O Farroupilha
ALEXANDRE BROILO
Transtorno de estresse pós-traumático - Efeitos da Politicagem Brasileira

O despreparo, o roubo, a corrupção e a satisfação das vaidades tem aniquilado com  a real função da política e da democracia no Brasil. Há décadas a sociedade brasileira é assolada pelos nefastos efeitos da sistemática politicagem praticada pelos políticos e partidos políticos brasileiros que, ao invés de governar para o desenvolvimento pleno, harmônico e sustentável,  dos cidadãos e do território,  estão comprometidos a satisfazer os caprichos dos seus protagonistas.

Todos nós brasileiros estamos sofrendo  as consequências desses desgovernos que vem nos  adoecendo como indivíduos e como sociedade. Décadas de  frustração, desilusão, insegurança e subdesenvolvimento tem gerado  transtornos, traumas e estresse crônico que nos levaram à condição de extrema vulnerabilidade, hostilidade e desunião social. Uma condição gravíssima que fragiliza a cidadania, fortalece o partidarismo e a polarização e, ao invés de unir, divide a sociedade. Gerando abismos sociais ao invés de eliminá-los.

Segundo os especialistas, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é uma condição de saúde mental que é desencadeada por um evento aterrorizante - seja experimentando ou testemunhando. Os sintomas do TEPT causam problemas significativos em situações sociais, de trabalho e de relacionamentos,  podem interferir na capacidade de executar as tarefas diárias normais. Esses sintomas são  geralmente agrupados em quatro tipos: memórias intrusivas, evasão, mudanças negativas no pensamento e no humor e alterações nas reações físicas e emocionais.

 

Os sintomas de memórias intrusivas podem incluir:

Reviver o evento traumático como se estivesse acontecendo novamente (flashbacks);

Lembranças angustiantes recorrentes e indesejadas do evento traumático;

Sofrimento emocional grave a algo que o lembra do evento traumático.

 

Os sintomas de evasão podem incluir:

Evitar pensar ou falar sobre o evento traumático;

Evitar lugares, atividades ou pessoas que lembrem você do evento traumático.

 

Os sintomas de mudanças negativas no pensamento e no humor podem incluir:

Pensamentos negativos sobre você, outras pessoas ou o mundo;

Desesperança sobre o futuro e falta de interesse nas atividades que você já desfrutou; 

Sensação de desapego da família e dos amigos e dificuldade em manter relacionamentos próximos.

 

Os sintomas de alterações nas reações físicas e emocionais podem incluir:

Ser facilmente assustado, sentir-se vigiado ou em perigo;

Comportamento autodestrutivo, explosões de raiva ou comportamento agressivo.

Problemas para dormir e problemas de concentração.

 

Se de fato queremos mudar a nossa Nação temos a obrigatoriedade de nos curar primeiro, buscar tratamento e alcançar a saúde mental e espiritual, pois, caso contrário, continuaremos elegendo e idolatrando  energúmenos como líderes, acreditando que são mitos, salvadores da pátria, caçadores de marajás, defensores dos fracos e oprimidos, sem dar-nos conta que  são eles a causa de estarmos cada vez mais pobres e adoecidos.

Transtorno de estresse pós-traumático - Efeitos da Politicagem Brasileira

O despreparo, o roubo, a corrupção e a satisfação das vaidades tem aniquilado com  a real função da política e da democracia no Brasil. Há décadas a sociedade brasileira é assolada pelos nefastos efeitos da sistemática politicagem praticada pelos políticos e partidos políticos brasileiros que, ao invés de governar para o desenvolvimento pleno, harmônico e sustentável,  dos cidadãos e do território,  estão comprometidos a satisfazer os caprichos dos seus protagonistas.

Todos nós brasileiros estamos sofrendo  as consequências desses desgovernos que vem nos  adoecendo como indivíduos e como sociedade. Décadas de  frustração, desilusão, insegurança e subdesenvolvimento tem gerado  transtornos, traumas e estresse crônico que nos levaram à condição de extrema vulnerabilidade, hostilidade e desunião social. Uma condição gravíssima que fragiliza a cidadania, fortalece o partidarismo e a polarização e, ao invés de unir, divide a sociedade. Gerando abismos sociais ao invés de eliminá-los.

Segundo os especialistas, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é uma condição de saúde mental que é desencadeada por um evento aterrorizante - seja experimentando ou testemunhando. Os sintomas do TEPT causam problemas significativos em situações sociais, de trabalho e de relacionamentos,  podem interferir na capacidade de executar as tarefas diárias normais. Esses sintomas são  geralmente agrupados em quatro tipos: memórias intrusivas, evasão, mudanças negativas no pensamento e no humor e alterações nas reações físicas e emocionais.

 

Os sintomas de memórias intrusivas podem incluir:

Reviver o evento traumático como se estivesse acontecendo novamente (flashbacks);

Lembranças angustiantes recorrentes e indesejadas do evento traumático;

Sofrimento emocional grave a algo que o lembra do evento traumático.

 

Os sintomas de evasão podem incluir:

Evitar pensar ou falar sobre o evento traumático;

Evitar lugares, atividades ou pessoas que lembrem você do evento traumático.

 

Os sintomas de mudanças negativas no pensamento e no humor podem incluir:

Pensamentos negativos sobre você, outras pessoas ou o mundo;

Desesperança sobre o futuro e falta de interesse nas atividades que você já desfrutou; 

Sensação de desapego da família e dos amigos e dificuldade em manter relacionamentos próximos.

 

Os sintomas de alterações nas reações físicas e emocionais podem incluir:

Ser facilmente assustado, sentir-se vigiado ou em perigo;

Comportamento autodestrutivo, explosões de raiva ou comportamento agressivo.

Problemas para dormir e problemas de concentração.

 

Se de fato queremos mudar a nossa Nação temos a obrigatoriedade de nos curar primeiro, buscar tratamento e alcançar a saúde mental e espiritual, pois, caso contrário, continuaremos elegendo e idolatrando  energúmenos como líderes, acreditando que são mitos, salvadores da pátria, caçadores de marajás, defensores dos fracos e oprimidos, sem dar-nos conta que  são eles a causa de estarmos cada vez mais pobres e adoecidos.

É bom sentir vergonha

Segundo a Academia Brasileira de Letras o significado de vergonha é:

 

Ato de vexatório, que humilha, desonra;

Sentimento penoso que resulta de haver cometido alguma falta ou pelo temor da desonra: ex. corar de vergonha. 

Ato indecoroso que provoca indignação: a corrupção é uma vergonha!

Insegurança efetivada pelo medo do julgamento alheio; decoro.

Rubor das faces causado por acanhamento; timidez.

Senso da própria dignidade ou honra.

 

A vergonha é uma emoção e faz parte do conjunto de emoções básicas, aparecendo por volta dos dois anos de idade. E apesar de acharmos que nos limita extremamente a vida ela tem a sua utilidade. Sentimos vergonha nas mais variadas situações de vida. Sentimos vergonha quando fazemos algo errado, quando nos criticam, quando achamos que alguém não gosta de nós, quando nos sentimos inadequados, quando falhamos. Pelo menos assim deveria ser!

Para quem recebeu uma boa educação, a vergonha se faz presente em muitas ocasiões, ela é uma emoção básica, se desenvolve principalmente no meio das relações sociais que vamos construindo ao longo da vida. Uma pessoa civilizada, de bom caráter, normalmente, tem um senso de vergonha apurado.

O pudor é o balizador desse sentimento que nos faz filtrar muito do que dizemos e fazemos junto dos outros, para que tenhamos uma convivência saudável com estes. A vergonha é uma emoção sinalizadora de que algo está errado, inadequado ou que desagrada. Sem ela dificilmente construímos  relações saudáveis e estáveis, pois ela nos faz conhecer os limites, a necessidade de mudar ou até a necessidade de nos desculparmos por certos atos. A vergonha é inerente das relações sociais.

Se decidimos viver em isolamento e não exercemos influência na vida dos demais, quiçá, não precisamos desenvolver o senso de vergonha, mas, se exercemos uma atividade social o senso de vergonha é fundamental. São a cultura, o folclore e os valores da educação de uma sociedade que formarão as referências daquilo que é vergonhoso ou não. Por exemplo: Para as pessoas honestas roubar e mentir é vergonhoso, enquanto para quem rouba e mente sistematicamente  ser honesto é uma vergonha. 

Existem referências de vergonha que podem e devem ser mudadas e outras que jamais. Partindo do princípio que nossa sociedade está alicerçada no pudor e na honestidade, podemos afirmar que a vasta maioria dos nossos líderes políticos, em todas as esferas, nacional, estadual e municipal, não tem vergonha. Eles  dão mal exemplo, são egocêntricos, mentem, roubam, corrompem, insultam, gastam exageradamente, fazem qualquer tipo de arranjo para chegar e  permanecer no poder, inclusive usam o nome de Deus, se creem  e proclamam- se úteis e benfeitores. Entretanto, cometem barbaridades e nem se quer ficam corados.

Por essa razão jamais devemos idolatrar ou defender esse modelo de políticos que temos, pois, se a sua conduta se tornar a referencia de valores, nos tornaremos uma nação de sem-vergonhas.

Desafios do Mundo V.I.C.A. - O Antídoto

Vivemos num mundo Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, o Mundo V.I.C.A. este conceito foi descrito pelo renomado sociólogo Zigmunt Baumann no intuito de definir o estado das coisas do mundo e na maneira como nos afectam, ou seja, como sentimos e vivemos o mundo de hoje. Esta semana abordarei o lado B desse conceito, ou seja, a postura a ser tomada para fazer frente a esse mundo veloz, ansioso, instável e extenuante.

Para enfrentar os desafios do Mundo V.I.C.A devemos adotar uma postura a sua justa medida, ou seja, tomar o “antídoto” para sobreviver a ele; para a Volatilidade desenvolver a Visão; para a Incerteza buscar a Introspecção; para a Complexidade o Conhecimento; e para a Ambiguidade desenvolver a Adaptação.

Visão - Pese a vertiginosidade è possível desenhar visões de curto, médio e longo prazo. Isto permitirá que, por mais que o entorno mude e quiçá nos obrigue a desviar do plano inicial, possamos manter presente uma visão interna vencedora e conectá-la a um propósito maior, algo que dê sentido as mudanças que estamos imersos.

Introspecção - Como ferramenta de superação pessoal e coletiva, a introspecção, o exercício de serenar o espírito , é uma ferramenta potente para enfrentar o descontrole e as convulsões emocionais que estamos sujeitos. A introspecção ajuda gerir as emoções e permite  observar as circunstâncias de forma serena antes de reagir instintivamente com um enfoque primitivo na luta pela sobrevivência.

Conhecimento - É inegável que através da tecnologia é possível acessar a um universo de conhecimento praticamente infinito, por isso é importante adotar um modelo de aprendizado que permita priorizar aquilo que é importante daquilo que é supérfluo segundo as próprias necessidades.

Adaptação - Adaptar-se nesse contexto é conviver com o processo de mudança continua, de necessidade de câmbio de padrões de comportamento. Adotar a cooperação, a solidariedade e a empatia, de forma que vejamos a vida em perspectiva e nos coloquemos no lugar do outro antes de agir.

O mundo que se transforma e se reinventa velozmente, influenciado pela globalização, Inteligência artificial, digitalização e transferência de informação.  Fácil para alguns, difícil para outros, conveniente e inconveniente, entusiasmante e frustrante, tudo ao mesmo tempo. Muito desafiador.  Uma sociedade de muito consumo e valores confusos.

O tempo se tornou dinheiro e o valor da vida uma consequência da relação de  capacidade de produção e recompensa obtida. Para muitos o mundo é visto apenas como um mercado.

Quem sabe essa pandemia não seja um sinal para  uma mudança daquilo que nos transformamos. Um apelo para voltarmos a ver a vida como uma passagem evolutiva do ser em busca da equidade social, pautados pelo trabalho com amor e arte, orientados a realização das vocações. Tempo de posicionarmos contrários a essa corrida cruenta, gananciosa, inconsequente, impiedosa e fútil em busca de status, dinheiro e poder.

Desafios do Mundo V.I.C.A.

“Tenhamos serenidade para aceitar tudo aquilo que não pode e não deve ser mudado. Força para mudar tudo o que pode e deve ser mudado. Mas, acima de tudo, sabedoria para distinguir uma coisa da outra.”


Baseado na mudanças que o mundo esta passando no qual as estruturas, então, solidas e permanentes, estão se transformando ou desaparecendo o sociólogo Zigmunt Baumann cunhou um conceito para defini-lo. Vivemos num mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, o Mundo V.I.C.A. Este conceito sintetizado numa sigla tenta definir o estado das coisas do mundo e na maneira como nos afectam, ou seja, como sentimos e vivemos o mundo de hoje. 
Estamos imersos num mundo muito veloz e ansioso pelas novidades, menos estável e mais propenso a mudanças e transformações vertiginosas, extenuante e altamente estreante devido as adaptações que temos que fazer diariamente. 

Volatilidade, faz referência ao estado oscilante das coisas, tudo parece estar acontecendo dentro de uma normalidade e de repente, num instante tudo muda. Muda em quantidade, velocidade e forma, de maneira viceral. Mudanças de paradigmas, a tecnologia que avança mais rápido que sua implementação, o desequilíbrio no ecossistema e nas economias, por exemplo.

Incerteza, a sensação de caos que nos impede imaginar quais serão as conseqüências daquilo que estamos vivendo. A gestão da incerteza tornou-se um tema fundamental, temos que aprender a viver com a gestão da incerteza, pois já não existe mais certeza. Estamos num momento onde existem mais perguntas que respostas onde as variáveis se multiplicaram e saíram de controle.

Complexidade, as transformações e a velocidade que elas  acontecem estão alterando as funções e as formas como tudo e todos  interagem entre si. Novas realidades que estão surgindo e não sabemos como geri-las e quando aprendemos elas já mudaram para uma nova forma. 

Ambiguidade, a volatilidade, incerteza e complexidade fizeram que tudo assumisse múltiplos e confusos significados. A tecnologia alterou a relação que temos com o mundo, em todas as esferas, as distancias parecem que nāo existem mais, as relações entre as pessoas tornaram-se virtuais, entre aplicativos informáticos, o espaço e o tempo e o estado das coisas ainda existem mas são percebidos e geridos de uma maneira diferentes de como realmente são. O real e o abstrato se confundem.

Para fazer frente a esses desafios Baumann sugere afrontar as circunstâncias com uma contra-postura alicerçada na  Visão; Introspeccão, Conhecimento e, Adaptação, ou seja, o outro lado do acrônimo V.I.C.A. Na próxima coluna escreverei a respeito desses conceitos. Enquanto isso, como sociedade evoluída, sugiro que façamos uma reflexão no estado das coisas, das nossas responsabilidades e daquilo que almejamos. Que façamos uma análise de quem são os nossos líderes, que índole possuem  e, se estão de fato, preparados para enfrentar a dinâmica volátil, incerta, complexa e ambígua do mundo que vivemos.

Pandemia Coronavírus - Momento de Reflexão

“Não saia de si mesmo, volte para si mesmo: no interior do homem habita a Verdade, e se você encontrar sua natureza mutável, transcenda-se também.”
Agostino.d’Ippona

 

O ato de pensar que consiste em dirigir e analisar os sentimentos, desejos, pulsões, estímulos produzidos pelo próprio pensamento, bem como o próprio senso de identidade se denomina introspecção. A partir da introspecção é possível o exame de consciência. Que fadigoso é fazer o exame de consciência! Como é ruim reconhecer uma falta, um erro, mas, o quão fundamental é para a edificação do bom caráter, da boa educação e do civismo.

Sem o exame de consciência é impossível desenvolver o sentido de responsabilidade, co-responsabilidade e irresponsabilidade. Conceitos fundamentais para a vida individual ou coletiva. Na esfera coletiva as nossas responsabilidades são maiores e o exame de consciência deve ser ainda mais amplo, ele ultrapassa os limites do eu e considera o nós, o vós, o eles e elas, considera o planeta, toda a sua interdependência e complexidade.

Para os seguidores das escolas filosóficas helenísticas-romanas, o exame de consciência era o meio de perceber diariamente até que ponto eles haviam cumprido seus deveres ou não. Era, portanto, um meio de avaliar o progresso de alguém no “caminho da perfeição”, isto é, no caminho de alcançar o autocontrole, do domínio obtido sobre as paixões, vícios e degradações.

Para a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa, o exame de consciência é a prática espiritual preparatória para o sacramento da penitência, com a qual o crente recorda seus pecados com a vontade de não cometer mais e, assim, tenta melhorar sua vida.

No judaísmo o exame de consciência é uma dimensão essencial da oração, da maneira como o indivíduo se relaciona com Deus. Para a tradição hebraica o exame de consciência significa uma ação de auto-juízo, de reflexão sobre a própria vida, de consideração íntima, examinando os resultados dos próprios atos e da realidade. Seu principal objetivo é permitir-se a possibilidade de melhorar-se.

É notório que o modelo de vida que vivemos é insustentável, e por mais que se queira negar, as piores evidências vem demonstrando o seu falimento. A exploração indiscriminada dos recursos humanos e naturais, a poluição ambiental, a mudança climática, a violência e as desigualdades sociais, o ritmo de vida alucinante, enfim, todas as nefastas consequências da ganância do homem, são conseqüentes desse modelo destrutivo que vivemos.

A Pandemia do Coronavírus colocou a humanidade em crise. Todos sabemos que nada acontece por acaso e, dentre todas as especulações, há quem diga que ela é uma reivindicação do universo em prol da sustentabilidade da vida.  Uma coisa é certa, sua severidade está  demonstrando a necessidade de  uma mudança comportamental,  que somente será alcançada por meio de um profundo e sereno exame de consciência confrontando o homem, seus anseios e a sua forma de existir. 

Os riscos da desinformação

“O ignorante afirma, o sábio duvida e o sensato reflete.” 

Aristóteles

 


A Era da Informação é o período  sucessivo a Era Industrial, foi geradora da Sociedade da Informação e teve como consequência a criação da Economia do Conhecimento. O termo “Sociedade da Informação” é usado por alguns sociólogos para indicar a atual sociedade pós-industrial. Uma sociedade que se baseia no uso da informação, através da revolução digital, que proporcionou mudanças rápidas e drásticas na forma como pensamos a vida e os negócios. Realmente vivemos em um momento de muitas transformações, de um fluxo de opiniões e conhecimentos como jamais visto.

Mais do que nunca a digitalização, o trabalho a distância, a robotização e a inteligência artificial ocupam o espaço que foi exclusivo das pessoas. O trabalho atual se parece muito pouco com a forma mecânica adotada na Era Industrial. Na Sociedade da Informação, tanto o comércio quanto as comunicações se caracterizam por ser extremamente dinâmicas. O conhecimento é muito valorizado. Podemos dizer que o acúmulo de informação, muito em breve, terá o mesmo valor que tinha o acúmulo de patrimônio há pouco tempo.

Desde sempre, na história da humanidade, houveram aqueles que desejam dominar sem importar-se como. As trapaças, vigarices, enganos, burlas, enfim, as formas desonestas de alcançar o domínio e manter-se lá sempre existiram. Antigamente usavam-se da força física, da influência e retaliação, atualmente a fórmula  que os líderes desonestos usam para alcançar o poder e disseminar suas idéias em prol dos seus interesses, é a manipulação da informação. Eles adulteram, confundem, corrompem conteúdos, usam seu poder de influência e muito dinheiro para a desinformação das pessoas.

Um exemplo disso foram as declarações do ex Ministro da Cidadania, aspirante ao cargo de Ministro da Saúde, ao comentar o Isolamento Social e o tratamento que os governos Europeus estão dando ao combate da Pandemia do Covid-19. Ele contrariou a comunidade científica mundial, usou o exemplo da Itália sem ter o mínimo conhecimento do que está acontecendo por aqui, minimizando a letalidade da doença, fato que, num país sério, lhe renderia minimamente uma ação civil de crime contra humanidade. A sua ânsia por ocupar o cargo o incitou a desinformar a população e desonrar seu compromisso com a  medicina, mas, o  alinhou ao temerário Presidente da Nação.

Um líder honesto e positivo tem como missão o desenvolvimento pleno de sua equipe, de sua nação. Ele une e não divide o capital humano. É contrário a banalização e a ignorância. Informa e não desinforma. Entende que os resultados duradouros estão na boa aplicação do conhecimento,  que o aprendizado contínuo é imprescindível, e deve ser para todos.

Talvez essa “dura pausa”  causada pelo Covid-19 seja positiva para refletirmos ao que estamos inclinados.  Enquanto a desinformação nos torna primitivos, grosseiros, abomináveis e, até mesmo, repugnantes. A informação nos eleva, nutre a capacidade criativa e pensante, que nos diferencia dos demais animais. A  informação gera mais do que uma mudança social,  é uma mudança na condição humana. Ela determina o sucesso das pessoas e da economia mundial.

 

O Dinheiro ou a Vida: Covid-19 e o Capitalismo Selvagem

O Primeiro Ministro da Inglaterra, Boris Johnson, subestimou o Coronavírus, afirmou que a Inglaterra não podia parar por causa do vírus e, sarcasticamente, propôs a contaminação em massa da população, em menos de uma semana, após a escalada vertiginosa de infectados e mortos no país, voltou atrás na sua decisão e impôs o Isolamento Social. No dia 27 de março adoeceu, isolou-se em sua casa – tornou-se o primeiro Chefe de Estado Ocidental contaminado pelo Covid-19, no dia 06 de abril foi internado em uma UTI onde está lutando pela vida. Há mais de duas semanas toda a Inglaterra está fechada e o governo anunciou um pacote de medidas para  a manutenção dos empregadores e empregados, para que não haja falências nem demissões, e sim a continuidade da vida.

A estratégia da Suécia de não fechar tudo está se mostrando um fracasso, uma onda de contágios e mortes está assolando o país. A avaliação muito suave tomada pelo governo sueco gerou uma taxa de mortalidade mais alta do que outros países nórdicos que optaram pelo Isolamento. No dia 7 de abril de 2020, a Suécia computou 7.206 casos e 477 mortes, com um aumento diário de mais de 360 infectados e 76 mortes. Colocando o país escandinavo  entre os dez primeiros Estados europeus com maior número de casos de coronavírus. Na vizinha Noruega, que imediatamente aplicou medidas restritivas, “apenas” 77 pessoas morreram no total.

É fácil entender porque os especialistas suecos começaram a se manifestar e a pressionar o governo para controlar a situação. Mais de 2.300 cientistas, infectologistas e professores de patogênese microbiana assinaram uma carta aberta ao governo pedindo medidas mais rigorosas para proteger o sistema de saúde, dizendo que o governo não tem escolha agora. “Precisamos estabelecer controle sobre a situação; não podemos entrar em completo caos “.

O quadro geral  sueco nos faz refletir sobre a importância do Isolamento Social, rápido e para todos. Estamos vivendo uma pandemia gravíssima, um vírus resistente que está matando muitas pessoas e colocando em cheque todo o sistema que está embasada nossas vidas, que contrapõe dois pilares: a vida das pessoas e a vida dos negócios. 

Esse é o momento para refletirmos profundamente e buscar entender porque um governante deve ser humanista e não um empresário. 

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que debochou do “víruschines”, como respectivamente se referia ao Coronavírus, também foi relutante ao Isolamento, buscando defender a economia do país e sua hegemonia global. Hoje os EUA computam o maior número de contaminados, superou 2.000 mortes em um só dia, e, infelizmente, em breve terá o maior número total de mortos no mundo. Entretanto, Trump, estuda desimplementar o Isolamento social americano, pois, não está suportando suas perdas econômicas estimadas em  US $ 1 bilhão  no mês passado, com o fechamento de escritórios, shopping centers, hotéis e campos de golfe de sua propriedade. O colapso induzido pelo Covid-19 nos mercados de ações globais levou 267 das pessoas mais ricas do mundo a perderem seu status de bilionário. Segundo a Forbes, existem 2.095 bilionários em todo o mundo e 1.062 deles perderam dinheiro em comparação com o ano passado. Imaginem o desespero para quem tem o dinheiro como o “deus” de suas vidas?!

A briga não deve ser entre optar entre abrir o mercado ou isolar-se. A briga deve ser entre os cidadãos e os governos. Exigir eficácia máxima do uso dos recursos públicos arrecadados em prol da sociedade e a diminuição drástica dos custos de toda a máquina pública.

O Isolamento Social é um remédio amargo, mas, é a única intervenção disponível para ajudar as pessoas a não serem infectadas e a romper a cadeia de transmissão. É hora dos governos trabalharem. A economia se recupera a vida não. 

Crises Humanitárias e Pandemias Virais Coronavírus x Politicagemvírus

Mais de 170 países foram afetados pelo Coronavírus, mais de meio milhão de pessoas foram contaminadas e mais de 50.000 já morreram a causa do vírus. A Organização Mundial da Saúde – OMS, classificou o Coronavírus como uma pandemia de grande potencial letal e relevante abalo social.

Cientistas renomados do mundo todo estão alertando a respeito da nocividade do Coronavírus, os Chefes de Estado das nações mais sérias e desenvolvidas do mundo e seus intelectuais estão somando forças e conhecimento para combate-lo. Institutos de tecnologia avançada, a Indústria e os Serviços cooperam para produzir e entregar insumos para o combater da pandemia. A  sociedade civil organizada, líderes, humanitários, enfim, voluntários de todas as profissões se aliaram para frear as contaminações e o impacto sócio-econômico  que já está sendo comparado com o da Segunda Guerra Mundial. 

A corrida é contra o tempo, os cientistas trabalham sem descanso para o desenvolvimento de uma vacina contra o Coronavírus, é difícil, mas alguns  resultados satisfatórios em laboratório já foram alcançados e, de forma otimista, se estima que antes de um ano a cura para o Coronavírus  estará disponível para o uso massivo da sociedade.
De todos as  pesquisas realizadas revisando o histórico de letalidade e impacto sócio-econômico das epidemias virais, chegou-se a conclusão de que o vírus mais letal não foi o da Gripe Espanhola, o  Ebola, e nem será o Coronavírus. Essa meta-análise revelou  que o vírus mais devastador é o Politicagemvírus. Os resultados encontrados a respeito da letalidade e os efeitos devastadores do Politicagemvírus  gera perplexidade e desesperança em toda a comunidade que ainda pensa e raciocina.

O Politicagemvírus é devastador é extremamente perigoso. Ele amplifica o egoísmo, distorce a percepção da realidade, afeta a cognição, acaba com o bom senso, arrasa as comunidades, as relações sociais e é profano. Os indivíduos afetados pelo Politicagemvírus desenvolvem, como primeiros sintomas, o cinismo, a dissimulação, a canalhice travestida de fidalguia. Produz imbecilização ativa e passiva, e sua mutacão mais recente, gera sensação de onipotência e muita ira. Aplaudem o capitalismo selvagem, desconsideram o bem comum e não preservam o meio ambiente. 

O Politicagemvírus se comporta como um câncer, se não tratado a tempo e com ação radical  forma uma metástase contagiando e comprometendo todo o organismo. É uma doença não muito aparente muito dissimulada. O Politcagemvírus ataca principalmente os “políticos” tem seus focos nos partidos e è típico de países subdesenvolvidos. Corrompe pessoas, empresas e profissionais de todas as esferas sociais, até mesmo religiões e os usam como vetores de propagacão. 

O Politicagemvírus se nutre da ganância e da falta de escrúpulos. Corroe os com os fundos e recursos públicos, os transforma  em salários extraordinários, cria bilionários fundos partidário e eleitoral aposentadorias especiais, e intermináveis benefícios para os agentes do Executivo, Legislativo e Judiciário. Sucateia as estruturas públicas, acaba com a educação a saúde e a segurança. Cria “heróis” do capitalismo predador e aplaca a sociedade.

O Coronavírus quando tratado a tempo tem cura e a sua pandemia terá tempo limitado. O Politcagemvírus é muito mais resitente, incurável pois ele ataca a índole. O Coronavírus se combate com o isolamento social, acão médica sanitária e suporte econômico da Nação. O Politcagemvírus se combate com a instrucão do povo, o restauro da honestidade, mas, sobretudo evitando a eleição e reeleição de “políticos” contaminados pelo Politicagemvírus. 
Sem dúvida alguma estamos vivendo um momento duro, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade única para refletir a respeito dos valores e das estruturas sócio-econômicas e dogmáticas da humanidade.

Coronavírus - O Problema è sério e É Real

O título dessa coluna não se dá pelo fato do Príncipe Charles Philip Arthur George Windsor, Príncipe de Gales, filho da Rainha Elizabeth II do Reino Unido e primeiro na linha de sucessão Britânica estar contaminados com o Coronavírus – Covid -19. O problema é bem mais abrangente.

O Covid-19 já matou mais de 21.200 pessoas no mundo todo, enquanto o número de infecções é próximo de meio milhão. A Itália computa o maior número de vítimas da pandemia, mas, toda a Europa está experimentando um forte crescimento de mortes e infecções. Na Espanha, o vírus está propagando-se muito rapidamente, os dados de 25/03/2020 à noite registram  3.643 vítimas fatais, 56.188 casos de infecção (47.610) e 5.367 pessoas recuperadas, fazendo da Espanha, no periodo inferior a duas semanas, o segundo país do mundo com mais mortes por Coronavirus.

Na Alemanha, cinco mil infectados em vinte e quatro horas, informa o centro epidemiológico do Robert Koch Institut. Segundo as contagens do mesmo Instituto, as infecções confirmadas teriam passado de 37.000 ontem para 41.255, com 224 vítimas fatais. A idade média dos infectados na Alemanha é muito menor do que na Itália e na Espanha, e isso poderia explicar o fato de que a taxa de mortalidade é enormemente menor.

A Rússia ainda parece resistir, onde há 840 casos confirmados e 3 mortes. Na capital Moscou, lojas, bares e restaurantes estão fechados e as conexões aéreas internacionais foram suspensas (exceto pelo retorno dos cidadãos russos à sua terra natal). O Kremlin exclui que uma epidemia de Covid-19 está em andamento: “A situação é melhor do que em outros países”.

Na China, foram relatados 67 novos casos e seis mortes. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, todos os novos casos são vindos do exterior. Wuhan, a cidade mais atingida, permanecerá “fechada” até 8 de abril. Desde dezembro, o Covid-19 causou 3.287 mortes na China, com um total de 81.285 infecções e 74.051 recuperadas.
Na África, 46 países foram afetados, registrando 72 mortes e mais de 2.700 infectados, relata o Centro de Controle de Doenças da União Africana (CDC África). Em 46 países do continente, existem pelo menos 2.746 casos de infecção e 210 pessoas curadas. 

“A Itália se tornou a plataforma de conhecimento na Europa”. Assim  afirmou o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, acrescentando que o Velho Continente deve aprender com a abordagem da Itália. Giuseppe Conte primeiro-minisro da Italia afirmou  durante uma videoconferência com os chefes de estado e de governo do Conselho da UE: “Se continuarmos divididos, a resposta será ineficaz e isso nos tornará fracos e expostos às reações do mercado. Devemos garantir aos nossos cidadãos os cuidados médicos necessários e a proteção social e econômica de que eles precisam. Não há alternativas”.

Os chefes de estado da Europa e outros continentes ficaram  horrorizados com a postura adotada pelo Presidente Jair Bolsonaro que contraria as medidas de isolamento social, adotadas em centenas de países. A própria Sociedade Brasileira de Infectologistas – SBI rebateu a fala de Bolsonaro sobre o Coronavírus, e apontou que é “temerário” associar as mortes de idosos na Itália ao clima frio. Tais mensagens podem dar a falsa impressão à população que as medidas de contenção social são inadequadas e que a COVID-19 é semelhante ao resfriado comum, esta sim uma doença com baixa letalidade. [...] A pandemia é grave.

Até a noite do passado dia 24.03.2020 foram registrados oficialmente mais de 21.200 mortes por coronavírus em todo o mundo e 470.800 pessoas infectadas em cerca de 200 países, e propavelmete messe momento alguns milhares de infectados e mortos devem ser somados a esses dados. Tomem cuidado, o problema é sério e é real.