O Farroupilha
CLAUDIA IEMBO
O tempo

Puxa! Chegou aquela data, primeira a passar sem a presença física do meu pai na Terra, apenas à distância de um telefonema, como escrevi uma vez. Certamente meu coração vai sentir mais acentuadamente no domingo, mas a vida precisa seguir.
Cada vez que penso na perda, automaticamente me vêm à mente dores semelhantes, experimentadas por parentes que não tiveram a sorte de uma longa convivência. Existências abreviadas cedo demais, ao contrário daqueles que atravessaram décadas. Dor é dor, mas há um quê diferente.
Nunca acreditei tanto na ideia de que é preciso viver intensamente tudo o que nos for apresentado, de positivo e negativo. Deve ser deste jeito que encontraremos o resultado da equação, aquela sensação de que valeu a pena.
Como sempre digo, minha profissão é uma dádiva porque com ela conheço pessoas a todo o tempo. Pessoas e suas histórias, que sempre me fazem refletir e crescer. Quando a gente olha para o lado e se coloca no lugar do outro é como se emergíssemos do mergulho interno que algumas fases nos obrigam. Tudo tem um propósito, ainda que não o enxerguemos. Há tempo de plantar e tempo de colher.
Falando em tempo, ele passa cada vez mais rápido por nós. Os filhos crescem, as marcas no rosto aparecem, os cabelos já não os mesmos, nem a flexibilidade dos membros, que antes aguentavam passos bem mais velozes. É a tal transformação que alguns de nós têm o privilégio de vivenciar.
Em tempo: talvez não existam grandes mistérios a serem descobertos por nós nesta passagem por aqui. Talvez o segredo seja a simplicidade. Dos pensamentos, das ações, das manifestações na vida do outro. A gente tem mania de complicar e pode ser que baste fazer o que tem que ser feito, sentir o que precisa ser sentido. Tudo a seu tempo. 
Se der tempo, abrace seu pai demoradamente no próximo domingo e fale para ele o quanto ele é importante para você. Sempre fiz isso e vou continuar fazendo, de outra forma agora. Porque o amor dura para sempre.

Descontextualizado. Será?

Às vezes alimento devaneios, como forma de encontrar caminhos diferentes daqueles que enxergo ocasionalmente. Isso porque nem sempre é claro saber exatamente o que escrever.
Pensando sobre isso, não é assim com quase tudo? Saber que roupa vestir, que decisão tomar – desde aquela simples que elege a refeição a ser degustada até a mais séria do dia, seja ela qual for – que frase utilizar para que a pessoa entenda seu pensamento, enfim, saber o que fazer. 
Saindo do patamar automático, porque também agimos desta forma, as ações passam pelo poder de decisão. Enfim, até aqui estou apenas expressando parte dos pensamentos que compõem o tal do devaneio lá do começo.
Quando eu era criança, e já gostava de assistir aos filmes, me perguntava se sempre haveriam filmes a serem vistos, ou livros a serem lidos. Difícil para uma criança lidar com o infinito. Comprovo pela dificuldade de minha caçula em entender que os números nunca acabam. “Como assim?” Raciocínio linear: começo, meio e fim.  
A infinitude alcança extensões incompreensíveis e mesmo assim, nós vamos alterando as percepções das nossas crianças quando tentamos transmitir o tamanho do nosso amor por elas: “te amo daqui até a lua”, ou “meu amor não cabe no universo” ou ainda criamos medi-das usando as mãos para mostrarem o tamanho do amor. Braços abertos, apontado lados opostos, sempre provocam sorrisos.
Crescemos e entendemos que somos parte de algo, de sistemas, que existem dentro e fora de nós. Pronto: tudo expandido. Conhecemos o conceito de infinito e tentamos aplicá-lo em definições ou para alimentar crenças – que dure para sempre, por exemplo.
O tema da coluna de hoje entrou no devaneio, antagonicamente seguindo uma linha racional, para transmitir a mensagem de que existem os opostos também em nossas decisões. Tudo parte de um processo. Tudo interligado: eu, você, nós e o infinito... sem sair do contex-to.

Saudade

Hoje é uma sexta-feira mais doce, mais terna pelo o que se comemora: Dia dos Avós! Quisera eu ter meus quatro avós por perto, como tive o privilégio de tê-los na infância e até boa parte da vida adulta. 

Marcaram-me de um jeito especial e hoje, os trago comigo, reverenciando a memória de cada um deles em determinadas ações que aguçam minhas lembranças. 

Os avós fazem isso: influenciam nossa personalidade, o modo de enxergar algumas situações da vida. São uma categoria muito especial da qual descendemos, herdando deles muito mais que semelhanças genéticas.
Penso nos meus avós, nos avós das minhas filhas, que enfrentam a dor da perda recente de dois deles. Por mais doloroso que seja – e realmente é porque o amor passa a existir somente dentro de cada uma – é o caminho natural: a partida dos mais velhos primeiro.

Pior é entender quando esta ordem é invertida, como aconteceu com os pais do casal que sofreu o acidente na estrada nesta semana, deixando a criança de três anos órfã. Como estarão os corações destes avós? Como suportar tamanha tragédia, que tira a breve vida dos filhos? Tantas questões capazes de demonstrar nossa falta de entendimento diante dos acontecimentos! Oro para que encontrem algum conforto e muita força que os faça prosseguir.

Às vezes, os ventos contrários sopram com tanta força, que temos a impressão de que seremos arremessados ao chão, sem a menor condição de levantarmos.

Em algum momento da vida iremos experimentar o conceito de que nos tornamos mais resistentes conforme enfrentamos as dificuldades que aparecem. Resiliência cara.

Bom seria se nossos amores ficassem para sempre ao nosso lado, evitando a descoberta do sabor indescritível das perdas, se pudéssemos amadurecer sem dor. Acredito que deva existir um lugar onde seja possível esta utopia. Tenha o nome que tiver, é para lá que quero ir depois desta experiência humana. E espero encontrar meus afetos. Todos eles.

Por enquanto, sabedoria para a evolução. A todos nós.

Estrada

Muito tem se ouvido sobre as condições das estradas em nossa região. Ouvido e visto. É buraco atrás de buraco, que resultam em carros parados trocando pneus ao longo da rodovia. Perigo, prejuízo, indignação, raiva.

Ir e vir requer mais atenção e por que não dizer, coragem? É preciso bravura para enfrentar a estrada, assim como para enfrentar o que a vida nos traz, com suas surpresas e acontecimentos previstos apenas por Deus.
Há quem deteste rotina. Tenho aprendido o contrário. Gostaria que tudo ficasse por tempo indeterminado do jeito que sempre foi: com nossos afetos por perto a preencherem os dias com suas ligações telefônicas, suas indagações, suas risadas. 

Uma das poucas certezas que existem enquanto transitamos por este Planeta é a de que tudo está em constante transformação. Nós mesmos, quando expirar nosso prazo de validade, nos transformaremos.

Na semana passada, a tristeza visitou-me novamente. Entrou sem ser convidada em minha casa, sentou à mesa com minha família, roubou nosso sono, aumentando ainda mais o frio, que parece ter chegado.

Uma grande amiga – não apenas sogra - partiu deste mundo, deixando registrada, para sempre, sua marca em nós. Estamos todos órfãos de um afeto poderoso. Meu marido, assim como seus irmãos e seu pai, infelizmente foi apresentado ao vazio que a partida de um grande amor deixa dentro de nós. 2019 tem sido um austero mestre. 

Não escapei de comparar, no começo da semana, a quantidade de pessoas que foram às ruas em apoio ao Ministro da Justiça Sérgio Moro à quantidade de sentimentos que nos invadem com a morte de quem amamos. Eles vêm à tona, tomam espaços, gritam, se mostram. 

Sabemos que percorreremos nossa estrada com trechos perfeitos, sol brilhando, temperatura agradável, assim como teremos que passar pelos buracos, pelo mau tempo, pelo frio que congela o ânimo. Temos um destino, afinal, e por isso não podemos parar, embora esta seja a vontade, às vezes: ficar quieto à margem da estrada. E apenas chorar.     

Estrada

Muito tem se ouvido sobre as condições das estradas em nossa região. Ouvido e visto. É buraco atrás de buraco, que resultam em carros parados trocando pneus ao longo da rodovia. Perigo, prejuízo, indignação, raiva.

Ir e vir requer mais atenção e por que não dizer, coragem? É preciso bravura para enfrentar a estrada, assim como para enfrentar o que a vida nos traz, com suas surpresas e acontecimentos previstos apenas por Deus.

Há quem deteste rotina. Tenho aprendido o contrário. Gostaria que tudo ficasse por tempo indeterminado do jeito que sempre foi: com nossos afetos por perto a preencherem os dias com suas ligações telefônicas, suas indagações, suas risadas. 

Uma das poucas certezas que existem enquanto transitamos por este Planeta é a de que tudo está em constante transformação. Nós mesmos, quando expirar nosso prazo de validade, nos transformaremos.

Na semana passada, a tristeza visitou-me novamente. Entrou sem ser convidada em minha casa, sentou à mesa com minha família, roubou nosso sono, aumentando ainda mais o frio, que parece ter chegado.

Uma grande amiga – não apenas sogra - partiu deste mundo, deixando registrada, para sempre, sua marca em nós. Estamos todos órfãos de um afeto poderoso. Meu marido, assim como seus irmãos e seu pai, infelizmente foi apresentado ao vazio que a partida de um grande amor deixa dentro de nós. 2019 tem sido um austero mestre. 

Não escapei de comparar, no começo da semana, a quantidade de pessoas que foram às ruas em apoio ao Ministro da Justiça Sérgio Moro à quantidade de sentimentos que nos invadem com a morte de quem amamos. Eles vêm à tona, tomam espaços, gritam, se mostram. 

Sabemos que percorreremos nossa estrada com trechos perfeitos, sol brilhando, temperatura agradável, assim como teremos que passar pelos buracos, pelo mau tempo, pelo frio que congela o ânimo. Temos um destino, afinal, e por isso não podemos parar, embora esta seja a vontade, às vezes: ficar quieto à margem da estrada. E apenas chorar.     

Tia

Engraçados os sentimentos que vamos experimentando com as diferentes fases da vida! Cada uma delas traz consigo novas percepções e a constatação de que estamos mesmo em metamorfose. Por dentro e por fora.

Levada mais pela necessidade do que propriamente pelo gosto pelos exercícios, há pouco mais de um ano procurei uma academia. Era a indicação para combater as constantes dores de cabeça e as companheiras que me visitavam com mais frequência o corpo.

Dia desses estava eu lá. Solitária nos passos que não me tiram do lugar – pelo menos não fisicamente – peguei-me observando as pessoas. Um rosto conhecido de uma menina bonita, com seus fones e sua franja indiferentes aos movimentos ou aos pesos com os quais trabalhava. Em determinado momento, nossos olhares se encontraram no espelho e ela abriu um sorriso.

- Tu não és a mãe da Sami? Oi, tia.

Retribui o beijo e não pude mais tirar a vontade de rir de meu rosto: eu estava lá, admirando a moça,  pensando nos benefícios que eu podia ter somado se tivesse começado nesta vida de movimento antes e vem a realidade, me sacudindo e me mostrando, de forma cômica, a nova fase em que me encontro! Tia! 

Ainda bem que sempre me diverti comigo mesma. Pouco mudei, mas agora o sabor é diferente, vem com pitadas de liberdade, isento de certas amarras que carregamos ao longo do tempo. 

Existem fases nas quais o que se quer é o bem-estar, o equilíbrio, a disposição, a saúde. Nesta conta, mais exercício é menos remédio. Não importa do que nos chamem e menos ainda que estes rótulos carreguem as informações do nosso DNA (Data de Nascimento Antiga, no caso). 

O que realmente deve fazer sentido é o amor pela pessoa que nos tornamos. Hoje, sou tia das moças bonitas, amigas das minhas filhas. Com muito orgulho e com bastante fôlego... por enquanto.

Absurdo

Os tempos mudaram. Que pena! Hoje, tomo conhecimento de situações vividas por uma classe profissional, que deveria ser reverenciada. Em minha época de estudante, professor era figura que impunha uma série de sentimentos e se não eram lá tão positivos, ficavam secretos. Realmente os tempos mudaram. 
Professor vai para a escola exercer sua função, que já não é valorizada em vários sentidos, e entra em um verdadeiro campo de batalha com pessoas mal-educadas a atacar-lhe verbal e fisicamente. Uma sala de aula não é mais uma sala de aula. Medo. 
Entendo que debater opiniões diferentes não seja falta de respeito, mas o descontrole que pode resultar disso, sim. É preciso atenção dos dois lados.
Nesta semana, o caso de um professor do Paraná que levou um soco no olho de um aluno em plena sala de aula; o outro recebeu uma facada na perna e saiu sangrando pelos corredo-res da instituição; a professora que reagiu com gritos aos insultos dos adolescentes - que estão mais para marginais –  e obteve cadeiras e cadernos sendo arremessados em sua dire-ção. Descontrole total!
Onde está a família destas pessoas que vão para escola a fim de qualquer coisa, menos aprender? Que tipo de país estamos construindo com este comportamento indevido, com esta conivência da sociedade a estas situações tão frequentes? 
Aprendi, com meus pais, que o desenvolvimento escolar de alguém é alicerçado na parceria entre família e escola. Educação nasce em casa, não na escola, lugar de aplicar o que se aprende em casa.
Famílias desestruturadas resultam em pessoas desequilibradas e são elas que ganham os noticiários protagonizando cenas tão absurdas! Em tempo: classe social não define caráter.
Vamos acordar para os problemas que saltam aos nossos olhos.  Respeitar é básico. Se a pes-soa não aprende isso em casa, não vai aprender em lugar algum. 

Absurdo

Os tempos mudaram. Que pena! Hoje, tomo conhecimento de situações vividas por uma classe profissional, que deveria ser reverenciada. Em minha época de estudante, professor era figura que impunha uma série de sentimentos e se não eram lá tão positivos, ficavam secretos. Realmente os tempos mudaram. 

Professor vai para a escola exercer sua função, que já não é valorizada em vários sentidos, e entra em um verdadeiro campo de batalha com pessoas mal-educadas a atacar-lhe verbal e fisicamente. Uma sala de aula não é mais uma sala de aula. Medo. 

Entendo que debater opiniões diferentes não seja falta de respeito, mas o descontrole que pode resultar disso, sim. É preciso atenção dos dois lados.

Nesta semana, o caso de um professor do Paraná que levou um soco no olho de um aluno em plena sala de aula; o outro recebeu uma facada na perna e saiu sangrando pelos corredo-res da instituição; a professora que reagiu com gritos aos insultos dos adolescentes - que estão mais para marginais –  e obteve cadeiras e cadernos sendo arremessados em sua dire-ção. Descontrole total!

Onde está a família destas pessoas que vão para escola a fim de qualquer coisa, menos aprender? Que tipo de país estamos construindo com este comportamento indevido, com esta conivência da sociedade a estas situações tão frequentes? 

Aprendi, com meus pais, que o desenvolvimento escolar de alguém é alicerçado na parceria entre família e escola. Educação nasce em casa, não na escola, lugar de aplicar o que se aprende em casa.

Famílias desestruturadas resultam em pessoas desequilibradas e são elas que ganham os noticiários protagonizando cenas tão absurdas! Em tempo: classe social não define caráter.

Vamos acordar para os problemas que saltam aos nossos olhos.  Respeitar é básico. Se a pes-soa não aprende isso em casa, não vai aprender em lugar algum. 

Contrários

A semana começou com céu azul lindo, temperatura agradável, varal repleto de roupas, casa aberta. Mudou rápido. No dia seguinte: neblina, friozinho, umidade. Um dia outono, o outro inverno. 

Inconstante, como as condições climáticas, é a vida. Está tudo bem e no minuto seguinte, não está mais ou o contrário, para alívio dos otimistas. Da nitidez à falta de visibilidade e vice-versa.

Somos seres adaptáveis, do contrário não evoluiríamos. Se pararmos para pensar, o contrário sempre está presente, ali no meio do caminho acenando como outra possibilidade para cada decisão tomada, para cada escolha. 

Tem gente que anda conosco, tem quem esteja em direção contrária. Há ocasiões favoráveis e há as contrárias. Nossas atitudes podem cooperar com nosso crescimento ou serem contrárias a ele, assim como alguns hábitos são contrários à saúde. Até nós mesmos, às vezes, estamos do lado contrário de tudo, como se optássemos pelo oposto daquilo que deveríamos fazer. Quem nunca?

Difícil lidar com o inverso, com o avesso, com o oponente, mas necessário porque tudo se complementa. O que seria da escuridão sem a luz? Da lágrima sem o sorriso? Das derrotas sem as vitórias? Ou o contrário. Viu? Ele está sempre presente, é o outro lado, o antônimo, com o qual aprendemos muito.

Eu mesma tenho aprendido que as diferenças resultantes dos contrários têm seus encantos. Constantemente ressalto as complicações da falta de semelhança, principalmente em alguns relacionamentos mais intensos que alimento e sempre escuto uma defesa contrária ao meu ponto de vista. Pode até incomodar na hora, mas normalmente proporciona um crescimento. O direito tem o avesso.

Crescemos acreditando que pessoas que pensam, ou agem, ou reagem, ou seja lá o que for de forma semelhante são capazes de gerar mais harmonia. Verdade. Mas os confrontos carregam um potencial enorme de ensinamentos. Ou o contrário.

Vamos errar, do contrário não sairemos do lugar. 

A grandeza das pequenas coisas

Naquele dia acordei e cumprindo a primeira ação do dia, fui passar o café, que degusto sozinha. Peguei a embalagem do pó e li: Aprecie a grandeza das pequenas coisas. Outra vez, o mesmo sinal recebido anteriormente na semana. 
Na última terça-feira, ouvi do poeta Fabrício Carpinejar o quanto é imprescindível prestarmos atenção aos detalhes, o quanto o amor é feito de futilidades. Coisas pequenas que alimentam a relação com aqueles que amamos. Quanta verdade encerrada nisso!

Às vezes, uma pergunta boba que não é feita ao familiar causa uma chateação desnecessária, assim como aquela falta de percepção quando o parceiro corta o cabelo, ou muda qualquer outro ponto na aparência. Detalhes, a diferença mora neles.
Várias informações ecoaram dentro de mim com as mensagens recebidas. No evento noturno de trabalho, que era mais prazer que obrigação, levei a mesma filha que na semana passada me chocou com a frase sobre a liberdade que sentiu por caminhar sem mim. 

As palavras que justificavam o tema do encontro Cuide de seus pais antes que seja tarde devem ter encontrado uma espécie de terreno fértil dentro de cada ouvinte. Senti a mão dela pegar na minha, dizendo muito mais do que seria capaz valendo-se da linguagem verbal. Se minha mãe estivesse por lá, teria feito o mesmo. Sinais captados.

Notei que quando entramos em casa, a primeira frase que ela disse ao pai foi: eu te amo. Bingo! Entendi que houve assimilação de tudo que foi ouvido. Eu também sai da palestra e liguei para minha mãe só para dizer: estou aqui. 

A grandeza das pequenas coisas realmente existe e fica ali pulsando bem em frente aos nossos olhos, ocupados demais, na maior parte do tempo, para perceberem tal magnitude. Apreciá-la é uma escolha. Antes que seja tarde.