Pequena não estará mais nos enterros

Um dia abandonaram ela no cemitério. Então adotei ela ou ela me adotou Com esta lembrança Luiz Antonio Muller, responsável

Um dia abandonaram ela no cemitério. Então adotei ela ou ela me adotou Com esta lembrança Luiz Antonio Muller, responsável pela construção de túmulos, lápides e outros serviços do cemitério, fala da cachorra Pequena, que segundo ele, era moradora do local há mais de 15 anos, sendo que nos últimos sete anos, passou a ter o costume de participar de todos os sepultamentos. Ela era parceira, muito amiga e praticamente todos na cidade conheciam ela. Muita gente se emocionava, pois ela ficava perto do caixão, na hora final, perto do túmulo. Muitas das pessoas que eram sepultadas, também gostavam muito de cães, então os familiares se emocionavam com a presença da cachorra ali perto do caixão revela Muller. Ele comenta também outros detalhes da presença do animal. Ela era uma cachorra muito dócil e amiga de todos que frequentavam o cemitério. Muitas pessoas tem o costume de ir ao cemitério com frequência, então ela acompanhava até a capela que a pessoa ia visitar.

Amizade
Luiz Antonio Muller conta que sentiu muito a perda do animal. Meus amigos me perdoem, mas eu perdi meu melhor amigo, o mais sincero, o mais fiel, o mais tudo, chorei muito com a perda da Pequena. Enterrei ela no cemitério enrolada num casaco meu, para ela ficar para sempre com o meu cheiro. Todas as manhãs ela me esperava no portão do cemitério, e quando via o meu carro, ela começava a sacudir o rabo de alegria. Ela era uma cachorra extremamente inteligente, conversava muito com ela, era minha companhia diária, pois nos últimos anos pouca gente ainda vai ao cemitério
Muller lembra que Pequena o acompanhava quando ia a pé até o Correio e durante o dia ela gostava de ficar dormindo dentro do seu carro. As pessoas que viam, achavam graça dela deitada dormindo ali dentro do carro.

Despedida
Quando Pequena ficou doente, reflexo da idade avançada, os cuidados de Luis Antonio Muller aumentaram. Ela teve acompanhamento com a veterinária Scheila. Nos últimos dias chegava a tomar 8 comprimidos. Ela morreu dentro do meu carro, depois que fui buscá-la na veterinária. Parecia que ela queria me ver mais uma vez e se despedir.