O Farroupilha
DARCI LEVIS
Você e a Bíblia - Capítulo 52: As preocupações

A maioria das pessoas possuem preocupações. E são as mais variadas. Há pessoas que se preocupam em ter o que comer, enquanto outras se preocupam em trocar seu smartphone, sem necessidade, apenas porque outro foi lançado ou é melhor daquele que possuem. Há pessoas que se preocupam na solução de um problema de saúde que pode causar a sua morte, enquanto outras se preocupam em trocar de carro, sem necessidade, apenas porque outro foi lançado ou é melhor daquele que possuem.

Em relação às preocupações, conforme Mateus 6:25-27, Jesus Cristo disse: “Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso.”.

Segundo Mateus 6:28-30, Jesus continuou: “E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena!”.

E para encerrar o assunto, conforme Mateus 6:31-34, Jesus finalizou: “Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: ‘Onde é que vamos arranjar comida?’ ou ‘Onde é que vamos arranjar bebida?’ ou ‘Onde é que vamos arranjar roupas?’ Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.”.

Além disso, está escrito em Filipenses 4:6: “Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido.”. E também em Salmos 55:22: “Entregue os seus problemas ao Senhor, e ele o ajudará; ele nunca deixa que fracasse a pessoa que lhe obedece.”. E ainda, conforme 1Pedro 5:7: “Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês.”.

Neste sentido, conforme as orientações inspiradas por Deus, o próprio criador dos seres humanos, quando percebemos que estamos preocupados com algo, basta lembrar que Deus existe e colocar o motivo da preocupação em suas mãos, orando com o coração agradecido e pedindo que ele mostre o caminho mais curto para que façamos a sua vontade para as nossas vidas.

Você e a Bíblia - Capítulo 40: A última chance

Na abertura do evangelho bíblico de João, João 1:1-3, ele descreve Jesus: “No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela.”. Em João 1:14, continua: “A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai.”.

Na entrevista de Witherington, descrita no livro “Em Defesa de Cristo”, ele disse: “Quando lemos o evangelho de João, temos à nossa frente a imagem de Jesus que é fruto de uma interpretação, mas creio também que se trata da conclusão lógica do que estava implícito no Jesus histórico. E eu acrescentaria: mesmo que eliminássemos o evangelho de João, ainda assim não ficaríamos com um Jesus destituído de seu caráter messiânico, porque esse tipo de material consta nos outros três evangelhos.”.

E continuou: “Por exemplo, em Mateus 16:15-17 tem-se: ‘E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? perguntou Jesus. Simão Pedro respondeu: O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo. Jesus afirmou: Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu.’”. 

Lee perguntou ainda: “Existe algum indício de que Jesus tenha tido alguma crise de identidade?”. Witherington respondeu: “Uma crise de identidade não, embora eu acredite que ele tenha tido pontos de confirmação da sua identidade. No seu batismo, na tentação, na transfiguração, no jardim do Getsêmani, são todos momentos de crise em que Deus confirmou-lhe quem ele era e qual era sua missão. Por exemplo, não creio que tenha sido acidental o fato de que seu ministério só comece realmente depois do seu batismo, quando ouve uma voz que lhe diz: ‘Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria.’”. 

Lee prosseguiu: “No entender de Jesus, qual seria a sua missão? Ele se via como o libertador do povo de Deus, portanto sua missão era dirigida a Israel?”. Witherington respondeu: “Correto. Como se vê, as promessas dos profetas eram para Israel, portanto era para Israel que ele tinha de vir. Jesus se julgava a pessoa divinamente escolhida para realizar o ato salvífico máximo de Deus na história humana. Ele acreditava ser o agente de Deus incumbido de executar tal plano; para isso fora autorizado por Deus, revestido de poder por ele, era seu porta-voz e era por ele dirigido na concretização dessa tarefa. Portanto, as palavras de Jesus são as mesmas palavras de Deus. O que Jesus fez foi obra de Deus.”.

E ainda: “Bem, Jesus acreditava ter uma missão divina, que era redimir o povo de Deus. A implicação disso é que o povo de Deus estava perdido e que Deus tinha de fazer alguma coisa, como sempre fez, para intervir e recolocá-lo nos trilhos certos. Desta vez, porém, havia uma diferença: seria a última vez; era a última chance.”.

Você e a Bíblia - Capítulo 39: Que tipo de pessoa pode iniciar uma nova aliança com Deus?

Bem Witherington, PhD, foi autor de vários livros. Dentre eles estão: Jesus the sage (Jesus, o sábio), The many faces of Christ (As várias faces de Cristo), The Jesus quest (A busca por Jesus); Jesus, Paul, and the end of the world (Jesus, Paulo e o fim do mundo) e Women in the ministry of Jesus (As mulheres no ministério de Jesus).
Formado pelo Seminário Teológico Gordon-Conwell, onde concluiu com louvor seu mestrado em teologia, e pela Universidade de Durham, na Inglaterra, onde fez seu doutorado em teologia com ênfase no Novo Testamento, Witherington lecionou no Seminário de Asbury, no Seminário Teológico de Ashland, na Divinity School da Duke University e no Gordon-Conwell. Ele é membro da Sociedade para o Estudo do Novo Testamento, da Sociedade de Literatura Bíblica e do Instituto de Pesquisas Bíblicas.

No livro “Em Defesa de Cristo”, Witherington foi o sexto entrevistado do autor, que lhe perguntou: “Não é verdade que Jesus fazia um certo mistério em relação à sua identidade?”. Witherington respondeu: “Se ele tivesse dito simplesmente: ‘Oi, gente, sou Deus’, as pessoas entenderiam que ele estava dizendo: ‘Sou Javé’, porque os judeus daquela época não tinham o conceito da Trindade. Eles só conheciam o Deus Pai, a quem chamavam Javé, mas não sabiam da existência do Deus Filho nem do Deus Espírito Santo. Portanto, se alguém dissesse que era Deus, isso não faria o menor sentido para eles, que interpretariam a declaração como blasfêmia absoluta.”.

Continuando, Lee perguntou: “Que pistas temos sobre o conceito que Jesus tinha de si mesmo com base na maneira como ele se relacionava com as outras pessoas?”. Witherington respondeu: “Observe como ele se relacionava com os discípulos. Jesus tinha 12 discípulos, mas não era um deles. Se os 12 representavam um Israel renovado, onde é que Jesus se encaixava aí? Ele não é apenas parte de Israel, não é parte somente do grupo dos redimidos, mas está formando o grupo, assim como Deus no Antigo Testamento formou seu povo e estabeleceu as 12 tribos de Israel. Isso nos diz alguma coisa sobre o modo como Jesus via a si mesmo.”.
Outra pergunta de Lee foi: “Quando Jesus diz ‘Pai’ em suas orações, isso não implica que ele se julgue Deus, já que ensinou os discípulos a usar a mesma palavra quando orassem, e eles não são Deus?”. Witherington respondeu: “Na verdade, o significado de ‘Pai’ é que Jesus é o iniciador de um relacionamento íntimo que anteriormente não era possível.”. Após ouvir essa resposta, Lee descreve que pensou: “A questão é: que tipo de pessoa pode iniciar uma nova aliança com Deus?”. 

Então perguntou: “Em que medida o senhor considera importante o uso que Jesus fazia da expressão ‘Pai’?”. Witherington respondeu: “É muito importante! Isso implica que Jesus tinha um grau de intimidade com Deus muito diferente do que prevalecia no judaísmo daquele tempo. O mais surpreendente, porém, é que Jesus está dizendo o seguinte: somente por meio de um relacionamento com ele é possível ter com Deus um relacionamento do tipo ‘Pai’. Isso diz muito sobre o que ele pensava a respeito de si mesmo.”.

Você e a Bíblia - Capítulo 38: Fazedores de milagres

Muitos estudiosos céticos ateus utilizam como uma de suas estratégias a busca de comparações entre Jesus Cristo e outras pessoas da antiguidade, no intuito de desmerecer Jesus ou como tentativa de mostrar que as suas declarações não foram únicas. O objetivo desses estudiosos ateus, claro, é convencer pessoas de que a Bíblia Sagrada e os seus evangelhos não são verdadeiros.

Lee Strobel, na sua quinta entrevista descrita no livro “Em Defesa de Cristo”, fez questionamentos a Gregory A. Boyd, PhD, autor de vários livros como “Cynic sage or son of God? Recovering the real Jesus in an age of revisionist replies” (Um sábio cínico ou filho de Deus? Resgatando o Jesus verdadeiro em uma época de réplicas revisionistas.), “Jesus under siege” (Jesus sob cerco), “Letters from a skeptic” (Cartas de um cético), “God at war: the Bible and spiritual conflict” (Deus em guerra: a Bíblia e o conflito espiritual). Boyd formou-se em Filosofia pela Universidade de Minnesota, cursou mestrado em teologia, graduando-se com louvor na Yale University Divinity School e doutorou-se com louvor pelo Seminário Teológico de Princeton. Foi um grande estudioso da Bíblia Sagrada.

Em seu livro, Lee destaca que perguntou a Boyd: “Houve rabinos no passado que faziam exorcismos, que oravam pedindo chuva, e chovia. Portanto, para alguns acadêmicos, Jesus foi mais um judeu fazedor de milagres. Deve-se acreditar nisso?”. Boyd respondeu: “Na verdade, os paralelos desmoronam rapidamente depois de um exame mais minucioso. Em primeiro lugar, a centralidade do sobrenatural na vida de Jesus não tem paralelo algum na história judaica.”.

E continuou: “Em segundo lugar, a natureza radical de seus milagres distinguem-no dos demais. Não foi só uma chuva que caiu quando ele orou; estamos falando de gente que foi curada de cegueira, surdez, lepra e escoliose, de tempestades que foram reprimidas, de peixes e pães que foram multiplicados, de filhos e filhas ressurretos dos mortos. Essas coisas não têm paralelo.”.

E seguiu: “Em terceiro lugar, o que mais distingue Jesus é a forma como realizou milagres pela sua autoridade. É ele quem diz, em Mateus 12:28: “Na verdade é pelo poder de Deus que eu expulso demônios, e isso prova que o Reino de Deus já chegou até vocês”, referindo-se a si mesmo. E mais, em Lucas 4:18: “Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos”. Ele dá a Deus o crédito pelo que faz, mas nunca pede a Deus Pai que faça o que quer que seja: ele age pelo poder de Deus Pai. É algo sem paralelo.”. 

E ainda: “Isso só reforça a maneira diferente como Jesus falava sobre si mesmo, conforme Mateus 28:18: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra”; João 5:23: “... a fim de que todos respeitem o Filho, assim como respeitam o Pai”; Mateus 24:35: “Os céus e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre”. Em nenhum lugar você encontra rabinos com esse tipo de discurso.”. Após ouvir isso, Lee disse: “Mas aonde o senhor quer chegar?”. E Boyd respondeu: “Qualquer paralelo com rabinos e demais fazedores de milagres é um exagero muito grande.”.

Você e a Bíblia - Capítulo 38: Fazedores de milagres

Muitos estudiosos céticos ateus utilizam como uma de suas estratégias a busca de comparações entre Jesus Cristo e outras pessoas da antiguidade, no intuito de desmerecer Jesus ou como tentativa de mostrar que as suas declarações não foram únicas. O objetivo desses estudiosos ateus, claro, é convencer pessoas de que a Bíblia Sagrada e os seus evangelhos não são verdadeiros.

Lee Strobel, na sua quinta entrevista descrita no livro “Em Defesa de Cristo”, fez questionamentos a Gregory A. Boyd, PhD, autor de vários livros como “Cynic sage or son of God? Recovering the real Jesus in an age of revisionist replies” (Um sábio cínico ou filho de Deus? Resgatando o Jesus verdadeiro em uma época de réplicas revisionistas.), “Jesus under siege” (Jesus sob cerco), “Letters from a skeptic” (Cartas de um cético), “God at war: the Bible and spiritual conflict” (Deus em guerra: a Bíblia e o conflito espiritual). Boyd formou-se em Filosofia pela Universidade de Minnesota, cursou mestrado em teologia, graduando-se com louvor na Yale University Divinity School e doutorou-se com louvor pelo Seminário Teológico de Princeton. Foi um grande estudioso da Bíblia Sagrada.

Em seu livro, Lee destaca que perguntou a Boyd: “Houve rabinos no passado que faziam exorcismos, que oravam pedindo chuva, e chovia. Portanto, para alguns acadêmicos, Jesus foi mais um judeu fazedor de milagres. Deve-se acreditar nisso?”. Boyd respondeu: “Na verdade, os paralelos desmoronam rapidamente depois de um exame mais minucioso. Em primeiro lugar, a centralidade do sobrenatural na vida de Jesus não tem paralelo algum na história judaica.”.

E continuou: “Em segundo lugar, a natureza radical de seus milagres distinguem-no dos demais. Não foi só uma chuva que caiu quando ele orou; estamos falando de gente que foi curada de cegueira, surdez, lepra e escoliose, de tempestades que foram reprimidas, de peixes e pães que foram multiplicados, de filhos e filhas ressurretos dos mortos. Essas coisas não têm paralelo.”.

E seguiu: “Em terceiro lugar, o que mais distingue Jesus é a forma como realizou milagres pela sua autoridade. É ele quem diz, em Mateus 12:28: “Na verdade é pelo poder de Deus que eu expulso demônios, e isso prova que o Reino de Deus já chegou até vocês”, referindo-se a si mesmo. E mais, em Lucas 4:18: “Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos”. Ele dá a Deus o crédito pelo que faz, mas nunca pede a Deus Pai que faça o que quer que seja: ele age pelo poder de Deus Pai. É algo sem paralelo.”. 

E ainda: “Isso só reforça a maneira diferente como Jesus falava sobre si mesmo, conforme Mateus 28:18: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra”; João 5:23: “... a fim de que todos respeitem o Filho, assim como respeitam o Pai”; Mateus 24:35: “Os céus e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre”. Em nenhum lugar você encontra rabinos com esse tipo de discurso.”. Após ouvir isso, Lee disse: “Mas aonde o senhor quer chegar?”. E Boyd respondeu: “Qualquer paralelo com rabinos e demais fazedores de milagres é um exagero muito grande.”.

Capítulo 34: As contradições citadas pelos céticos

Existem pessoas céticas em relação ao conteúdo da Bíblia Sagrada. Alguns estudiosos buscam questões aparentemente contraditórias entre seus livros e se dedicam a escrever sobre o assunto, tentando colocar em dúvida o conteúdo bíblico. Lee Strobel, escritor do livro “Em Defesa de Cristo” foi uma dessas pessoas, quando era ateu.
Por este motivo, ele visitava estudiosos defensores da Bíblia e os questionava muito. Como exemplo, em um dos questionamentos de Lee para Craig Blomberg, o autor comparou os textos de Mateus 8:5-6: “Quando Jesus entrou na cidade de Cafarnaum, um oficial romano foi encontrar-se com ele e pediu que curasse o seu empregado. Ele disse: Senhor, o meu empregado está na minha casa, tão doente, que não pode nem se mexer na cama. Ele está sofrendo demais.”; com o texto de Lucas 7:1-3: “Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum. Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto. Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado.”.
O que Lee destacou como contradição, foi que no livro de Mateus o oficial romano foi ao encontro de Jesus, enquanto que o livro de Lucas relata que o centurião mandou que os anciãos fossem até Jesus. Blomberg lhe respondeu: “Pense da seguinte forma: no mundo atual, ouvimos noticiário que o presidente declarou hoje..., quando na verdade o discurso foi redigido por alguém encarregado de escrevê-lo e lido pelo secretário de imprensa e, com um pouco de sorte, talvez o presidente tivesse a oportunidade de vê-lo em um certo momento entre a primeira e a segunda etapa. Nem por isso podemos dizer que a reportagem estava errada. Da mesma forma, no mundo antigo, era perfeitamente compreensível e aceitável que se atribuíssem às pessoas ações que, na verdade, foram praticadas por seus subordinados ou emissários, no presente caso, pelos anciãos do povo judeu.”. Desta forma, Blomberg afirmou que tanto Mateus quanto Lucas têm razão.
Em outro questionamento de Lee, ele perguntou se o fato de os autores dos evangelhos bíblicos amarem Jesus, não poderia tê-los levado a fazer certas modificações nos textos para que Jesus parecesse bom. Blomberg lhe respondeu: “Admitamos que a situação possibilite isso. Mas também as pessoas são capazes de honrar e respeitar alguém a tal ponto que se sintam impelidas a registrar sua vida com a maior integridade possível. Essa seria a forma de demonstrar seu amor por tal pessoa. E é o que eu acho que aconteceu aqui. Além disso, esses discípulos nada tinham a ganhar, exceto críticas, o ostracismo e o martírio. Com certeza nada lucraram financeiramente. Na verdade, foram pressionados a ficar quietos, a negar a Jesus, a diminuí-lo, e até mesmo a esquecer que um dia o conheceram. No entanto, por causa de sua integridade, proclamaram o que viram, ainda que com isso tivessem de sofrer e morrer.”.

Capítulo 33: A harmonia dos evangelhos

Os evangelhos são os quatro livros bíblicos que contam a história de Jesus Cristo, cada um descrevendo-a de uma perspectiva um pouco diferente. Evangelho significa “boa notícia”. Neste sentido, o propósito dos evangelhos é contar a boa notícia sobre Jesus, o Filho de Deus. Durante seu tempo na terra, Jesus não escreveu nada sobre a sua vida nem sobre os seus ensinamentos. Mas após a sua ressureição, seus discípulos começaram a registrar por escrito o que tinham visto e ouvido. Foi assim que surgiram os quatro evangelhos.

As pessoas céticas costumam levantar questionamentos em relação aos evangelhos, ressaltando as discrepâncias entre os vários relatos citados nos mesmos. O objetivo disso, claro, é tentar convencer algumas outras pessoas a não acreditarem totalmente no que está escrito nos evangelhos bíblicos. Craig L. Blomberg, entrevistado de Lee Strobel no livro “Em Defesa de Cristo”, esclarece várias questões sobre este assunto.
Conforme o livro, Blomberg respondeu sobre os evangelhos: “Temos de nos lembrar que estamos em terra estrangeira, num tempo e lugar remotos, em uma cultura que não havia inventado ainda o computador e nem mesmo a máquina impressora. Os livros, ou melhor, os pergaminhos de papiro, eram relativamente raros. Portanto, a educação, o aprendizado, a adoração e o ensino nas comunidades religiosas eram ministrados oralmente. Alguns rabinos ficaram famosos porque sabiam de cor todo o Antigo Testamento. Logo, os discípulos seriam perfeitamente capazes de guardar na memória, e passar adiante com precisão, muito mais do que aparece nos quatro evangelhos somados.”.
Blomberg continuou: “Sim, é difícil para nós hoje conseguirmos imaginar como isso podia ser possível, mas aquela cultura era oral e enfatizava muito a memorização. Lembre-se de que 80 a 90% das palavras de Jesus estavam originariamente em forma poética, havia métrica, com versos harmônicos, paralelismos, e assim por diante, o que teria facilitado muito a memorização.”.

Quando questionado sobre o fato de em alguns momentos os evangelhos parecerem se contradizer, Blomberg respondeu: “Se os evangelhos fossem 100% harmoniosos, isso os impossibilitaria de ser testemunhos independentes. As pessoas diriam então só haver um testemunho, os demais seriam só imitação.”. Conforme o livro, Simon Greenleaf, da faculdade de Direito de Harvard, disse: “Existe um volume significativo de discrepância, o que aponta para o fato de os autores não poderem ter estabelecido nenhum tipo de acordo entre si; por outro lado, há também uma harmonia de tal magnitude que demonstra sua condição de narradores independentes de uma transação de grande importância.”. 

Lee também lembrou e citou Hans Stier, estudioso alemão da escola histográfica clássica, que disse: “A harmonia dos dados básicos e a divergência de detalhes são sinais de credibilidade, uma vez que as narrativas fabricadas costumam ser integralmente consistentes e harmônicas. Todo historiador torna-se muito cético no momento em que algo extraordinário só aparece relatado em narrativas completamente isentas de contradições.”. Neste sentido, quanto mais se pesquisa, mais se percebe que o Evangelho e a Bíblia são verdadeiros.

Capítulo 33: A harmonia dos evangelhos

Os evangelhos são os quatro livros bíblicos que contam a história de Jesus Cristo, cada um descrevendo-a de uma perspectiva um pouco diferente. Evangelho significa “boa notícia”. Neste sentido, o propósito dos evangelhos é contar a boa notícia sobre Jesus, o Filho de Deus. Durante seu tempo na terra, Jesus não escreveu nada sobre a sua vida nem sobre os seus ensinamentos. Mas após a sua ressureição, seus discípulos começaram a registrar por escrito o que tinham visto e ouvido. Foi assim que surgiram os quatro evangelhos.

As pessoas céticas costumam levantar questionamentos em relação aos evangelhos, ressaltando as discrepâncias entre os vários relatos citados nos mesmos. O objetivo disso, claro, é tentar convencer algumas outras pessoas a não acreditarem totalmente no que está escrito nos evangelhos bíblicos. Craig L. Blomberg, entrevistado de Lee Strobel no livro “Em Defesa de Cristo”, esclarece várias questões sobre este assunto.
Conforme o livro, Blomberg respondeu sobre os evangelhos: “Temos de nos lembrar que estamos em terra estrangeira, num tempo e lugar remotos, em uma cultura que não havia inventado ainda o computador e nem mesmo a máquina impressora. Os livros, ou melhor, os pergaminhos de papiro, eram relativamente raros. Portanto, a educação, o aprendizado, a adoração e o ensino nas comunidades religiosas eram ministrados oralmente. Alguns rabinos ficaram famosos porque sabiam de cor todo o Antigo Testamento. Logo, os discípulos seriam perfeitamente capazes de guardar na memória, e passar adiante com precisão, muito mais do que aparece nos quatro evangelhos somados.”.
Blomberg continuou: “Sim, é difícil para nós hoje conseguirmos imaginar como isso podia ser possível, mas aquela cultura era oral e enfatizava muito a memorização. Lembre-se de que 80 a 90% das palavras de Jesus estavam originariamente em forma poética, havia métrica, com versos harmônicos, paralelismos, e assim por diante, o que teria facilitado muito a memorização.”.

Quando questionado sobre o fato de em alguns momentos os evangelhos parecerem se contradizer, Blomberg respondeu: “Se os evangelhos fossem 100% harmoniosos, isso os impossibilitaria de ser testemunhos independentes. As pessoas diriam então só haver um testemunho, os demais seriam só imitação.”. Conforme o livro, Simon Greenleaf, da faculdade de Direito de Harvard, disse: “Existe um volume significativo de discrepância, o que aponta para o fato de os autores não poderem ter estabelecido nenhum tipo de acordo entre si; por outro lado, há também uma harmonia de tal magnitude que demonstra sua condição de narradores independentes de uma transação de grande importância.”. 

Lee também lembrou e citou Hans Stier, estudioso alemão da escola histográfica clássica, que disse: “A harmonia dos dados básicos e a divergência de detalhes são sinais de credibilidade, uma vez que as narrativas fabricadas costumam ser integralmente consistentes e harmônicas. Todo historiador torna-se muito cético no momento em que algo extraordinário só aparece relatado em narrativas completamente isentas de contradições.”. Neste sentido, quanto mais se pesquisa, mais se percebe que o Evangelho e a Bíblia são verdadeiros.

Capítulo 33: A harmonia dos evangelhos

Os evangelhos são os quatro livros bíblicos que contam a história de Jesus Cristo, cada um descrevendo-a de uma perspectiva um pouco diferente. Evangelho significa “boa notícia”. Neste sentido, o propósito dos evangelhos é contar a boa notícia sobre Jesus, o Filho de Deus. Durante seu tempo na terra, Jesus não escreveu nada sobre a sua vida nem sobre os seus ensinamentos. Mas após a sua ressureição, seus discípulos começaram a registrar por escrito o que tinham visto e ouvido. Foi assim que surgiram os quatro evangelhos.

As pessoas céticas costumam levantar questionamentos em relação aos evangelhos, ressaltando as discrepâncias entre os vários relatos citados nos mesmos. O objetivo disso, claro, é tentar convencer algumas outras pessoas a não acreditarem totalmente no que está escrito nos evangelhos bíblicos. Craig L. Blomberg, entrevistado de Lee Strobel no livro “Em Defesa de Cristo”, esclarece várias questões sobre este assunto.
Conforme o livro, Blomberg respondeu sobre os evangelhos: “Temos de nos lembrar que estamos em terra estrangeira, num tempo e lugar remotos, em uma cultura que não havia inventado ainda o computador e nem mesmo a máquina impressora. Os livros, ou melhor, os pergaminhos de papiro, eram relativamente raros. Portanto, a educação, o aprendizado, a adoração e o ensino nas comunidades religiosas eram ministrados oralmente. Alguns rabinos ficaram famosos porque sabiam de cor todo o Antigo Testamento. Logo, os discípulos seriam perfeitamente capazes de guardar na memória, e passar adiante com precisão, muito mais do que aparece nos quatro evangelhos somados.”.
Blomberg continuou: “Sim, é difícil para nós hoje conseguirmos imaginar como isso podia ser possível, mas aquela cultura era oral e enfatizava muito a memorização. Lembre-se de que 80 a 90% das palavras de Jesus estavam originariamente em forma poética, havia métrica, com versos harmônicos, paralelismos, e assim por diante, o que teria facilitado muito a memorização.”.

Quando questionado sobre o fato de em alguns momentos os evangelhos parecerem se contradizer, Blomberg respondeu: “Se os evangelhos fossem 100% harmoniosos, isso os impossibilitaria de ser testemunhos independentes. As pessoas diriam então só haver um testemunho, os demais seriam só imitação.”. Conforme o livro, Simon Greenleaf, da faculdade de Direito de Harvard, disse: “Existe um volume significativo de discrepância, o que aponta para o fato de os autores não poderem ter estabelecido nenhum tipo de acordo entre si; por outro lado, há também uma harmonia de tal magnitude que demonstra sua condição de narradores independentes de uma transação de grande importância.”. 

Lee também lembrou e citou Hans Stier, estudioso alemão da escola histográfica clássica, que disse: “A harmonia dos dados básicos e a divergência de detalhes são sinais de credibilidade, uma vez que as narrativas fabricadas costumam ser integralmente consistentes e harmônicas. Todo historiador torna-se muito cético no momento em que algo extraordinário só aparece relatado em narrativas completamente isentas de contradições.”. Neste sentido, quanto mais se pesquisa, mais se percebe que o Evangelho e a Bíblia são verdadeiros.

Você e a Bíblia - Capítulo 32: A ressurreição

No livro “Em Defesa de Cristo”, na entrevista que o autor Lee Strobel, que era cético e não acreditava em Deus, realizou com Craig L. Blomberg, Lee questionou em que época ocorreram os primeiros e mais importantes testemunhos sobre a ressureição de Jesus Cristo e sua relação única com Deus. Conforme o livro, Blomberg lhe respondeu: “É bom lembrar que os livros do Novo Testamento não estão em ordem cronológica. Os evangelhos foram escritos praticamente depois das cartas de Paulo, cujo ministério epistolar começou por volta do fim da década de 40 d.C. A maior parte de suas cartas mais importantes é da década de 50 d.C. 

Blomberg continuou: “Descobrimos que Paulo havia recebido algumas crenças. As crenças mais famosas são as de Filipenses 2.6-11, que fala de Jesus como tendo a mesma natureza de Deus, e Colossenses 1.15-20, onde Jesus é descrito como a ‘imagem do Deus invisível’, que criou todas as coisas e por meio de quem todas as coisas foram reconciliadas com Deus, ‘estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz’.”.

Continuando, Blomberg lhe disse: “Talvez a crença mais importante no que se refere ao Jesus histórico seja a de 1Coríntios 15, onde Paulo usa uma linguagem técnica para indicar que estava transmitindo os fatos oralmente de uma forma relativamente fixa: ‘Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos.’”.

E, continuando: “Essa é a questão. Se a crucificação ocorreu em 30 d.C, a conversão de Paulo se deu aproximadamente em 32 d.C. Ele foi então levado imediatamente para Damasco, onde se encontrou com um cristão chamado Ananias e alguns outros discípulos. Seu primeiro encontro com os apóstolos em Jerusalém teria ocorrido em 35 d.C. Em algum momento desse período, Paulo recebeu essa crença.”.

E destacou: “Temos aqui, portanto, os principais fatos sobre a morte de Jesus pelos nossos pecados, além de uma lista detalhada daqueles para quem ele apareceu ressuscitado. E tudo isso se dá no intervalo de dois a cinco anos depois dos eventos propriamente ditos! Pode-se perfeitamente argumentar a favor da crença na ressurreição, muito embora não haja nenhum registro escrito, que ela remonta aos dois anos posteriores ao evento.”.

Após ouvir isso do seu entrevistado, Lee se rende e descreve: “Não havia como negar a importância dessa prova. Ela parecia, sem dúvida, invalidar a acusação de que a ressurreição, que para os cristãos era a maior prova da divindade de Jesus, fora meramente um conceito mitológico formulado ao longo do tempo, à medida que as lendas corrompiam os relatos das testemunhas oculares da vida de Cristo. Fiquei particularmente impressionado: como cético que era, a ressurreição era uma das minhas principais objeções ao cristianismo.”.