O Farroupilha
CLAUDIA IEMBO
Estrada

Muito tem se ouvido sobre as condições das estradas em nossa região. Ouvido e visto. É buraco atrás de buraco, que resultam em carros parados trocando pneus ao longo da rodovia. Perigo, prejuízo, indignação, raiva.

Ir e vir requer mais atenção e por que não dizer, coragem? É preciso bravura para enfrentar a estrada, assim como para enfrentar o que a vida nos traz, com suas surpresas e acontecimentos previstos apenas por Deus.
Há quem deteste rotina. Tenho aprendido o contrário. Gostaria que tudo ficasse por tempo indeterminado do jeito que sempre foi: com nossos afetos por perto a preencherem os dias com suas ligações telefônicas, suas indagações, suas risadas. 

Uma das poucas certezas que existem enquanto transitamos por este Planeta é a de que tudo está em constante transformação. Nós mesmos, quando expirar nosso prazo de validade, nos transformaremos.

Na semana passada, a tristeza visitou-me novamente. Entrou sem ser convidada em minha casa, sentou à mesa com minha família, roubou nosso sono, aumentando ainda mais o frio, que parece ter chegado.

Uma grande amiga – não apenas sogra - partiu deste mundo, deixando registrada, para sempre, sua marca em nós. Estamos todos órfãos de um afeto poderoso. Meu marido, assim como seus irmãos e seu pai, infelizmente foi apresentado ao vazio que a partida de um grande amor deixa dentro de nós. 2019 tem sido um austero mestre. 

Não escapei de comparar, no começo da semana, a quantidade de pessoas que foram às ruas em apoio ao Ministro da Justiça Sérgio Moro à quantidade de sentimentos que nos invadem com a morte de quem amamos. Eles vêm à tona, tomam espaços, gritam, se mostram. 

Sabemos que percorreremos nossa estrada com trechos perfeitos, sol brilhando, temperatura agradável, assim como teremos que passar pelos buracos, pelo mau tempo, pelo frio que congela o ânimo. Temos um destino, afinal, e por isso não podemos parar, embora esta seja a vontade, às vezes: ficar quieto à margem da estrada. E apenas chorar.     

Estrada

Muito tem se ouvido sobre as condições das estradas em nossa região. Ouvido e visto. É buraco atrás de buraco, que resultam em carros parados trocando pneus ao longo da rodovia. Perigo, prejuízo, indignação, raiva.

Ir e vir requer mais atenção e por que não dizer, coragem? É preciso bravura para enfrentar a estrada, assim como para enfrentar o que a vida nos traz, com suas surpresas e acontecimentos previstos apenas por Deus.

Há quem deteste rotina. Tenho aprendido o contrário. Gostaria que tudo ficasse por tempo indeterminado do jeito que sempre foi: com nossos afetos por perto a preencherem os dias com suas ligações telefônicas, suas indagações, suas risadas. 

Uma das poucas certezas que existem enquanto transitamos por este Planeta é a de que tudo está em constante transformação. Nós mesmos, quando expirar nosso prazo de validade, nos transformaremos.

Na semana passada, a tristeza visitou-me novamente. Entrou sem ser convidada em minha casa, sentou à mesa com minha família, roubou nosso sono, aumentando ainda mais o frio, que parece ter chegado.

Uma grande amiga – não apenas sogra - partiu deste mundo, deixando registrada, para sempre, sua marca em nós. Estamos todos órfãos de um afeto poderoso. Meu marido, assim como seus irmãos e seu pai, infelizmente foi apresentado ao vazio que a partida de um grande amor deixa dentro de nós. 2019 tem sido um austero mestre. 

Não escapei de comparar, no começo da semana, a quantidade de pessoas que foram às ruas em apoio ao Ministro da Justiça Sérgio Moro à quantidade de sentimentos que nos invadem com a morte de quem amamos. Eles vêm à tona, tomam espaços, gritam, se mostram. 

Sabemos que percorreremos nossa estrada com trechos perfeitos, sol brilhando, temperatura agradável, assim como teremos que passar pelos buracos, pelo mau tempo, pelo frio que congela o ânimo. Temos um destino, afinal, e por isso não podemos parar, embora esta seja a vontade, às vezes: ficar quieto à margem da estrada. E apenas chorar.     

Tia

Engraçados os sentimentos que vamos experimentando com as diferentes fases da vida! Cada uma delas traz consigo novas percepções e a constatação de que estamos mesmo em metamorfose. Por dentro e por fora.

Levada mais pela necessidade do que propriamente pelo gosto pelos exercícios, há pouco mais de um ano procurei uma academia. Era a indicação para combater as constantes dores de cabeça e as companheiras que me visitavam com mais frequência o corpo.

Dia desses estava eu lá. Solitária nos passos que não me tiram do lugar – pelo menos não fisicamente – peguei-me observando as pessoas. Um rosto conhecido de uma menina bonita, com seus fones e sua franja indiferentes aos movimentos ou aos pesos com os quais trabalhava. Em determinado momento, nossos olhares se encontraram no espelho e ela abriu um sorriso.

- Tu não és a mãe da Sami? Oi, tia.

Retribui o beijo e não pude mais tirar a vontade de rir de meu rosto: eu estava lá, admirando a moça,  pensando nos benefícios que eu podia ter somado se tivesse começado nesta vida de movimento antes e vem a realidade, me sacudindo e me mostrando, de forma cômica, a nova fase em que me encontro! Tia! 

Ainda bem que sempre me diverti comigo mesma. Pouco mudei, mas agora o sabor é diferente, vem com pitadas de liberdade, isento de certas amarras que carregamos ao longo do tempo. 

Existem fases nas quais o que se quer é o bem-estar, o equilíbrio, a disposição, a saúde. Nesta conta, mais exercício é menos remédio. Não importa do que nos chamem e menos ainda que estes rótulos carreguem as informações do nosso DNA (Data de Nascimento Antiga, no caso). 

O que realmente deve fazer sentido é o amor pela pessoa que nos tornamos. Hoje, sou tia das moças bonitas, amigas das minhas filhas. Com muito orgulho e com bastante fôlego... por enquanto.

Absurdo

Os tempos mudaram. Que pena! Hoje, tomo conhecimento de situações vividas por uma classe profissional, que deveria ser reverenciada. Em minha época de estudante, professor era figura que impunha uma série de sentimentos e se não eram lá tão positivos, ficavam secretos. Realmente os tempos mudaram. 
Professor vai para a escola exercer sua função, que já não é valorizada em vários sentidos, e entra em um verdadeiro campo de batalha com pessoas mal-educadas a atacar-lhe verbal e fisicamente. Uma sala de aula não é mais uma sala de aula. Medo. 
Entendo que debater opiniões diferentes não seja falta de respeito, mas o descontrole que pode resultar disso, sim. É preciso atenção dos dois lados.
Nesta semana, o caso de um professor do Paraná que levou um soco no olho de um aluno em plena sala de aula; o outro recebeu uma facada na perna e saiu sangrando pelos corredo-res da instituição; a professora que reagiu com gritos aos insultos dos adolescentes - que estão mais para marginais –  e obteve cadeiras e cadernos sendo arremessados em sua dire-ção. Descontrole total!
Onde está a família destas pessoas que vão para escola a fim de qualquer coisa, menos aprender? Que tipo de país estamos construindo com este comportamento indevido, com esta conivência da sociedade a estas situações tão frequentes? 
Aprendi, com meus pais, que o desenvolvimento escolar de alguém é alicerçado na parceria entre família e escola. Educação nasce em casa, não na escola, lugar de aplicar o que se aprende em casa.
Famílias desestruturadas resultam em pessoas desequilibradas e são elas que ganham os noticiários protagonizando cenas tão absurdas! Em tempo: classe social não define caráter.
Vamos acordar para os problemas que saltam aos nossos olhos.  Respeitar é básico. Se a pes-soa não aprende isso em casa, não vai aprender em lugar algum. 

Absurdo

Os tempos mudaram. Que pena! Hoje, tomo conhecimento de situações vividas por uma classe profissional, que deveria ser reverenciada. Em minha época de estudante, professor era figura que impunha uma série de sentimentos e se não eram lá tão positivos, ficavam secretos. Realmente os tempos mudaram. 

Professor vai para a escola exercer sua função, que já não é valorizada em vários sentidos, e entra em um verdadeiro campo de batalha com pessoas mal-educadas a atacar-lhe verbal e fisicamente. Uma sala de aula não é mais uma sala de aula. Medo. 

Entendo que debater opiniões diferentes não seja falta de respeito, mas o descontrole que pode resultar disso, sim. É preciso atenção dos dois lados.

Nesta semana, o caso de um professor do Paraná que levou um soco no olho de um aluno em plena sala de aula; o outro recebeu uma facada na perna e saiu sangrando pelos corredo-res da instituição; a professora que reagiu com gritos aos insultos dos adolescentes - que estão mais para marginais –  e obteve cadeiras e cadernos sendo arremessados em sua dire-ção. Descontrole total!

Onde está a família destas pessoas que vão para escola a fim de qualquer coisa, menos aprender? Que tipo de país estamos construindo com este comportamento indevido, com esta conivência da sociedade a estas situações tão frequentes? 

Aprendi, com meus pais, que o desenvolvimento escolar de alguém é alicerçado na parceria entre família e escola. Educação nasce em casa, não na escola, lugar de aplicar o que se aprende em casa.

Famílias desestruturadas resultam em pessoas desequilibradas e são elas que ganham os noticiários protagonizando cenas tão absurdas! Em tempo: classe social não define caráter.

Vamos acordar para os problemas que saltam aos nossos olhos.  Respeitar é básico. Se a pes-soa não aprende isso em casa, não vai aprender em lugar algum. 

Contrários

A semana começou com céu azul lindo, temperatura agradável, varal repleto de roupas, casa aberta. Mudou rápido. No dia seguinte: neblina, friozinho, umidade. Um dia outono, o outro inverno. 

Inconstante, como as condições climáticas, é a vida. Está tudo bem e no minuto seguinte, não está mais ou o contrário, para alívio dos otimistas. Da nitidez à falta de visibilidade e vice-versa.

Somos seres adaptáveis, do contrário não evoluiríamos. Se pararmos para pensar, o contrário sempre está presente, ali no meio do caminho acenando como outra possibilidade para cada decisão tomada, para cada escolha. 

Tem gente que anda conosco, tem quem esteja em direção contrária. Há ocasiões favoráveis e há as contrárias. Nossas atitudes podem cooperar com nosso crescimento ou serem contrárias a ele, assim como alguns hábitos são contrários à saúde. Até nós mesmos, às vezes, estamos do lado contrário de tudo, como se optássemos pelo oposto daquilo que deveríamos fazer. Quem nunca?

Difícil lidar com o inverso, com o avesso, com o oponente, mas necessário porque tudo se complementa. O que seria da escuridão sem a luz? Da lágrima sem o sorriso? Das derrotas sem as vitórias? Ou o contrário. Viu? Ele está sempre presente, é o outro lado, o antônimo, com o qual aprendemos muito.

Eu mesma tenho aprendido que as diferenças resultantes dos contrários têm seus encantos. Constantemente ressalto as complicações da falta de semelhança, principalmente em alguns relacionamentos mais intensos que alimento e sempre escuto uma defesa contrária ao meu ponto de vista. Pode até incomodar na hora, mas normalmente proporciona um crescimento. O direito tem o avesso.

Crescemos acreditando que pessoas que pensam, ou agem, ou reagem, ou seja lá o que for de forma semelhante são capazes de gerar mais harmonia. Verdade. Mas os confrontos carregam um potencial enorme de ensinamentos. Ou o contrário.

Vamos errar, do contrário não sairemos do lugar. 

A grandeza das pequenas coisas

Naquele dia acordei e cumprindo a primeira ação do dia, fui passar o café, que degusto sozinha. Peguei a embalagem do pó e li: Aprecie a grandeza das pequenas coisas. Outra vez, o mesmo sinal recebido anteriormente na semana. 
Na última terça-feira, ouvi do poeta Fabrício Carpinejar o quanto é imprescindível prestarmos atenção aos detalhes, o quanto o amor é feito de futilidades. Coisas pequenas que alimentam a relação com aqueles que amamos. Quanta verdade encerrada nisso!

Às vezes, uma pergunta boba que não é feita ao familiar causa uma chateação desnecessária, assim como aquela falta de percepção quando o parceiro corta o cabelo, ou muda qualquer outro ponto na aparência. Detalhes, a diferença mora neles.
Várias informações ecoaram dentro de mim com as mensagens recebidas. No evento noturno de trabalho, que era mais prazer que obrigação, levei a mesma filha que na semana passada me chocou com a frase sobre a liberdade que sentiu por caminhar sem mim. 

As palavras que justificavam o tema do encontro Cuide de seus pais antes que seja tarde devem ter encontrado uma espécie de terreno fértil dentro de cada ouvinte. Senti a mão dela pegar na minha, dizendo muito mais do que seria capaz valendo-se da linguagem verbal. Se minha mãe estivesse por lá, teria feito o mesmo. Sinais captados.

Notei que quando entramos em casa, a primeira frase que ela disse ao pai foi: eu te amo. Bingo! Entendi que houve assimilação de tudo que foi ouvido. Eu também sai da palestra e liguei para minha mãe só para dizer: estou aqui. 

A grandeza das pequenas coisas realmente existe e fica ali pulsando bem em frente aos nossos olhos, ocupados demais, na maior parte do tempo, para perceberem tal magnitude. Apreciá-la é uma escolha. Antes que seja tarde.

Amadurecimento

Vez ou outra escutamos frases que acabam nos marcando profundamente, pois sinalizam as inevitáveis mudanças pelas quais passaremos com o tempo. 

Sou do tipo de mãe que quer dar as mãos aos filhos ao atravessar uma rua, que repete a indagação sobre a blusa porque pode esfriar, que quer receber ligações, atenção. Mãe sendo mãe, apenas.

Dia desses, eu e minha filha mais velha fomos ao centro da cidade, cada uma de nós levada pelos seus respectivos interesses. Não me agradou muito a possibilidade da separação, mas aceitei.

Horas mais tarde, quando nos encontramos (depois de algumas ligações para saber se estava tudo bem, onde estava, com quem estava, etc.) ouvi a sonora frase que ecoou muitas vezes depois dentro de mim: Foi libertador caminhar sem você.  
Forte! Recebi como um soco no estômago. Talvez eu seja mesmo exagerada, talvez o termo correto seja: intensa. Os sentimentos e as ações de mãe se manifestam desta forma. Que atire a primeira pedra aquela que for muito diferente de mim.
Pedi explicações e as obtive. De maneira clara, pontual. Minha menina está crescendo e eu me tornando a mãe que tenta pausar o tempo. Doce ilusão.

Como esconder a chateação quando os filhos passam a preferir os amigos a nós? 

 

SOCORRO

O papel que representamos na vida das pessoas muda com o tempo. Elas mudam. Nós mudamos. Amadurecemos no amor, na dor. Tanto faz, amadurecemos. 

Aprimora-se a mãe quando o filho cresce, mas se prestarmos atenção, vamos nos deparar com uma figura que misteriosamente fica presa à fase infantil. Os filhos cresceram e ainda há referências e eles como as crianças. Engraçado. Mãe faz isso, mas pai também.

O tempo passa rápido. Conversa de mãe como a minha. Conversa de quem ama.

Um convite

Casa, trabalho; trabalho, casa. A maioria de nós acaba nesta rotina, repleta de tarefas a serem realizadas, sem nos darmos conta de que, às vezes, um convite aceito pode representar uma oportunidade de expandirmos nossa visão – e as possibilidades para nós mesmos.

Estava meio preguiçosa em casa, em pleno domingo de tempo fechado. Decidida a ficar por ali, quando fui vencida pelos convites incessantes para ir à igreja, na qual, especificamente naquela noite, um missionário falaria de seu trabalho em algum país da Ásia Central. Ainda bem que fui.

Conhecendo um pouco da ação daquele homem que se mudou para um lugar distante e foi colocado à prova diante das mazelas de um mundo ainda ignorante, acabei me questionando: como é possível ficarmos limitados, sem nos darmos conta de que podemos ser necessários em tantos lugares, em tantas tarefas?

Sempre pensei que logo ali na frente – quando estiver com as filhas criadas e velha demais para somar outras atribuições no mercado de trabalho – me sobrariam os livros e os filmes, além da escrita que pretendo manter até quando for possível. Tem muito além disso.

Podemos sim desenvolver trabalhos que melhorem significativamente a vida de outras pessoas. Isso não tem nada a ver com religião, mas com amor ao próximo, seja lá qual for a forma de se religar a Deus que você possua. A minha forma tem nome e foi o maior exemplo de humildade e força que já passou pela Terra.

Quando enxergamos as possibilidades que podem nos aguardar no futuro, não existe receio quanto a ele. Nem de envelhecer, nem de enfrentar o ninho vazio, nem de se aposentar (se é que vamos conseguir). 

Existe muito a ser feito. O mundo é grande e carente de todo o amor que a gente traz dentro da gente, independente dos talentos que desenvolvemos. 

Se duvida, pesquise, pergunte, vá atrás. Um novo amanhã sempre pode ser planejado e às vezes, ele começa com um convite aceito. Aceita o meu?

Dentro, não fora

O vento que bate no rosto podia ter a capacidade de dissipar as preocupações, levar com ele o que nos incomoda e trazer novos incentivos mentais, como se estivéssemos sendo purificados pela sua passagem, renovados por um sopro, literalmente.

Quase sempre temos a tendência de buscar as soluções fora de nós, mas elas estão lá dentro, na superfície, fáceis de serem encontradas ou nas profundidades, escondidas, à espera do nosso esforço, do nosso empenho. 

Quantas vezes nos pegamos esperando que as outras pessoas resolvam o que nos compete? Depositamos responsabilidades no outro e mergulhamos em um mundo perigoso de expectativas, que carregam consigo as armadilhas das frustrações. De novo, nos deparamos com a busca fora de nós. 

Esperar que as outras pessoas sejam como somos, ou ajam como agimos ou sintam como sentimos é tão imprudente quanto deixar uma criança atravessar a rua sozinha. Não tem como dar certo. Ainda assim parece que a gente não aprende. O que não se aprende, se repete.

Neste processo todo de construção de nós mesmos, vamos deixando impressões nos outros a nosso respeito, que resultam em julgamentos e percepções que nem sempre condizem com a realidade, mas nos mostram que toda ação que tomamos, ou deixamos de tomar, tem uma consequência. 

Estamos em evolução e os níveis são diferentes para cada um de nós. Vida.

Eu podia, como sempre faço, ter desenvolvido uma análise sobre algo corriqueiro que pudesse transmitir alguma mensagem. Desta vez o caminho foi diferente. Intuitivo. De qualquer modo, minhas palavras são sempre procuradas no lado de dentro, de forma prudente, para que cumpram a missão a que estão destinadas.

As respostas estão dentro de nós. A maior parte delas. Conscientes disso, o vento que sopra é apenas o vento que sopra. A ele não cabem atribuições além daquelas que já possui, poderoso como todas as forças da natureza.

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