Quatro décadas de cuidados especiais
A Apae comemorou seu aniversário de fundação no município, na última sexta-feira, dia 26, às 19h, no auditório do Sindilojas

Na última sexta-feira, dia 26, aconteceu no auditório do Sindilojas, evento em comemoração aos 40 anos de fundação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Na oportunidade foi lançada a cartilha – Viva Melhor: Aprenda a Prevenir – construída pela equipe técnica da Escola de Educação Especial Sol Nascente.
O objetivo da cartilha é oferecer informações sobre deficiência e prevenção, estabelecendo um comparativo com o desenvolvimento normal da criança para que as famílias possam o quanto antes identificar e assim prevenir as anormalidades. O intuito do evento foi marcar a história da entidade que mantém muitos envolvidos em cuidar de pessoas especiais, sem fins lucrativos.
Muitas vezes quando pensamos em Apae, associamos à Sindrome de Down. Porém a maioria dos problemas de saúde das pessoas ligadas à instituição é pelo fato das mães não terem realizado corretamente o acompanhamento Pré Natal, que, aliás, é oferecido gratuitamente pelo sistema único de saúde (SUS).
Alguns funcionários, presidentes, ex-presidentes, diretoras e ex-diretoras da Escola e da Apae, foram homenageados durante o evento. Vinte pessoas receberam o troféu. Após, os convidados foram recepcionados a um coquetel.
José Troitiño, é presidente da Apae há quatro anos
“Eles são preciosos”. É assim que se refere o terapeuta holístico, José Troitiño, aos alunos da Apae. Ele é presidente da entidade pela segunda gestão, há quatro anos. “Fui indicado e para mim é uma grande honra estar servindo a comunidade. O valor maior é da equipe toda, pois não é qualquer pessoa que consegue trabalhar com seres humanos especiais”, comenta Troitiño.
Margarete da Silva Andreazza é diretora da Escola de Educação Especial Sol Nascente
A Escola de Educação Especial Sol Nascente é mantida pela Apae, há 12 anos. Ela conta que apesar de achar que precisam melhorar o trabalho, estão tentando qualificar o quadro de profissionais ligados a Escola. Comenta ainda que o trabalho da Apae é apoiar a inclusão destes jovens na sociedade e não servir como um local de permanência para eles.
“Não há retrocesso no processo de novas conquistas pela inclusão social. É preciso que sejamos respeitados pelas nossas fragilidades. Trabalhar pela Apae, é ter um amor muito grande pela causa”, argumenta Margarete.
A Apae
Fundada em 25 de janeiro de 1971, é uma sociedade civil, de direito privado, com sede e foro na Rua Luiz Busetti, 66, bairro São Luiz. Iniciou suas atividades em 1971, em prédio cedido pela comunidade, passando a funcionar nas instalações atuais, em junho de 1977, em prédio construído pela Prefeitura Municipal.
Tem como missão promover e articular ações de defesa, de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio à família, privilegiando a melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e a construção de uma sociedade justa e solidária.
Legenda da foto:
Em cima, da esquerda para a direita: Elaine Giuliatto, Franciele Chiele, Gustavo Vanni, Vilmar Cristófoli,
Jorge Butelli, Margarete Andreazza, José Troitiño, Viviane Rosa, Véra Ziero e Rosane Koncenty.
Embaixo, da esquerda para a direita: Ana Dias, Arliane Pontalti, Fátima Galafassi, Tamar Scarton, Dulce Scarton, Magda Crestani, Marli Salvador, Luci Dal Magro, Márcia Zatti, Natalícia Paesi e Simone Poloni.
