ESPECIAL: 44 ANOS DE “O FARROUPILHA” – Onde as histórias se encontram

Nas páginas do jornal “O Farroupilha” brilham pessoas que marcam a trajetória dos 44 anos

Claudia Iembo
claudia@ofarroupilha.com.br

Setembro é mês de festa para o Jornal O Farroupilha: comemoramos 44 anos de história, registrando nas páginas impressas – e, mais recentemente, também no jornal virtual e nas redes sociais – os acontecimentos que marcaram nossa cidade e a vida de tantas pessoas. Ao longo dos anos, o número de assinantes cresceu, trazendo novas perspectivas à produção de conteúdos e tornando viável o resiliente trabalho a que se propõe um veículo impresso de comunicação.

Jornal é sempre um meio duradouro para divulgar marcas e pessoas, afinal, os stories se vão, o jornal fica!
Neste aniversário, abrimos espaço para pessoas que têm suas histórias entrelaçadas, de alguma forma, ao jornal O Farroupilha. Elas nos dão a honra de conhecê-las um pouco mais e contribuem para que tenhamos a certeza de que a missão abraçada desde 1981 é a que nos faz reverenciar o passado e a que nos leva aos próximos 44 anos.

Lurdes
Marodim
Ferreira

O começo de tudo

Dona Lurdes foi esposa do primeiro proprietário do Jornal O Farroupilha, Roque Planalto Ferreira. Naquele tempo o casal já tinha três filhos: Diógenes, Maria Cristina e Karine. A família toda estava envolvida no jornal. “Era tudo muito simples. Tínhamos uma máquina de escrever e uma moça com uma habilidade grande para datilografar tudo o que ia para as páginas do jornal e foi assim que iniciamos”, relembra Lurdes, que também fez jornais em outras cidades do estado.

Ela conta que o casal era acostumado a trabalhar com comunicação e o marido, naqueles tempos, era perfeito em identificar cidades que não tinham jornal e assim, tornava-se pioneiro na atividade. “Eu ajudei bastante e no Farroupilha, eu datilografava, fazia a parte social, meus filhos trabalhavam também, menos a Karine que era pequenininha”, relembra, voltando ao início da história do veículo.

“Depois conhecemos o Jorge, que comprou o veículo, em agosto de 1984. Começou pequeno, mas cresceu muito com o apoio da comunidade até se tornar um grande jornal para todos”, diz, mencionando o atual diretor, Jorge Bruxel. O fundador do jornal O Farroupilha faleceu em 11 de setembro de 2009 e, atualmente, Lurdes mora no Paraná.

Lurdes com os filhos Diógenes (empresário), Maria Cristina (Psicóloga) e Karine (Estilista de Moda e Lashes Extensios clássico) – Fotos: Arquivo pessoal

Roque Planalto Ferreira, na inauguração do jornal O Farroupilha, em 1981

Maria Luci
Flach

A dona da casa
ligada à história do jornal

Maria Luci Flach nasceu na pequena casa de saúde de Margarida Trumper Nauer, em Nova Milano. Foi por lá que cresceu “correndo pela praça, brincando nas ruas sem calçamento e subindo em árvores com a gurizada”, como ela mesma conta. Mais tarde, Luci, como gosta de ser chamada, ganhou uma bolsa de estudos e foi para Nova Bréscia, onde ficou dos 14 aos 18 anos. Formou-se professora, deu aulas de Língua Portuguesa e foi por diversas vezes diretora de escolas. “Encerrei minha carreira justamente na escola Santa Cruz, de Nova Milano”, diz a mãe de Lucíola e Ruy.

Assinante do O Farroupilha há muitos anos – “nem me lembro quantos” – Luci mora na casa que foi do casal fundador do jornal, localizada à Rua Cristóvão Faria de Lima. O veículo de comunicação estava neste endereço quando passou para as mãos do atual diretor. “Esta casa tem a história ligada ao jornal e para mim, que amo ler, isso é uma honra”, diz ela puxando um exemplar que tinha ao alcance das mãos.
Ela é a típica leitora que deixa o impresso por perto e durante a semana vai folheando, sempre de trás para frente.

  • Muito sorridente e brincalhona, Luci sabe bem onde encontrar informação de qualidade. “Especialmente porque o jornal traz muito sobre os colégios”, acrescenta com o eterno apreço de quem já esteve à frente de uma sala de aula.

Luci, a vida em meio às letras alimenta o gosto pela leitura