismo, ela é dos namorados, diz a música: “Todos eles estão errados, a lua é dos namorados; lua, oh lua; querem te passar para trás;
Lua, oh lua; querem lhe roupar a paz; lua que no céu flutua, lua que nos da luar; não deixa ninguém te pisar’
 

Canis familiares

Já ouvi falar em “Canis familiares”. Tenho impressão, uma pista, “canis” é análogo a canino. Canino é dente pontiagudo, relativo aos canídeos, animais mamíferos como os cachorros. A narrativa nessa coluna relaciona-se aos Canis familiares (homenageando alguém), e em razão de um completo texto, preciso saber do que se trata Canis familiares. Para o leigo, meu caso, há necessidade de conhecer o significado da expressão, portanto pesquisar. Busco conhecimento, a informação, junto ao portal Brasil Escola. Lá está escrito,  que o cão tem o nome cientifico de Canis lúpus familiares, no Brasil chamado popularmente de cachorro. Trata-se de um mamífero carnívoro da família dos canídeos, subespécie do lobo.

Pois bem. Na próxima vez, na necessidade de consulta junto ao veterinário, sofisticadamente e marrento direi: veja o que tem o meu Canis familiares. Na verdade um vira-lata de nome Tilico. 
Como eu, muita gente gosta dos animais, especialmente cachorros. Já tive muitos, todos recebidos como doação, vira-latas ou rafeiros, denominação dada aos cães sem raça definida.

Houve exceções. Ganhei certa ocasião uma pastora belga, com uma bonita e viçosa pelagem (um casal morava em casa, separou-se, foi morar em apartamento), assim ganhei a Mel. Terreno da minha residência não era confortável, tive que dá-la para viver num sítio. De outra feita comprei um pastor alemão (não puro), preço módico. Filhote, ganhou o nome de Bugus, bom companheiro. Adulto tornou-se neurastênico, ameaça para minhas crianças. Fiz uma nova doação. 
Lembro-me de alguns dos meus SRD. Lembranças do Praga, cão de porte médio, pelo escuro. Só pelo nome imagina-se as artimanhas que aprontava. Irritava-se e irritava a todos. Até o papagaio do vizinho, que vivia em cima do muro aborrecia-se com ele. A grande proeza do Praga era algum dia pegar aquele bicho da família dos psitacídeos e trucidá-lo. Felizmente, ele não conseguiu. Um dia o Praga desapareceu, não soube o destino dele. Lamentações foram poucas. Praga era mesmo uma praga. 
Outras lembranças. Parafuso, tipo assim um linguiça, descaradamente, seguia as pessoas pelas ruas, incomodando-as. O Scooby, era o Canis familiares mais travesso de todos. Colocadas em sofás na garagem, mantas e almofadas foram destruídas. Na minha horta as mudas recém plantadas eram arrancadas pelo “querido” animalzinho.
O meu Canis atualmente, de meio porte é o Tilico de uma pelagem dourada, bonita e bem vasta. Animal amistoso, companheiro inseparável da minha netinha, estimado por muitas pessoas. Muita gente não sabe onde moro, mas a moradia do Tilico todos conhecem. Vida humana, vida animal. Os Canis familiares só faltam falar.
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Joana lembranças. Esse texto envolve uma homenagem para você. Escrevendo sobre os cachorros reporto-me a todos os animais, os quais muito estimavas, neles veremos que a vida segue, embora, para você tenha sido muito breve.
Vamos perpetuar Joana, manter sua lembrança, com uma atitude altruísta, participando da Campanha Joaninha, doando ração para os bichos. Esta era sua vontade. Joana agradecerá.
                                      
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Greta

Início da década dos anos 70. Começo de um período em que o desmatamento, os procedimentos devassos, abusos e desmandos, os crimes contra o meio ambiente, mostravam ser o início de um continuo sacrifício, imposto à uma entidade sagrada como a Natureza. Ambientalistas e ecologistas, previam e preocupavam-se com uma  futura devastação, a ruina de todos aqueles conjuntos do mundo natural. No presente, assustadoramente o pensamento profético dos defensores do meio ambiente na época, pode encaminhar a um desafortunado futuro, o infortúnio na sobrevivência de diversas espécies.

A preocupação com um futuro estado de coisas destruidor reuniu em 1972 cientistas e demais interessados e eles determinaram que a cada ano, no dia 5 de junho, fosse comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, data marcante para que, ao menos uma vez por ano, a comunidade mundial se mobilizasse em defesa do planeta, marco inicial para que governos, organizações, iniciassem prevenções, com o olhar no  futuro. Agir, fazer funcionar um explicito programa de preservação, a defesa ao mundo em que vivemos, ter o objetivo essencial de proteção ao meio ambiente. Estimular governos de cada país quanto ao perigo da negligência, revitalizar a fiscalização, ter os cuidados necessários para o bom viver. Alertar a população para estar atenta, evitar os malefícios ao mundo em que habitamos. A partir daquela data foi despertada a atenção com o latente perigo, sem exagero, o fim dos tempos. Tragédias naturais ocorrem amiúde, eventos físicos destruidores (terremotos, enchentes, calor e frio em demasia), poluição em grandes áreas de centros urbanos (fabricas e veículos motorizados) é um impacto destruidor, desastrosa causa ao meio ambiente.

No Brasil, essas ameaças são constantes. O governo atual efetua um retrocesso ambiental. Começa no setor funcional com uma “limpa” no Ibama e ICMbio, instituições marcadas por excelentes fiscalizações. Para organizações ambientais é o início do desmonte nas políticas públicas. Desmatamento, ocupação de áreas indígenas e outros diversos crimes ambientais. Não importa o meio ambiente, importante é o agronegócio. Prejudicada a humanidade, fadada a viver num país destruído.

O descalabro de governos, com políticas protecionistas ao agronegócio, colaboram para o encaminhamento ao estado de decadência, do planeta Terra.

Surge como verdadeira esperança, uma ativista, destemida defensora do meio ambiente. Trata-se da menina sueca de nome Greta Thunberg, 16 anos. Enquanto adultos deixam a “coisa pra lá”, ela iniciou um movimento protestante, reivindicando ações que minimizem mudanças climáticas de origem antrópica, utilizando, principalmente, as redes sociais, engajando jovens em defesa do meio ambiente. Milhares de adolescentes em 112 países, um pouco mais de 1.700 cidades faltaram às aulas para protestarem. Essa mobilização, com uma greve escolar foi ideia da jovem Greta. Tratava-se do ápice, o topo,  de um movimento solitário que conquistou adolescentes de todo o mundo, exemplo de alguém e de muitos outros jovens na preservação do mundo, defesa do meio ambiente.
 

Muitos não acreditaram

No ano da graça de 1969, portanto há 50 anos. O astronauta americano Neil Amstrong na Apollo II, junto de dois companheiros aterrissou na lua, momento em que capacidade cientifica do homem ultrapassava o limite da tecnologia, algo irrealizável, sonho que parecia ser impossível, verdadeira utopia, mas aconteceu, a fantástica conquista da humanidade, o homem pisando em solo lunar. Na época era temporada da Guerra Fria, o período histórico de debates diplomáticos, estratégias e conflitos indiretos, momentos de ânimo acirrado  entre as duas grandes potências: Estados Unidos e União Soviética.
As duas nações desejavam, disputavam a superioridade mundial, a supremacia na exploração e tecnologia espacial e com isso a hegemonia política, econômica e militar, na tentativa implantar em todos outros países os seus sistemas ideológicos e econômicos e dessa forma o mundo poderia ser americano capitalista ou soviético comunista. Uma das formas para demonstrar essa superioridade e poder, a corrida espacial,  iniciou-se em 1957 com o lançamento do foguete soviético Sputnik, a primeira grande conquista russa. Os soviéticos na competição continuaram na frente, Yuri Gagarin foi o primeiro astronauta a ir para o espaço. Os americanos não poderiam perder a corrida, reagiram e assim, Amstrong desembarcou na lua e afirmou: a Terra é azul. O feito inédito foi televisionado, imagens ao vivo, o ibope na época registrou a maior audiência, para que não houvesse dúvida, para que ninguém pensasse ser uma fraude, uma armação para os russos. O esforço dos que trabalharam nesta vitoriosa missão alterou a história da humanidade. Era verdade: o homem pisou no satélite natural da Terra. Muita gente não acreditou, principalmente os russos. Afirmaram que se tratava da teoria da conspiração de todos os tempos, uma farsa da NASA, uma mentira americana, um achaque a descoberta do Tio Sam. 
Americanos dizem: querem mais autenticidade do  que o fato da bandeira dos Estado Unidos estar fincada em solo inóspito?
Os americanos são insuperáveis na arte cinematográfica, o mundo reconhece esse mérito. Conseguem tomadas de cena magníficas, cenários espetaculares. Esse negócio de chegar na lua, afirmam os russos, foi mais filme sofisticado, enganoso, irrelevante, surreal. É preferível  assistir um filme americano também mentiroso de bang-bang. O astronauta russo Gagary, muito antes fez a mesma afirmação, quanto a cor da Terra . No espaço sideral não foi encontrada nenhuma estrela, nem da Rede Globo. Trata-se  de mais um  detalhe do excêntrico filme. Os russos ainda perguntam:  os americanos não voltaram à lua por quê ? ....lá não tem farmácia São João, nem agência da Caixa Federal. 

Chove... chove chuva

Dias desses. Mais exatamente, uns dias da semana passada. Acordo. Levanto da cama. Antes de tudo preciso ter a certeza de que a chuva cessou. Há dias ela está se tornando intolerável. Dias pachorrentos, nublados, sem qualquer luminosidade. Aproximo-me da janela. Nada é diferente de outros dias. Prossegue a chuva intermitente. Cessa, retorna, num vai e vem enfadonho. Continua chovendo. Iludi-me, me enganei aguardando um dia de sol. Chove e como chove. Na vidraça, componente da janela. onde tenho perfeita visibilidade pequenas gotas se formam. Escorrem, se arrastam lenta e delicadamente, deslizam preguiçosamente pelo vidro até a parte inferior da janela onde desfazem-se graciosamente, num silencioso espocar, inconfundível sinal de uma chuva fraca e persistente. Apesar da incomodativa chuvinha aquelas gotículas  proporcionam momentos de observação indelével, a visão romanesca de sentimental devaneio, de intenso prazer. Observo extasiado o sonhador fenômeno. No vai e vem da chuva,  agora chove a cântaros. Chove intensamente. Não há possibilidade na formação das encantadoras gotinhas. Acontecem, isso sim fortes respingos. Chegam formar certo ruído no encontro diante da substância sólida e transparente da vidraça. Assim perde-se todo o deleite em observar aquelas gotinhas. Chove...chove chuva. Mau tempo maçante, importuno e inconveniente durante uma semana, exatos sete dias chuva. Compreende-se chuva é da natureza, é necessário assim entender, mas não precisa ser em tão grande quantidade. Sabe-se que se trata de um fenômeno meteorológico indispensável ao meio ambiente, ao processo ecológico.
Aprendemos que é um processo que consiste nas precipitações causadas pelo encontro de uma frente fria e seca com outra quente e úmida. Há chuvas de convecções ou convectivas, as conhecidas chuvas de verão. Outra nomenclatura são as chuvas que tem tudo a ver com a região serrana, chuvas orográficas chamadas também de chuvas da serra ou ainda mais didaticamente, chuvas de relevo que ocorrem quando ventos úmidos se elevam e se resfriam pelo encontro de uma barreira montanhosa. É chuva é incomodativa por ser persistente é a qual dificilmente as pessoas se habituam ressalvando-se aquelas que têm infinita tolerância.
Chuva é isso tudo pelo conhecimento científico que para muitos, no caso, pode ser desnecessário, a chamada cultura inútil. Porém para determinadas pessoas, assim sonhadoras, sensíveis ao romantismo a chuva é poesia. Para outras é aconchegante, terapêutica, quando se tem oportunidade de ouvir os pingos em telhado de zinco. Tem gente que gosta do banho de chuva. Correr pelas corredeiras formadas, água escorrendo ladeira abaixo, esvaindo-se pelo declive sem se saber qual o seu destino. Chuva. Pessoas caminham, percorrem distâncias a pé e a necessidade de carregar e utilizar o inseparável, protetor e incomodo guarda-chuva. Os menos favorecidos, os distraídos, esquecidos e desavisados enfrentam a intempérie, naturalmente, sem qualquer proteção. Chove. Não sei o quanto é poética a chuva, com sete dias de chuva. É poesia desagradável. Dois ou três dias de chuva pode dar  incentivo para a arte compor e escrever versos.
Desculpe-me a chuva, mas sou mais o cintilante, brilhantismo, do radioso  sol.     
 

Dia do trabalhador: Comemorar o quê?

 Dia 1º Maio, Dia do Trabalho ou do trabalhador, celebrado internacionalmente.  Ano de 1886, data importante em razão de uma manifestação de milhares de trabalhadores na cidade industrial de Chicago, manifestação que transformou-se em greve geral nos Estados Unidos, reivindicando melhores condições de trabalho. A situação agravou-se com um conflito envolvendo policiais e trabalhadores, fim trágico com a morte sete manifestantes. 

Época da Revolução Industrial, pleno desenvolvimento, grandes transformações econômico-sociais, a substituição do trabalho artesanal, trocado pela produção industrial em série, com uso de modernas máquinas. Começo de uma nova era, que oportunizou ao trabalhador em geral transformar-se em operário assalariado, executando tarefas no chamado chão de fábrica. Esse movimento de inovação industrial ofereceu emprego, mas de que forma: trabalhadores explorados em suas funções, tarefas árduas de muito sacrifício, submetidos a enorme esforço para conseguirem o pão nosso de cada dia.
Na época, leis trabalhistas inexistiam. Homens e mulheres, eram explorados em jornadas de até 16 horas por dia, com enorme desgaste físico, em lugares de alta periculosidade, outros insalubres, ocasionando graves acidentes. A ganância pelo lucro, a produção incessante, nada importava aos patrões, método atroz de trabalho, de maneira desumana, levando trabalhadores, as condições desumanas. Capitalismo desamado, cruel.

O filme Tempos Modernos (1936) do genial Charlie Chaplin, na figura de Carlitos, trabalhador de uma potência industrial, procura sobreviver no moderno mundo industrializado, filme cujo roteiro tem fundamentalmente o aspecto irônico, o juízo crítico de costumes, sátira ao comportamento, naquele chamados tempos modernos.

Ao início da exibição, nos créditos do filme, uma frase para meditação serviam as tempos modernos da época e serve no atual tempo moderno: A história do trabalho e o indivíduo, a humanidade em busca da felicidade. No filme o patrão, em sua ampla sala, despreocupado tenta finalizar o cognitivo e infantil jogo de quebra cabeça. Acaba a brincadeira. Toma um comprido.  Passar a ler o jornal, desiste. Olha o relógio, produção baixa, necessidade de aumenta-la. O personagem Carlitos executa adoidado e desesperado sua função. Numas das cenas geniais, uma esteira desfila rapidamente. Aferrado, o protagonista usa uma ferramenta para apertar parafusos. Não consegue. Tudo depressa demais. Envolto sistematicamente no ligeiro e apressado trabalho, distraidamente é engolido pela máquina e jogado para seu interior. Lá dentro, em meio as engrenagens, mecanicamente continua apertando parafusos.

Dia do Trabalho, só pode ser chacota, nada de comemoração. A Taxa 12.7%, significa 13,1 milhões de desempregados no país.  
Nessa infeliz estatística há também os subutilizados, 28,3 milhões (pessoas que trabalham poucas horas mas desejam trabalhar mais)
Outro tipo de coitados seres humanos, os desalentados Também para esses não há motivo algum festejar Dia do Trabalhador. São todos aqueles que não tem dinheiro para passagem em busca de trabalho. Desanimam, não há alento, desesperados não tem coragem de agir.

Um dia, um 1º de Maio, desempregados, subutilizados, desalentados, retornam trabalho, motivo de júbilo, plena euforia e verdadeiramente comemorar do Dia do Trabalhador.
Quando ??? Não há perspectivas.

A Santa Semana

Domingo é o primeiro dia da semana, dia gracioso, do descanso, do relaxamento, do lazer, do gosto de nada fazer, dormir até mais tarde, libertar-se das obrigações, a não ser os católicos com a obrigação de assistir a santa missa.
Domingo, exprimido entre o sábado e a segunda-feira. Sábado pela manhã, bem cedinho tem a satisfação de saber que o dia seguinte é o domingo. Que felicidade. 
Fim do domingo. Pensar que no dia seguinte é uma segunda-feira. O começo das obrigações, do cotidiano habitual, a fundamental vivência do dia a dia, esperando domingo.
É o domingo. Início da Semana Santa. Nesse tempo atual, repete-se as cerimônias históricas daquele tempo, tradição religiosa que ocorre durante séculos, geração a geração no meio da comunidade católica, fundamento transmitido de forma oral ou escrita, as duas apregoando a fonte da história divina.
No calendário existe um domingo especial para católicos, o de ramos - celebrado antes do domingo de Páscoa - comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho, símbolo da humildade, virtude caracterizada pela simplicidade.
É ovacionado pelo povo. Aplausos para aquele que vem em nome do Senhor. Na entrada triunfal em Jerusalém a multidão o recebe. Como verdadeiro ídolo, Jesus é aclamado, com hosanas, brados e folhas de palmeiras estendidas, sacudidas pela emoção, sem ser um presidente, general ou capitão do exército romano.
Domingo de ramos. Não importa. Como acontece em todos os domingos, o dia seguinte é uma segunda-feira, começo da rotina semanal. Na Semana Santa a segunda-feira, para o simples mortal, começo do cotidiano. 
Para os católicos ssegunda-feira santa a contemplação da caminhada de Jesus rumo ao calvário.
Terça-feira, para homo sapiens, obrigações. Para cristãos, um dia em que Jesus anuncia sua morte, transtornos ao fiéis seguidores, seus discípulos. 
Quarto dia da semana, quarta-feira santa, encerra-se o período da Quaresma. 
Quinto dia da Semana Santa, relembra-se a Última Ceia. O ateu lembra que a quinta-feira santa antigamente era dia de feriado.
Sexta-feira Santa, momento em que recorda-se a paixão e morte de Jesus. Aqueles que negam a existência de um ser supremo, degenerados incrédulos lamentam não ter mais semanas santas, com três dias de ócio, de doce far niente .
Sábado de aleluia, dia de antecede ressureição de Jesus Cristo. Em alguns regiões o sábado de aleluia é festejado com galhofa. Um boneco de pano pendurado num poste, representado Judas, o traidor, dedo duro. Ele é espancado, quando quase destruído, o fogo o destrói totalmente.
Domingo de Páscoa, último dia da semana santa, comemoração magna do cristianismo, que celebra a vida, o amor, sentimentos perdidos na atualidade.
Observa-se que do domingo até sábado não existe promoção no comércio para consumação. Talvez não tenha nada a vender ou, o respeito à semana santa. 
Domingo de Páscoa, a desforra do comercio: venda dos ovos de Páscoa, tradição milenar. Ovos pintados nas mais variadas cores, atração para a criançada. AH... e o coelhinho não aparece.  Não é rentável, não é comercial.  
 

Apocalipse

Na escritura bíblica do Antigo Testamento está escrito, no livro sagrado do cristianismo, o Apocalipse.
Apocalipse, segundo as diversas traduções na língua portuguesa, torna a significação da palavra dúbia, sendo na interpretação do laico o temeroso e amedrontante fim do mundo. Os leigos têm o raciocínio baseado em narrativas apocalípticas, profecias do inevitável fim da vida terrestre.
Com o fim do mundo a Terra será destruída? Pode ser. Há evidências nas escritura, segundo algumas compreensões que assim acontecerá.
Para os crentes em teorias de conspiração, os adeptos de fantasias, o fim do nosso planeta seria no ano de 2012. Mais recentemente em 2018. Pelas profecias de Nostradamus o mundo há muito tempo já estaria dissipado, a Terra teria desaparecido, quem sabe, enterrada no Buraco Negro.
Nada aconteceu, a Terra majestosa continua girando em torno do sol.
Nesse mundo existe uma civilização egoísta, individualista, mercantilista. Vive-se em ambiente de delírio, paranoia pelos bens materiais. Pessoas que fazem tudo pelo bem material não importando se irão prejudicar outrem. O importante é a conquista pelo dinheiro, obter o indefectível êxito. Ser sempre o primeiro, os demais não interessam. Retrato da incivilidade na sociedade.  
Além desses aspectos humanos concernente a moral, a vida materialista, existem ainda na visibilidade da humanidade as tragédias do cotidiano, a bestialidade pela violência em casa, nas ruas. Fome, desgraça, ameaças de uma guerra nuclear. As atitudes preconceituosas, o racismo. Toda essa fatalidade, o destino programado, não são insinuações, advertências, questionamento, para o fim do mundo?
Além disso o mundo tem enfrentado periclitantes situações. O derretimento das calotas polares aumenta o aquecimento global
Porém, o chefe Donald (não é o pato) da USA, com o intenso frio, neve, temperaturas bem abaixo de zero grau, ocorridas no último inverno, não tem dúvida que o aquecimento mundial é uma balela. Por falar em chefe, o daqui, tem um ministro que falou em climatismo, colocando desconfiança nas previsões dos institutos de climatologia e meteorologia.
O cumprimento das profecias pode acontecer. A Natureza é provocada pela desatinada ação do homem. Catástrofes em Mariana e Brumadinho; terremotos; tsunamis; mais recentemente o ciclone em Moçambique, as enchentes no Rio de Janeiro. 
Mas também está na Bíblia: Deus não vai permitir que os humanos acabem com a vida na Terra por meio da poluição, guerra ou de qualquer outra forma (Apocalipse 11.18)
Sabemos que o mundo está temeroso pelos desastres provocados pelos impactos ambientais, apesar disso, da ignorância dos humanos, Deus não irá permitir o fim do mundo. Mas como ele vai fazer isso? Está escrito: Deus irá arruinar todos aqueles que arruínam a Terra. Deus vai trocar os governos humanos que não conseguem proteger a Terra. Esse governo é celestial, do Reino de Deus. Assim seja.