O Farroupilha
LUIZ CARLOS RUSCHEL GOMES
Pandemia: ontem e hoje

Faz 102 anos. Tempos desafortunados. Guerra em 1918 e o início da propagação de uma gripe mortal que ganhou o nome de espanhola. Os terráqueos viviam em plena angústia, amedrontados, com duas periclitantes situações: luta armada entre nações e uma doença infectocontagiosa. A guerra começou ao início daquele ano e a peste logo depois. O conflito na Europa ceifou 17 milhões de guerreiros e a pandemia gripal, mais de 50 milhões de vítimas civis. A vasta e mortal enfermidade começou nos Estados Unidos, mais exatamente no estado do Kansas, num campo de treinamento de soldados, que se preparavam para ir à Europa lutar na 1ª Guerra Mundial, quando surgiram os primeiros sintomas da gripe espanhola. Aliás, nada a ver com a Espanha.

Recebeu esse nome pela razão da Espanha não participar da guerra e por isso informar verdadeiramente o que ocorria com a hedionda guerra e a repulsiva gripe. Outros países boicotavam as reais notícias para não causar pânico na população. No início, lá no campo de treinamento americano, a gripe começou pouca intensa. Tempos depois a peste atingiu a Europa de modo impactante, inapelavelmente letal, matando soldados entrincheirados. Mais adiante, pelo contágio iminente, a pandemia atingiu a população civil em quase todos os continentes. O surto foi devastador, a virulência assoladora. A guerra, com soldados dentro de trincheiras, agrupados, sujeitos a intempéries, frio, todo o tipo de fenômeno natural, facilitava a disseminação da moléstia. Em hospitais uma pior situação: doentes aglomerados, debilitados e desnutridos, a pestilência matando. Naquele ano, como sempre acontecia, navios europeus atracavam em portos brasileiros. Um deles, um inglês, trouxe uma passageira fatídica e amaldiçoada, um tipo da gripe influenza. Do porto onde atracou, a moléstia contagiosa espraiou-se pelo país inteiro, colocando em óbito 35 mil brasileiros. Chegou a afetar a política. O presidente eleito Rodrigues Alves faleceu antes de assumir seu segundo mandato. O vice Delfim Moreira tornou-se presidente, desfecho político natural. As pandemias envolvem discussões, controvérsias na busca de lideranças, do poder político e daí advém erros desastrosos. Em São Paulo, o governo acreditou tratar-se de um resfriadinho. Geograficamente a Europa ficava muito longe e dificilmente, mesmo que fosse uma forte gripe, jamais abalaria os paulistas. Porém, mesmo assim se caso aportasse, o governo estava plenamente capacitado para enfrentar a “espanhola”. Ledo engano. Não estava. A espanhola chegou em setembro de 1918 e foi aquele desastre. Para o combate à moléstia o governo, pelo Serviço Sanitário, propagandeou uma série de cuidados para a população se prevenir. Além disso o poder político teve o direito a excepcionais verbas para dizimar a gripe. Não adiantou. Ao final do ano de 1918, quase 6.000 paulistas tinham morrido. São Paulo foi o exemplo do que aconteceu no plano nacional de histórica lentidão e incompetência, institucionalização errônea dos governos, a inépcia dos serviços de saúde. 

Ano de 1918, ano de 2020, gripe espanhola, covid 19, parece que as coisas se repetem, existe uma analogia nas tomadas de decisões, incertezas no governo federal, a segurança plena em tomar atitudes dos governos estaduais. É bem assim.

E daí?

É interessante, ao menos curioso, a representação numérica para os cuidados de proteção contra a moléstia covid 19.

O isolamento de 14 dias, se diz suficiente para garantir que aquele que foi infectado, não contamine pessoas próximas. Desperta atenção, provoca a vontade de saber, a referência ao período de isolamento, 14 dias, correspondendo a denominação de quarentena, derivada do número 40. Números 14 e 40, no período de isolamento ou de quarentena estão envolvidos. Pergunta: eles tem ou não algo em comum? Pela simbolização e numerologia:

Número 14 por sua simbologia compreende harmonia e equilíbrio, também justiça, independência e unidade. Representa determinação, otimismo. O número 14 compreende o período entre a lua crescente e minguante ou entre a lua cheia e a nova. Tem o aspecto trágico: Osíris, divindade venerada no antigo Egito, foi esquartejado pelo seu irmão Seth, o deus do caos, em 14 pedaços. O número 14 é muito utilizado por grupos extremistas. Nas tatuagens a expressão neonazista de 14 palavras: “Nós devemos assegurar a existência do nosso povo e o futuro das crianças brancas”.

Quarentena relaciona-se ao número 40, que tem significado secreto e muito simbolismo. Esse número é também poderoso, representando mudanças e transformações, desafios e decisões, situações enigmáticas, mas oferece tempo e paciência, necessários para que todas as coisas se desenvolvam ou resolvam. O número 40, há milhares de anos, foi utilizado para indicar um tempo de expectativa ou tempo de Deus. Portanto, podemos afirmar que a maioria dos relatos, se não todos, não duraram exatamente 40 dias, noites ou anos.

O número 40 tem forte simbolismo bíblico.

- Aos 40 anos Moises feriu um homem egípcio e teve que fugir. Mais tarde, 40 anos depois, foi conduzido a libertar seu povo da escravidão egípcia. Recolheu-se ao Monte Sinai por 40 dias e 40 noites. Peregrinou com o povo israelita pelo deserto por 40 anos. Levou 40 anos para escrever os 10 mandamentos.

- Elias, o profeta esteve por 40 dias na montanha.

- Jesus, antes de iniciar seu ministério, jejuou por 40 dias e 40 noites. Após sua ressurreição ele ficou 40 dias com seus discípulos.

- A Arca de Noé tinha 40 metros de altura

- Deus fez chover 40 dias e 40 noites, tempo   que durou o dilúvio.

O povo de Israel passou 40 anos em êxodo pelo deserto rumo Terra Prometida.

E daí? A quarentena é uma medida de saúde pública utilizada para impedir a disseminação de doenças com grande contágio. Quando as pessoas saudáveis, submetidas a uma quarentena, tiverem contato com doentes ou estiverem em regiões de surto epidêmico, tem sua liberdade restrita, para evitar assim o contágio e a disseminação da doença.  

Na verdade quarentena são 14 dias de isolamento. Daí ...

Folhas de Outono

O grande sucesso musical da década dos anos 50, foi Autumn Leaves (Folhas de Outono) cantada por Nat King Cole. Dezenas de outras gravações ocorreram desde aquele tempo, destacando-se Frank Sinatra e recentemente Bob Dylan. Autumn Leaves, trata-se de uma composição musical talentosa, de inspiração romântica e sentimental. A poesia é de amorosa sensibilidade.  Na tradução, o primeiro verso:

“As folhas que caem no chão em direção a minha janela/As folhas de outono de vermelho e ouro”.

Folhas de outono, secas ou mortas. Outono estação espremida na transição entre o calorento verão e o friolento inverno, duas estações contrapostas evidentemente. O agora outono austral, iniciado em março, modifica o mundo natural, fenômeno físico que se caracteriza com a diminuição da luz solar. O escurecer da noite chega cedo, diminuindo o espaço da tarde e consequentemente o dia. O crepúsculo vespertino, tempo macambuzio, oportuniza para refletir, meditar, analisar, as circunstâncias entre tantas, comportamentos, fatos e conceitos. Outono, a estação que causa melancolia, observando-se as folhas dos arvoredos, que já foram verdes, cheias de vida, agora tristonhamente empalecidas, amareladas, folhas secas. O tempo de outono determina que elas abandonem os galhos das árvores. São folhas de outono, impelidas inexoravelmente a cair. Tentam evitar esse malogrado destino para não serem estupidamente pisoteadas e inclementemente varridas, causando o pungente som da folhas secas pisadas. Assim esvoaçam demoradamente ao sabor do vento frio, na tentativa de não chegar ao indefectível destino. Folhas ao léu, que deveriam proteger árvores as deixam indefesas, desnudas, pelo castigo da intempérie. Folhas no chão. Nenhum empecilho ocorreu para aquilo que estava fadado. Mesmo assim, são predestinadas a promover outra beleza natural. No chão, espalhadas colorem com diversos matizes, do amarelo ao vermelho, tons indefinidos de beleza. Parecem ainda cheias de vida.  Passantes comuns não observam aquele encanto disperso. Já as pessoas, amantes da natureza, caminhando em parques, ficam deslumbradas, têm a simples, cativante e agradável sensação de ouvir aquele som, quase silencioso, do vento movendo as folhas secas. O vento pode levá-las a lugares incertos e desconhecidos. Atiradas no chão uma varredura acontece para deixar o local limpo. Varridas, algumas ainda têm utilidade, tornando-se lixo orgânico. Outras não têm serventia alguma por ignorância das pessoas, são atiradas em lugar fétido num lixão, misturando-se com toda espécie de excrementos. Folhas que viram lixão atiradas em covas simples, preparadas para as folhas mortas, ou cadáveres, sem qualquer respeito, piedade, consolação, ali enterrados como se fossem indigentes. 
O texto pode ser interpretado como metáfora, pode ser interpretado como mera coincidência.
Enfim, folhas de outono, folhas secas, folhas mortas.

Fisiologismo: ontem e hoje

Fisiologismo é uma das práticas mais nocivas e vergonhosas, coordenadas no mundo político. Trata-se da condenável prática, de políticos e partidos políticos, desprezando dogmas ideológicos ou conteúdos programáticos, pelo troca-troca, sempre colaborando com o governo vigente em busca de benesses.
É um tipo de relação de poder político, em que ações e decisões, são tomadas em troca de favores, tratando-se do famigerado “toma lá dá cá”.

Condutas e práticas de determinados representantes políticos, visam à satisfação de interesses ou vantagens pessoais ou partidárias, em detrimento do bem comum. 

 Há 30 anos, numa crônica, nesse espaço, sobre o mesmo assunto, o texto era assim descrito: “Os representantes do povo no Congresso Nacional representam mais interesses particulares, deliberando e votando pelo fisiologismo, não obedecendo determinações da cúpula partidária - ou quem sabe, de acordo - não são programáticos doutrinariamente e de poucas convicções. 

Esse desditoso espelho do político é comprovado por fatos. Há anos a famosa frente partidária denominada “Centrão”, uma formação heterogênea com congressistas situacionistas e oposicionistas todos na base do fisiologismo, deram apoio ao governo de José Sarney (PMDB) em troca de favores, como distribuição de canais de rádios FM, estradas asfaltadas e outros obséquios. Ainda no texto citado, registra-se: semana passada, um fato parecido a tantos quantos outros repetiu-se no Congresso Nacional, por ocasião da votação de uma medida provisória. O maior partido da situação governista o PMDB, apresentou a emenda 168, que tratava do saque máximo de CR$ 600.000,00 junto à poupança. Surpreendentemente, estranho resultado:  a medida foi aprovada tranquilamente, inclusive pela maioria oposicionista. Não se  sabe se por ignorância, falta de informação, mas provavelmente por puro fisiologismo. É dando que se recebe. Para oferecer, entregar alguma coisa, no ambiente político sempre é solicitada uma vantagem, nada mais que aquele tipo promíscuo de relações, de negociatas indecentes, pela falta de lideranças probas.

Assim acontece no passar do tempo: velhas Repúblicas sucedidas por novas Repúblicas continuadamente até a nova República de Jair Bolsonaro, que parece fará acordo com o famigerado “Centrão”.

 Ocorreu no passado, certamente acontece no presente e continuará no futuro. Esse fenômeno político é atinente aos parlamentos corroídos pela corrupção. Ótimo seria que atos e atitudes políticas fossem positivamente republicanas e assim teríamos a ética, a moralidade, a transparência, a preocupação autêntica com os anseios e vontades do povo. Decididamente assim não acontece e certamente levará muitas repúblicas, demorará um longo prazo para acontecer.
O fisiologismo tem etimologia que designa curiosamente, o sujeito que vira a casaca, coincidentemente como os candidatos que mudam discurso.  

Antes de tudo fisiologismo político pegou carona na biologia. Depois passou a designar a prática de políticos unicamente, sempre aqueles que deixam o interesse público e partem para a busca de interesses pessoais.

Fisiologismo de ontem e hoje, mistura-se o político com o biológico: a matéria sólida evacuada pelo ser humano,   pode ser diferente, mas as moscas são sempre as mesmas.

Pelo “amor de Deus”

Multidão defronte ao prédio da Receita Federal. Entregar o Imposto de Renda, decididamente não, gente que mal tem dinheiro para comer. Ah...o quê? CPF! 

Um senhor mais esclarecido explica: “CPF é o documento que precisa ser regularizado para retirar o dinheiro na Caixa”. Toda aquela gente está em espaço exíguo, espremida, apertada, em busca da sobrevivência. Observa-se que não há fila, desorganizadas as pessoas estão aglomeradas. Não há como obedecer a distância de 1 metro, entre um indivíduo e outro, conforme recomendação das autoridades sanitárias, em função do coronavírus. Um fulano, responsável pelo setor pede encarecidamente que todos obedeçam a distância regulamentar. Não há reação em acolhimento ao pedido. Em meio da confusão, acontecem situações fisiológicas: gente que tosse, outros suam, aqueloutros parecem febris. E a máscara protetora? Ninguém a possui. Uma voz fraca, um resmungo balbuciante, se consegue ouvir: “pouco importa, morrer por causa do vírus ou, morrer de fome”. Quem sabe, esse indivíduo poderá fazer parte da estatística daqueles cinco mil brasileiros que anualmente morrem de fome. Toda aquela gente prossegue na desdita, rebelde e obstinada, pedindo pelo amor de Deus para que seja logo atendida. Há ofensas, insultos, alaridos contra as autoridades, pessoas irritadas, de pouca paciência. Toda essa quizumba formada para conseguir os 600 reais, a primeira parcela do auxílio emergencial oferecido pela Caixa. Assim, até mesmo de forma temerária e sofrida, todos tem pressa, ânsia de ser logo atendido. Nem todos conseguem regularizar o tal do CPF. Até ai, quem almejou seu primeiro objetivo vai continuar seu périplo em segunda etapa em mais uma trajetória absurda e abominável. Quem conseguiu, depois de ter ultrapassadas as dificuldades iniciais, maltratadas pelo tempo de espera, pela insolência de barnabés, pela burocracia do sistema, finalmente estão na segunda etapa. Após desgastante espera, dependentes encontram-se defronte da agência da famigerada Caixa. Ali, bem ou mal, uma fila indiana é organizada, porém uma vez mais o bom senso é desobedecido: não é respeitado o espaço recomendado para se evitar o contágio da moléstia. Observam-se mais uma vez cenas patéticas e de humilhação, pessoas fatigadas, sem alimentação, após horas e horas na espera de alcançar dinheiro, algumas enfrentando o desabrigo, o relento da madrugada. Sentem-se bafejados pela sorte aqueles que chegam até ali, depois de penosa sina, enfim a satisfação para algo conseguido. Porém não para todos. Na verificação de documentos algo está errado, desconforme com os trâmites burocráticos. Assim, para aqueles desventurados, começar tudo de novo, retornar a dolorosa peregrinação em busca da esmola do governo. Esse contexto demonstra a desigualdade social no país. A condição de que não é igual, resultado principalmente pela divisão de renda. O Brasil é o sétimo país no mundo com mais desigualdade social. Profundamente lamentável.

*** ***

O governo federal calculou que seriam 5 milhões de brasileiros a serem atendidos com o auxílio emergencial. Errou. O auxílio já está estendido a 20 milhões de pessoas. Conta rápida: 20 menos 5, resultado 15 milhões, o que trata-se de uma população desconhecida, invisível, fora de estatísticas.

China & Coronavírus

A China, secularmente foi dominada por sucessivas dinastias monárquicas, reis e rainhas, famílias imperiais, sucessão garantida no estado soberano chinês pela hereditariedade, verdadeira oligarquia.

]O declínio das dinastias imperiais, o fim delas com a Qing, ocorrida em 1912, quando foi fundada oficialmente a República da China que durou até 1949. Nesse ano, foi estabelecida a República Popular da China, vigente até hoje, após uma guerra civil. O líder desse conflito, Mao Tse Tung, surge como um político, teórico e comunista, cuja liderança lhe dá a condição de tornar-se primeiro presidente da RPC. Depois de presidente Mao, manteve outra presidência, a do Partido Comunista, com mais autoridade, promovendo uma campanha socialista com a participação popular massiva, forma de alcançar o verdadeiro socialismo com a Revolução Cultural, movimento sanguinolento, com efeito devastador. Apesar dos duros métodos – incluindo tortura e execuções, Mao começa o desenvolvimento e industrialização da China. Mao morre e com ele a doutrina do maoísmo, mas a industrialização do país, por ele elaborada, com o tempo atinge a modernidade, proporcionando um imenso canal de exportação: Made in China, exportações desde quinquilharias até vírus.

Peste Negra, foi a doença infecto contagiosa, tenebrosa, puro horror, mortal, que causou uma desastrosa pandemia, a mais devastadora registrada na história humana tendo como resultado incontáveis mortos, calcula-se de 75 a 200 milhões de pessoas, principalmente na Europa, onde desapareceu um terço da sua população. A proliferação generalizada ocorreu na metade do século XIV (1347 a 1351). A peste teve origem no continente asiático, “exportada” pela China, através de caravanas de comércio, cuja propagação se deu por meio de pulgas de ratos. A peste mortífera durou quatro anos (1918/1920). 

Gripe asiática foi outro tipo de vírus proveniente da China 1957/58, que causou sérios problemas pulmonares causando mais de 1 milhão de mortes.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) também procedente da China (2002/03) foi transmitida do morcego ao homem.

Gripe Espanhola, outra pandemia mortal na humanidade, foi causada pelo vírus influenza. Não tem procedência chinesa, não foi exportada pelos comunistas. Duas opções creditam a origem da Gripe Espanhola a partir do ocidente: quarteis militares americanos ou, um acampamento hospitalar na França. A espanhola, estima-se, infectou 500 milhões de pessoas, um quarto da população mundial, o número de mortos entre 17 a 50 milhões de vítimas.

Nesse século as principais epidemias foram: o vírus ebola, causou entre os anos 2013/16, uma doença de febre hemorrágica na África, também um vírus altamente contagioso, com uma taxa de mortalidade alta.

Entre os anos de 2009/10 surgiu a gripe A H1N1 (gripe suína) que causou, de acordo com a OMS, 18.500 mortes
Entre os anos de 1968/70 surgiram os voos comerciais, esse foi um dos motivos para o rápido contágio da gripe de Hong Kong, que tinha como vítimas crianças. 

Na atualidade coronavírus, identificado como Covid-19. Pelas datas no texto, observa-se que as pandemias em média persistem por 2 anos. A mais prolongada foi a peste negra 5 anos, quando a medicina era atrasada.

China & Coronavírus

A China, secularmente foi dominada por sucessivas dinastias monárquicas, reis e rainhas, famílias imperiais, sucessão garantida no estado soberano chinês pela hereditariedade, verdadeira oligarquia.

]O declínio das dinastias imperiais, o fim delas com a Qing, ocorrida em 1912, quando foi fundada oficialmente a República da China que durou até 1949. Nesse ano, foi estabelecida a República Popular da China, vigente até hoje, após uma guerra civil. O líder desse conflito, Mao Tse Tung, surge como um político, teórico e comunista, cuja liderança lhe dá a condição de tornar-se primeiro presidente da RPC. Depois de presidente Mao, manteve outra presidência, a do Partido Comunista, com mais autoridade, promovendo uma campanha socialista com a participação popular massiva, forma de alcançar o verdadeiro socialismo com a Revolução Cultural, movimento sanguinolento, com efeito devastador. Apesar dos duros métodos – incluindo tortura e execuções, Mao começa o desenvolvimento e industrialização da China. Mao morre e com ele a doutrina do maoísmo, mas a industrialização do país, por ele elaborada, com o tempo atinge a modernidade, proporcionando um imenso canal de exportação: Made in China, exportações desde quinquilharias até vírus.

Peste Negra, foi a doença infecto contagiosa, tenebrosa, puro horror, mortal, que causou uma desastrosa pandemia, a mais devastadora registrada na história humana tendo como resultado incontáveis mortos, calcula-se de 75 a 200 milhões de pessoas, principalmente na Europa, onde desapareceu um terço da sua população. A proliferação generalizada ocorreu na metade do século XIV (1347 a 1351). A peste teve origem no continente asiático, “exportada” pela China, através de caravanas de comércio, cuja propagação se deu por meio de pulgas de ratos. A peste mortífera durou quatro anos (1918/1920). 

Gripe asiática foi outro tipo de vírus proveniente da China 1957/58, que causou sérios problemas pulmonares causando mais de 1 milhão de mortes.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) também procedente da China (2002/03) foi transmitida do morcego ao homem.

Gripe Espanhola, outra pandemia mortal na humanidade, foi causada pelo vírus influenza. Não tem procedência chinesa, não foi exportada pelos comunistas. Duas opções creditam a origem da Gripe Espanhola a partir do ocidente: quarteis militares americanos ou, um acampamento hospitalar na França. A espanhola, estima-se, infectou 500 milhões de pessoas, um quarto da população mundial, o número de mortos entre 17 a 50 milhões de vítimas.

Nesse século as principais epidemias foram: o vírus ebola, causou entre os anos 2013/16, uma doença de febre hemorrágica na África, também um vírus altamente contagioso, com uma taxa de mortalidade alta.

Entre os anos de 2009/10 surgiu a gripe A H1N1 (gripe suína) que causou, de acordo com a OMS, 18.500 mortes
Entre os anos de 1968/70 surgiram os voos comerciais, esse foi um dos motivos para o rápido contágio da gripe de Hong Kong, que tinha como vítimas crianças. 

Na atualidade coronavírus, identificado como Covid-19. Pelas datas no texto, observa-se que as pandemias em média persistem por 2 anos. A mais prolongada foi a peste negra 5 anos, quando a medicina era atrasada.

China & Coronavírus

A China, secularmente foi dominada por sucessivas dinastias monárquicas, reis e rainhas, famílias imperiais, sucessão garantida no estado soberano chinês pela hereditariedade, verdadeira oligarquia.

]O declínio das dinastias imperiais, o fim delas com a Qing, ocorrida em 1912, quando foi fundada oficialmente a República da China que durou até 1949. Nesse ano, foi estabelecida a República Popular da China, vigente até hoje, após uma guerra civil. O líder desse conflito, Mao Tse Tung, surge como um político, teórico e comunista, cuja liderança lhe dá a condição de tornar-se primeiro presidente da RPC. Depois de presidente Mao, manteve outra presidência, a do Partido Comunista, com mais autoridade, promovendo uma campanha socialista com a participação popular massiva, forma de alcançar o verdadeiro socialismo com a Revolução Cultural, movimento sanguinolento, com efeito devastador. Apesar dos duros métodos – incluindo tortura e execuções, Mao começa o desenvolvimento e industrialização da China. Mao morre e com ele a doutrina do maoísmo, mas a industrialização do país, por ele elaborada, com o tempo atinge a modernidade, proporcionando um imenso canal de exportação: Made in China, exportações desde quinquilharias até vírus.

Peste Negra, foi a doença infecto contagiosa, tenebrosa, puro horror, mortal, que causou uma desastrosa pandemia, a mais devastadora registrada na história humana tendo como resultado incontáveis mortos, calcula-se de 75 a 200 milhões de pessoas, principalmente na Europa, onde desapareceu um terço da sua população. A proliferação generalizada ocorreu na metade do século XIV (1347 a 1351). A peste teve origem no continente asiático, “exportada” pela China, através de caravanas de comércio, cuja propagação se deu por meio de pulgas de ratos. A peste mortífera durou quatro anos (1918/1920). 

Gripe asiática foi outro tipo de vírus proveniente da China 1957/58, que causou sérios problemas pulmonares causando mais de 1 milhão de mortes.

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) também procedente da China (2002/03) foi transmitida do morcego ao homem.

Gripe Espanhola, outra pandemia mortal na humanidade, foi causada pelo vírus influenza. Não tem procedência chinesa, não foi exportada pelos comunistas. Duas opções creditam a origem da Gripe Espanhola a partir do ocidente: quarteis militares americanos ou, um acampamento hospitalar na França. A espanhola, estima-se, infectou 500 milhões de pessoas, um quarto da população mundial, o número de mortos entre 17 a 50 milhões de vítimas.

Nesse século as principais epidemias foram: o vírus ebola, causou entre os anos 2013/16, uma doença de febre hemorrágica na África, também um vírus altamente contagioso, com uma taxa de mortalidade alta.

Entre os anos de 2009/10 surgiu a gripe A H1N1 (gripe suína) que causou, de acordo com a OMS, 18.500 mortes
Entre os anos de 1968/70 surgiram os voos comerciais, esse foi um dos motivos para o rápido contágio da gripe de Hong Kong, que tinha como vítimas crianças. 

Na atualidade coronavírus, identificado como Covid-19. Pelas datas no texto, observa-se que as pandemias em média persistem por 2 anos. A mais prolongada foi a peste negra 5 anos, quando a medicina era atrasada.

Desgraceira

Eles são miudinhos, invisíveis a olho nu. Bandidos, assassinos da humanidade. Minúsculos, são agentes infecciosos desprezíveis. Maléficos, nocivos, possuem uma perigosa tendência para o mal, ameaçando a existência das pessoas. Minimamente formados em estrutura, são gigantes em infectar as pessoas num processo de intensa rapidez de destruição das células humanas. Homicidas em potencial, sobrevivem tirando a vida alguém. No microscópio eletrônico eles surgem com aquela horrenda, terrível e assustadora coroa colorida com aparência que apresenta deformidade repulsiva.  

O prefácio denota que o texto envolverá coisa ruim, algo diabólico do capeta. Pois bem, envolve. Estamos falando de coisinhas satânicas, maquiavélicas, verdadeiras pestes, com sanha invulgar, denominadas como vírus no latim ou, como queiram, em português, veneno ou toxina.

São parasitas intracelulares, traiçoeiros, pérfidos e infelizes, que permanecem vivos na dependência de outros organismos, prejudicando o seu hospedeiro. Esses seres diminutos, infinitamente baixinhos, não possuem condição de crescerem em tamanho e de se dividirem, fora do ambiente celular, uma vez que não possuem enzimas e estruturas necessárias para reproduções, aquele bolinho reduzidíssimo, torna-se inerte de material genético.  

Vírus são abusados, tétricos, mortais, quando infectam uma célula, estupidamente forçando-a a reproduzir milhares de outros danosos seres, cruel perversidade. Enquanto os humanos são tolhidos em suas vidas normais, sitiados em suas casas, os infames bichinhos energúmenos estão por aí, em plena liberdade disseminando a moléstia, provocando ambiente hostil. Beijos, abraços, sexo, somente para aqueles que estão distanciados da praga, recolhidos em suas residências. 
Temos outros tipos de vírus perigosos, mas não fatais que infestam o sistema do computador. Claro não são biológicos, mas tecnológicos. Trastes invasores. Figuras criadas por inescrupulosos. Não matam, mas deixam as pessoas apoquentadas, aporrinham o cérebro, o que de repente pode se tornar um pequeno mal, uma simples dor de cabeça, porém uma formatação pode remediar. Outros, os biológicos, nefastos e obstinados, não têm formatação que possa dar jeito. Prosseguem em sua desdita criminosa destruindo vidas. Desgraceira em forma de tragédia.

*** ***

A imagem causa emoção, comovente, que desperta profunda afetividade, espraiando a beleza de um nobre sentido. Na secular e grandiosa praça, no Vaticano, à frente da basílica de São Pedro, completamente vazia, mostrava-se triste, abandonada pelo seus fiéis. Repentinamente, no local surge aquele senhor, completo em meiguice, afeto e carinho: Francisco. Com ternura, meio trôpego na caminhada, mas forte e rígido em sua fé de salvação da humanidade. Reza, beija os pés da imagem de Jesus crucificado em nova concepção na época, relacionada aos horrores no século XIV, a Peste Negra. A benção Urbi et Orbi (para a cidade de Roma e ao mundo) especial na Páscoa, desta vez especialmente rezando para que todos se unam, que não tenham medo e firmem-se na solidariedade e esperança.

*** ***

Exuberante o filme O Poço, impressionante mostra ficcional mas realista nos dias de hoje: a desigualdade social

Para o bem

Decididamente não... Não me considero aprisionado. Jamais tive envolvimento com falcatruas. Não me aceito em prisão domiciliar. Nunca fiz conluio algum com a corrupção. Detido, também não é o caso. Não há necessidade para averiguações. Minha vida pregressa revela um cidadão idôneo, o histórico de meu passado é isento de qualquer nódoa moral, de caráter sem jaça, não tenho mazelas a esconder, estou completamente limpo, tanto quanto, em tempo de coronavírus, as mãos das pessoas que as lavam frequentemente. Fico em casa. Consciente não me sinto sem o direito de ir e vir. Posso assim agir, democraticamente mas irresponsavelmente, indo para a rua. Privado, confinado, enclausurado, na verdade, conforme sugerido, sigo o conselho de cientistas e da OMS, estou em isolamento social e procedendo assim, colaboro para o bem da humanidade. Não me sinto desconfortável. Tomo precauções comigo e para com os outros iguais. Não quero ser o agente maligno de uma doença infecciosa, resguardo-me, não desejo ser um elo contaminador do vírus. Gosto de estar em casa. Claro, nem tudo é perfeito: estou impedido de ir ao cinema, não posso realizar meus exercícios na academia, a novela Amor de Mãe foi suspensa, não posso ir ao bar do Bolacha tomar aquele cafezinho. Tenho lazer em casa. Pela segunda vez assisti na tv o inolvidável filme Encontros e Desencontros, o musical cubano Buena Vista Social Clube, a Orquestra Jazz Sinfônica (SP), a reprise no canal Arte1 de um sensacional e histórico show na Suíça da extraordinária banda Eath Wind & Fire, assim como programações diversas: festivais, documentários, filmes. Somos três em casa: eu minha distinta e amada companheira Neiva e o terceiro personagem, sabem quem? O Tylly (isso mesmo, nome americanizado) fiel canis lúpus familiares, tamanho médio, pelo amaciante e esbelto, cor dourado claro – pessoas afirmam que eu exagero quando digo que se trata de um Golden Retrieve, em tamanho menor. Honestamente Tylly é um animal Sem Raça Definida (SRD), no popular, um vira-latas. É esperto, agitado, carinhoso e dócil. Minha netinha Cecilia (4 anos) gosta muito dele, a reciproca é verdadeira. Tenho afazeres domésticos relacionados a horta e ao jardim. A safra de tomates terminou, agora é a vez dos pimentões.

Hortigranjeiros perenes como alface, rúcula e radiche continuam satisfazendo apetites. No jardim, no próximo mês poda das roseiras. Podas também nos gerânios e a devida adubação; Três Marias, logo que terminar a floração merecem poda. São três cores diferentes: encarnada, roxa e amarela. Em tempo de outono o solo do quintal fica multicolorido. Tenho que preparar canteiros para as mudas de flores do clima, no caso do inverno, amor-perfeito. Poucos são os cuidados com as suculentas. Eu, seguido pelo Tylly, verificamos costumeiramente todos os detalhes do meio ambiente local, Noto que a grama tem que ser cortada. Isso é o de menos. Demais é o que faz o coronavírus com a humanidade