O Farroupilha
ALEXANDRE BROILO
Deves Saber

“É mais fácil conquistar uma pessoa mentindo para ela, do que lhe dizendo a verdade. ” Assim, rege a cartilha dos políticos de carreira, os verdadeiros autores da nefasta politicagem brasileira.

Para enfrentarmos as penosas consequências das senis decisões tomadas pelos “políticos” brasileiros, de todas as esferas, e enfrentar as duras circunstancias da vida, sugiro a leitura do texto do meu amigo, o ilustre poeta e escritor espanhol, Xosé Carlos Carneiro, que incita uma reflexão àquilo que devemos saber.

“Se tens interesse na verdadeira sabedoria, essa que só podes aprender na selva da vida, deves conhecer princípios elementares que gozam de escasso afeto nesse tempo convulso, amargo e feroz que sobrevivemos. 

Saber que a aventura não depende daquilo que tens, senão daquilo que precisas. Que existem homens e mulheres capazes de transformar o presente: porque iluminam a sua vida quando te olham. (se estás a procura destes seres imprescindíveis, e não os encontra, tenta olhar para dentro de ti só para tirar esse muro ou máscara que te oculta; crê-me, em ocasiões somos nós os que não sabemos ver: porque nos falta coragem, porque temos medo de reconhecer como somos, porque vestimos o ano todo uma fantasia de carnaval... e não a tiramos. 

Deves saber que importa mais a viagem que a meta. Saber que a infelicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. Que não há chuva que dure para sempre. Que não há mal que dure mil anos. 

Deves saber que existem caricias que valem por mais que mil loterias. Que se passas a vida semeando ódio, calunias, rancores e tristeza, a felicidade nunca parará no seu jardim: e nele não crescerá nenhuma flor com o perfume do sorriso.

Deves saber que subir até o cume tem riscos: lá faz muito frio. Deves saber que o amor da tua vida é sempre o último: o ser mais perfeito é aquele que amas verdadeiramente. Deves saber que tens valor, serves, e és importante para muitas pessoas. Abraça-te, anda. ”
 

O portal das prosperidades

A boa educação e o entendimento correto do significado das palavras nunca estiveram tão deturpados como no momento presente, e o pior, essa má utilização e má compreensão do idioma está sendo feita pelos principais dirigentes da nação, eles confundem o significado das palavras e muito comumente o invertem. O que é bom por ruim e o que é um retrocesso, para eles, é entendido como prosperidade. 
Um governo que se diz novo e anticorrupção mas tem como  chefe da Casa Civil e  braço direito do Presidente Jair Bolsonaro, o ex Deputado Onyx Lorenzoni, um corrupto confesso que admitiu ter recebido R$ 100 mil de caixa 2 da JBS para sua campanha em 2014. E que, simplesmente foi perdoado e teve sua imagem imaculada quando afirmou que sua atitude “foi um erro” deixa muita margem de incoerência entre o discurso e pratica.
Onyx Lorenzoni é filiado ao DEM, que com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  e o Movimento de Combate à Corrupção,  é o partido com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde 2000. O DEM, com 69 cassações, tem o equivalente a 9,02% de todos os políticos cassados no período de apuração, sendo o campeão. 
É muito difícil recebermos políticas coerentes com o desenvolvimento social ambiental e econômicos de pessoas que são incapazes de entender o significado disso. Está mais do que demonstrado que a reforma da previdência prejudicará os trabalhadores, os mais necessitados e beneficiará os bancos e as elites privilegiadas, mas, segundo o chefe da casa civil, o corrupto confesso e membro do partido mais corrupto do Brasil, a Nova Previdência é um portal das prosperidades.
Não é de agora que as declarações de Onyx deixam claro que o governo Bolsonaro não se importa em manipular ou ignorar dados e estudos quando quer fazer valer seu ponto de vista. Por exemplo, Onyx defende com veemência a ideia de que mais armas equivale a menos morte. Em 2013, quando o Estatuto do Desarmamento fez 10 anos, o Ipea divulgou um estudo que mostra o contrário: os locais que mais se livraram de armas são os que tem as maiores quedas nas taxas de homicídio. A cereja do bolo das argumentações capengas de Onyx foi a comparação entre uma arma de fogo e um liquidificador. Na visão do ministro, os dois artefatos expõem as crianças à risco – mas nem por isso alguém pensou em proibir liquidificador. 
O que esperar de um governo que se diz Cristão mas que frequentemente contraria as leis de Deus, seria o mesmo que esperar água limpa de uma fonte suja.  Ou como diz no livro de Tiago capítulo 3 versículos 11 e 12 da Bíblia sagrada, tão mal interpretada pelo atual governo: “11 Acaso pode sair água doce e água amarga da mesma fonte? 12 Meus irmãos, pode uma figueira produzir azeitonas ou uma videira, figos? Da mesma forma, uma fonte de água salgada não pode produzir água doce. ”
O Portal das Prosperidades é cortar benefícios dos políticos, acabar com a farra da politicagem brasileira, taxar as grandes fortunas, é defender o desenvolvimento humano e intelectual, e ao contrário de cortar 30% do orçamento das universidades federais e armar a população, é investir em educação de alta qualidade e dignidade para todos.  
 

O êxito

Steve Jobs foi um dos homens mais influentes do Século XX. Notabilizou-se por revolucionar seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefones, tablets e publicações digitais. Acumulou uma fortuna de 7 bilhões de Dólares. Faleceu, bilionário, em 5 de outubro de 2011, aos 56 anos de idade, devido a um câncer pancreático. Esse é o seu depoimento:
 “Eu alcancei o pináculo do sucesso no mundo dos negócios Nos olhos dos outros, minha vida é o exemplo do sucesso. Porém, além do trabalho, tenho pouca alegria. No final, a riqueza é apenas um fato da vida que eu estou acostumado.
Neste momento, deitado na cama, doente e lembrando toda a minha vida, eu percebo que, todos os reconhecimentos e a riqueza que tive muito orgulho em ter empalideceu e tornou-se insignificantes diante da morte iminente. Na escuridão, eu olho para as luzes verdes e ouço os sons de zumbidos mecânicos das máquinas que me mantêm vivo. Posso sentir o fim da vida se aproximando…
Agora eu sei, quando nós acumulamos riqueza suficiente para o nosso sustento, devemos buscar outras questões que não estão relacionados com a riqueza…
Deve ter algo que é mais importante:
Talvez relacionamentos, talvez a arte, talvez um sonho de juventude… Prosseguir sem parar em busca de riqueza apenas transformará uma pessoa em um ser torcido igual a mim. Deus nos deu os sentidos para sentirmos o amor nos corações de todos, não as ilusões provocadas pela riqueza. A riqueza que eu ganhei na minha vida, não posso trazer comigo. O que posso levar são somente as recordações proporcionadas pelo amor. Essas são as verdadeiras riquezas que irão segui-lo, acompanhá-lo, dando-lhe força e luz para continuar. O amor pode viajar mil milhas. A vida não tem limites. Vá para onde você quer ir. Chegue a altura que você deseja alcançar. Tudo está no seu coração e em suas mãos.
Você pode empregar alguém para dirigir o carro para você, fazer dinheiro para você, mas você não pode ter alguém para suportar a doença por você. Coisas materiais perdidas podem ser encontradas. Mas há uma coisa que nunca pode ser encontrada quando é perdida – ‘A Vida’.
Qualquer que seja o estágio da vida, estamos no agora. Com o tempo, vamos enfrentar o dia em que a cortina cai”.
 

Crise humanitária

Crise humanitária  é uma situação de emergência, em que a vida de um grande número de pessoas se encontra ameaçada e na qual recursos extraordinários de ajuda humanitária são necessários para evitar uma catástrofe ou pelo menos limitar as suas consequências; elas geralmente caracterizam-se pela privação de alimentação, abrigo, riscos à saúde, à segurança ou ao bem-estar de uma comunidade ou de um grande grupo de pessoas, em uma área quase sempre extensa.
Conflitos armados, guerras entre países ou guerras civis, epidemias, crise alimentar, contaminação do meio ambiente, desequilíbrio social, desemprego, e fomento à ganancia geram crise humanitária.
Ao mesmo tempo em que muitos passam fome, alguns tomam banho de Champanhe.  Segundo o estudo divulgado pela organização não-governamental britânica Oxfam, cerca de 7 milhões de pessoas que compõem o grupo dos 1% mais ricos do mundo ficaram com 82% de toda riqueza global gerada em 2017, por outro lado, a metade mais pobre da população mundial, 3,7 bilhões de pessoas, não obteve nada do que foi gerado no ano passado. No Brasil, 5 bilionários concentram mesma riqueza que metade mais pobre no país, diz o estudo. 
A riqueza financeira e a opulência são veneradas enquanto a miséria é desprezada e ignorada. Esquecemos que somos todos seres humanos, um ser complexo, composto de valores éticos e morais e dotados de direito a dignidade. O modelo de valores que criamos nos embriagou e, como uma cirrose, nos está matando. Só vemos pessoas tentando achar a fórmula do sucesso profissional, do sucesso pessoal, mas vemos mais pessoas doentes e uma grande crise humanitária global se alastrando.
Por tentar ser perfeitas, por tentar entender de tudo, por tentar ultrapassar os próprios limites, para mostrar do que são capazes as pessoas perderam valores, não se tem mais moral, os bons costumes e o bom caráter tornaram-se ultrapassados ou sinônimo de fraqueza. Vemos em todos, nos mais altos cargos das empresas, ou em cargos públicos, o que era para ser um exemplo, tornando-se apenas uma briga pelo poder, que leva os “seres humanos” a mostrar sua capacidade de perversão, de falta de amor, de ódio, de ganancia. A ganancia se tornou o principal objetivo de conquistas, de sobremodo no meio governamental.
Isso está adoecendo o mundo, gerando ansiedade, estresse e depressão. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas no mundo e a estimativa é de que seja ainda maior até 2020. No Brasil, a doença atinge 5,8% da população brasileira, além dos distúrbios relacionados à ansiedade que afetam 9,3%. 
O mundo está doente. E a doença somos nós. Adoecemos o mundo a cada vez que fingimos achar normal comportamentos arrogantes, depreciativos ou abusivos. Essa coisa se alastra feito viroses ainda não catalogadas. São disfarçadas por estampas finas ou simplórias em cujo interior habita a pior espécie de gente. Em hipótese alguma, a imagem, o dinheiro e a fama, deveria ter prioridade sobre o bem-estar social. Está mais do que na hora de revermos nossos valores. Vivemos uma era de egos superlativos e a eminencia de uma profunda crise humanitária.

O meu reino não é deste mundo

Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei?
Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum. Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus? Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador.
Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou. E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e lhe vestiram roupa de púrpura. E diziam: Salve, Rei dos Judeus. E davam-lhe bofetadas.
Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem.
Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele.
Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus. E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou. E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.
Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?
Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.
Desde então Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.
Ouvindo, pois, Pilatos este dito, levou Jesus para fora, e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico Gabatá.
E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei. Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César. Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram.
E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota, Onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             João 18. 36 -40 e João 19. 01-19

Três dias após a sua morte na cruz JESUS ressuscita. A Páscoa Cristã celebra a RESSUREIÇÃO DE JESUS e é considerada um fundamento da fé cristã.
 

Temos Manga para comer

Na passada terça-feira (9), a ministra da Agricultura Tereza Cristina, afirmou durante sessão na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados, que o brasileiro não passa muita fome porque há muitas mangueiras no país. Justificou-se dizendo: “A agricultura, para países que já tiveram guerra, que já passaram fome, para eles é segurança nacional. Nós nunca tivemos guerra, nós não passamos muita fome, porque nós temos manga nas nossas cidades, nós temos um clima tropical.”
A ministra é a responsável pelo registro de 152 agrotóxicos em menos de 100 dias de governo – média de 1,5 aprovação por dia. Famosa pelos posicionamentos em defesa das práticas do ruralismo, quando deputada, foi presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), grupo que congrega mais de 200 parlamentares da Câmara e do Senado ligados ao agronegócio, a chamada, “bancada ruralista”. Não por acaso, a ministra é apelidada “musa do veneno. ”
Andamos na contramão do mundo. Enquanto o mundo desenvolvido busca eliminar o uso dos agrotóxicos, fomenta a agroecologia, e a produção orgânica, visando a qualidade de vida e a saúde da população. A legislação brasileira facilita o envenenamento, por exemplo, por aqui se permite um limite aceitável de agrotóxicos na água potável 5.000 vezes superior a europeia, ou uma quantidade de 200 a 400 vezes superior à permitida na Europa no cultivo de soja e feijão, respectivamente. No total, 30% dos agrotóxicos de uso permitido Brasil são vetados na União Europeia. 
Entre eles o Sulfoxaflor, recentemente liberado, e que desde 2015 está proibido nos Estados Unidos, pois, o uso do pesticida está ligado ao extermínio de abelhas. Coincidentemente neste ano meio bilhão de abelhas morreram no Brasil. Análises laboratoriais identificaram agrotóxicos em cerca de 80% dos enxames mortos no RS. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 75% dos cultivos destinados à alimentação humana no mundo dependem das abelhas. 
O Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking de países que mais consomem agrotóxicos. Consumimos cerca de 20% dos agrotóxicos que são comercializados em todo o mundo. São, em média, 7 litros per capita de veneno a cada ano, o que resulta em mais de 70 mil intoxicações agudas e crônicas em igual período.  A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima em 20 mil mortes ao ano devido à manipulação e consumo direto de defensivos agrícolas. A ministra recentemente teve a cara de pau, sem nenhuma evidencia cientifica, de afirmar que os agricultores se envenenam porque fumam quando aplicam o veneno.
Do ponto de vista de saúde pública e ambiental, é insustentável qualquer argumento em defesa da atual política de agrotóxicos no país. É claramente uma opção política, relacionada à pressão da bancada ruralista e das empresas de agrotóxicos. Elas patrocinam as campanhas dos parlamentares e logo exigem o seu prêmio de reembolso. O famoso “Toma lá - Dá cá” da politicagem brasileira. Vamos de mal a pior, mas para o atual governo está tudo bem. Segundo a Ministra não morremos de fome, temos mangas para comer, basta saber se não morremos envenenados por elas.