O Farroupilha
ALEXANDRE BROILO
O problema é de quem?

Me atrevo afirmar que nunca antes as sociedades tiveram tamanha necessidade de líderes capacitados e do comprometimento coletivo como o momento atual. Obviamente que cada momento è particular e tem suas peculiaridades, mas, a atualidade traz consigo a velocidade e a exaustão como fatores negativos para a gestão dos problemas sociais.

Poderíamos associar outros fatores tais como: a ganância , a mentira e o orgulho, mas, esses sempre existiriam no universo do homen subdesenvolvido. A velocidade da propagação da mentira e a exaustão dos recursos naturais e humanos, estão esgotando a vida no planeta. O estilo de vida adotado nāo se sustenta.

Alguns dizem que a Pandemia do Covid-19 foi uma resposta do Universo frente ao ritmo frenético e ao espólio planetário que as economias predatórias estão realizando. O fato é que nesses meses que o Mundo parou o ar e as águas ficaram limpas, os animais voltaram a povoar seu habitat e as famílias se reuniram. O planeta voltou  experimentar algo já esquecido pela grande maioria.

Muitos dizem que a vida nāo será a mesma após o Covid-19. Eu estou certo de que para melhorar dependerá de líderes capacitados e do sentimento de coletividade, pois, quando se vive em sociedade, o problema de um é o problema de todos.

“O rato vê o fazendeiro abrindo um pacote e fica aterrorizado ao descobrir que se trata de uma ratoeira. Ele então corre pelo pátio da fazenda e adverte: – Cuidado! Há uma ratoeira na casa!

A galinha, contudo, ao ver o desespero do rato, comenta: – Desculpe-me, Sr. Rato. Eu entendo que isso seja um grande problema para você, mas não me prejudica ou incomoda em nada.

O rato então vai até o porco e diz: – Há uma ratoeira na casa!

– Sr. Rato, desculpe, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar por você. Fique tranquilo que lembrarei de você em minhas orações – responde o porco.

Já em desespero, o rato se dirige à vaca, mas ela dá de ombros e comenta: - Uma ratoeira? Ué, o que eu tenho a ver com isso?

Cabisbaixo e abatido o rato volta para casa, e tem de encarar sozinho a ratoeira do fazendeiro. E naquela mesma noite ouviu-se o barulho da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia capturado e, antes que percebesse que havia pegado a cauda de uma cobra venenosa, foi picada por ela.

O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital e, quando voltou, percebendo a esposa ainda febril, decidiu preparar-lhe uma canja de galinha. Saiu, pegou seu cutelo, foi até o galinheiro e providenciou o ingrediente principal. Como as coisas não melhoraram, no dia seguinte alguns amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro decidiu matar o porco.

Passaram-se alguns dias e infelizmente a mulher não resistiu e acabou morrendo; muita gente veio para o funeral e o fazendeiro precisou sacrificar a vaca para alimentar todo aquele povo. 

O problema de um é o problema de todos.

A liberdade na construção de uma Nação

Martin Luther King, no dia 28 de agosto de 1963, discursou para cerca de 250 mil pessoas sobre seu sonho de ver uma sociedade em que todos seriam iguais sem distinção de cor e raça. Um lugar onde  o verdadeiro significados de nação unificada e desenvolvida existisse. O discurso  vai além das questões raciais, geográficas e de tempo e, está entre os mais memoráveis da história, deve ser lido na integra, aqui transcrevo parte dele:

…”Eu tenho um sonho que um dia “todos os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas; os lugares mais acidentados se tornarão planícies e os lugares tortuosos se tornarão retos e a glória do Senhor será revelada e todos os seres a verão conjuntamente”.

Essa é a nossa esperança. Essa é a fé com a qual eu regresso ao Sul. Com essa fé nós poderemos esculpir na montanha do desespero uma pedra de esperança. Com essa fé poderemos transformar as dissonantes discórdias do nosso país em uma linda sinfonia de fraternidade.

Com essa fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ser presos juntos, defender a liberdade juntos, sabendo que um dia haveremos de ser livres. Esse será o dia, esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado:

Meu país é teu, doce terra da liberdade, de ti eu canto.

Terra onde morreram meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada lado das montanhas ressoe a liberdade!

E quando isso acontecer, quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra: 

Finalmente livres! Finalmente livres!

Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente.”

O discurso foi para a sociedade dos Estados Unidos, mas se aplica para todo o mundo, especialmente para o Brasil. O Brasil é uma sociedade multiétnica, pluridogmática e diversificada. Um país riquíssimo porém, todavia, são muitas as prisões que a sociedade brasileira vive e quiçá  nem as reconheça. Prisões que empobrecem, sufocam e destroem. 

Não é proferindo o santo nome de Deus em vão que os problemas se solucionarão, diria que é bem pelo contrário, é honrando Seu santo nome, amando e respeitando as pessoas e a natureza, tratando todos com igualdade com  condições de direitos e deveres comuns a todos, que nos tornaremos uma sociedade livre e desenvolvida.

A Falência dos fatos

“Adeus, diz o moribundo ao espelho a sua frente. Nunca mais nos veremos.”                                                                           
Paul Valéry

Vivemos um momento onde as partes interessadas se esforçam para abolir as noticias em prol de não disturbar as opiniões. Um período difícil onde busca-se acreditar naquilo que se deseja e não naquilo que é de fato.

Somente pode acreditar nesse desgoverno  quem nāo quer enxergar os fatos e deseja crer numa ideia mitológica, cheia de fantasia e ilusões. Todavia, para aqueles que não crêem em mitos, o que nos dá alento é saber que o tempo é o senhor da razão e sempre revela a verdade. Como diz o ditado: “Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo.”

A negação dos fatos também pode ser interpretada como uma manifestação de narcisismo. De acordo com a superstição grega, contemplar a própria imagem era um prenuncio de má sorte. Foi daí que, provavelmente, nasceu o mito de Narciso que possui um simbolismo muito forte, sendo uma das lendas mais duradouras encontradas na mitologia grega.

Narciso era um jovem de uma beleza incrível e herói do território de Téspias e Beócia. Sua mãe foi a primeira a perguntar sobre o destino do filho para o adivinho Tirésias. A revelação que fez o sábio foi de que o menino teria uma longa vida, desde que nunca olhasse para seu próprio rosto.

Conforme foi crescendo, Narciso se tornou o jovem mais bonito da Beócia e despertava o interesse e a paixão tanto de mulheres quanto em homens. Porém, tudo o que ele tinha de bonito, tinha também de arrogante e, foi justamente esse desprezo pelos demais que acabou derrotando Narciso.

O desprezo e arrogância do rapaz jogaram sobre ele uma maldição. Nêmesis, a deusa punidora, aproveitou uma límpida e cristalina fonte que havia na região, da qual ninguém nunca havia se aproximado para amaldiçoar Narciso. Então, ao se inclinar sobre essa fonte para beber água, Narciso acabou vendo seu reflexo e ficou extremamente encantado com sua visão. Encantado pela sua própria imagem e beleza e, sem conseguir alcança-la, se deitou no leito do rio e lá definhou, olhando-se no reflexo das águas.

O Narciso e o  narcisismo são muito conhecidos. Ambas as palavras provém de narke, que significa entorpecido, de onde também se origina a palavra narcótico. Sendo assim, para os gregos, Narciso era o símbolo da vaidade e também da insensibilidade, entorpecimento.

Aqueles que todavia estão entorpecidos com a fantasia, com a idéia e a  imagem do Messias, o mito, e enxergam virtudes onde nāo existem, e negam os fatos. Está passando da hora de acordar antes que se afoguem com a  vaidade e a arrogância. O Brasil sempre teve problemas, mas, nunca esteve tão mal, tão desprestigiado e tão odioso. Suas maiores riquezas naturais e humanas  estão sendo destruídas como jamais. 

O Brasil , talvez o país mais belo e rico do mundo, perdeu sua alegria genuína para amargurar  na ignorância, na  mentira e arrogância. Abraçou uma política assassina que usa o Santo nome de Deus pra justificar barbáries que não geram bem estar social, pelo contrário, cria mal estar nacional. Se não concordas com isso sugiro: deixe de olhar para o espelho, veja a realidade e pare de negar os fatos.

Viver em Comunhão

A população mundial é de 7,8 bilhões de habitantes e deve passar para 10,9 bilhões em 2100, segundo as projeções demográficas divulgadas pela Divisão de População da ONU (revisão 2019). No mundo existem 194 países soberanos e 6.909 idiomas diferentes falados ao redor do mundo. Centenas de grupos étnicos que se diferenciam por aspectos físicos, culturais, linguísticos e religiosos, e que estão em constante mudança, compõem a população mundial.

O mundo está super populado e globalizado, o trânsito de pessoas e de informação não encontra fronteiras, viver isolado sem criar impacto na vida de alguém é muito difícil, quase impossível. Vivemos em conjunto e com isso temos a  necessidade de criar consciência do que significa viver em comunhão, pois, não existem atos  isolados. A pandemia do Coronavírus que teve início numa cidade do oriente afetou todo o planeta e praticamente o parou, o recente ato de racismo e abuso de poder ocorrido nos EUA repercutiu e mobilizou o mundo todo. Vivemos em comunhão, seja para mal, seja para bem.

 

Temos que ter  consciência  do que significa viver em comunhão. O termo comunhão, segundo o dicionário da língua portuguesa, tem como significado: 

1. Ação ou efeito de comungar, de realizar ou desenvolver alguma coisa em conjunto. 

2. Harmonia no modo de sentir, pensar, agir; identificação: comunhão de pensamentos. Em que há união ou ligação; compartilhamento.

Sendo eu Cristão, estou convicto que o melhor exemplo  prático para a vida em comunhão é o que Jesus Cristo ensinou. Se tivermos como base referencial a sua vida e a obediência aos mandamentos de Deus, tenho certeza que a maioria dos problemas que padecemos deixariam de existir. O Decálogo, ao apresentar os mandamentos do amor a Deus (os três primeiros) e ao próximo (os outros sete), traça o caminho de uma vida livre de ódio e consequências derivantes dele, traça o caminho para uma vida virtuosa. Eles servem para nos ensinar a verdadeira humanidade do homem, também, iluminam os deveres essenciais e, portanto, os direitos humanos fundamentais inerentes à natureza humana.

Mandamentos da Lei de Deus 

1.Amar a Deus sobre todas as coisas;
2. Não invocar o santo nome de Deus em vão;
3. Santificar os Domingos e Festas de Guarda;
4. Honrar pai e mãe;
5. Não matar;
6. Não cometer adultério;
7. Não roubar;
8. Não levantar falsos testemunhos;
9. Guardar castidade nos pensamentos e nos desejos;
10. Não cobiçar as coisas alheias.

Se agirmos dentro dessas normas e vencermos as tentações degradantes, teremos a chance de viver num mundo melhor. Por isso buscar a presença do Espírito Santo e tornar-nos o seu templo é fundamental para vivermos em comunhão. A Felicidade e a Paz somente existiram se as compartilharmos.

Vá de bicicleta

A segunda fase post Pandemia Coronavírus está gerando uma revolução no transporte das pessoas na Europa, o uso da bicicleta está sendo muito estimulado ao invés de automóveis particulares e coletivos. Todos os anos, no dia 03 de junho celebra-se o Dia mundial da Bicicleta, essa data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas - ONU, com o objetivo de gerar consciência dos benefícios sociais derivados do uso da bicicleta como meio de transporte e para o tempo livre. A ONU reconheceu que a bicicleta estimula a criatividade e o compromisso social e oferece ao usuário uma consciência imediata do ambiente local.

 “A bicicleta pode ser uma ferramenta para o desenvolvimento e um meio não apenas para o transporte, mas também de acesso à educação, saúde e esporte.”
Eu sou um apaixonado por bicicletas, fui ciclista de competição e agora sou um cicloturista apaixonado. A bicicleta me ensinou muito. Quando competia ela me ensinou a derrota e a vitória, o valor da disciplina e do trabalho em equipe, me ensinou que vencer não significa  derrotar o outro mas superar a si mesmo. Ela já me fez sentir muita dor, foram muitos os tombos desde que aprendi andar sem as rodinhas, mas as alegrias sempre foram maiores. Hoje quando ando de bicicleta pelas estradas do mundo me sinto como um pássaro livre e a cada pedalada me empodero de respeito com as belezas que  o planeta proporciona.
A bicicleta é um veículo sofisticado. Leonardo da Vinci foi quem criou a primeira bicicleta com correia e pedais, como  a que conhecemos hoje, também foi ele quem declarou que:  “A  simplicidade é o máximo grau de sofisticação.” Ironicamente a simples bicicleta está tomando o lugar do Rolls Royce, do Bentley e do Mercedes para se tornar a protagonista do centro de Londres, Paris, Milão e tantas outras metrópoles do mundo. Ela não contamina, é elegante e proporciona saúde.

A pandemia que parou o mundo nos deixou uma mensagem clara, o ritmo de vida e as ambições criadas pela humanidade estão adoecendo as pessoas e a natureza. É hora de refletir, reobjetivar e redescobrir a fortuna que é estar vivo e o que significa viver. Os modelos de trabalho pesados e sobrecarregados estão entrando em choque. A maioria da população não aguenta mais viver para trabalhar, não tolera mais a má distribuição de renda e de recursos e o modelo onde poucos têm muito e muitos não têm quase nada. A vida exige, reclama, igualdade, equidade, respeito.

A bicicleta se tornou o símbolo da revolução post-pandêmica. Usar uma bicicleta é sinônimo de inteligência, deixou de ser status de pobreza, tornou-se sinônimo de riqueza intelectual. Obviamente que para ser aceita e difundida é necessário fomento e criação de infraestruturas, mas, sobretudo de ruptura de paradigmas culturais. Aqui na Europa é comum ver executivos de alto escalão irem de bicicleta para o trabalho e as levarem consigo quando saem de férias. Ela não só é um meio de transporte saudável e limpo, ela representa uma filosofia de respeito à vida. 

Dizem que é o veículo do futuro, foi inventada para ser. Com uma bicicleta, qualquer lugar fica mais próximo e deves cuidá-la, pois será tua grande amiga. Ela te torna livre e faz mágicas. Com o sol radiante e uma brisa fresca,  andar de bicicleta é como estar voando e se fizer muito calor pedalar baixo a chuva lava a alma. Por falar em alma, quando pedalo faço as minhas mais profundas orações. Uma bici é um instrumento contra a dor.

Essa não é apenas a minha opinião, a própria Organização Mundial da Saúde como solução para a fase 2 da maior crise sanitária dos últimos tempos, adverte: “a bicicleta é perfeita para evitar aglomerações, manter a distância social e melhorar a saúde da população.”.

Depois da tempestade, vem a bonança

Existe uma citação bastante antiga que diz que depois da tempestade vem a bonança, e a ideia que ela nos transmite é a de que, absolutamente, tudo passa. Por mais delicado que seja o momento pelo qual estamos passando,  um dia ele será apenas uma lembrança. Acreditar nisso é importante para que se mantenha resiliente e tenha força para superar os desafios. 

A Pandemia do Coronavírus colocou em cheque as estruturas governamentais, econômicas e socias do planeta. Esta pandemia associada a todas outras mazelas está revelando o quão frágil somos e a magnitude da crise que temos pela frente. 

Crise, no grego, significa “decisão”, julgamento, para os orientais, “crise” significa “Oportunidade, ponto de mudança”. Face ao novo, é necessário que se faça um reajuste, uma desconstrução e reconstrução de conceitos. É nesta necessidade de mudanca que aqueles que estão habituados a saber “gerir a vida” podem entrar em desequilíbrio emocional.

Normalmente, quando se dá o confronto com o fato de que os recursos disponíveis não contribuírem para a manutencão e a garantia da existencia, o estado de desequilíbrio emocional acontece. Como acontece, por exemplo, quando se fica desempregado, quando nos confrontamos com uma separacão ou temos um diagnóstico de doença crônica, ou seja, uma frustração ou uma perda significativa.

As mudancas que a pandemia do Coronavírus está causando e irá causar são muito significativas, algumas irreparáveis, contudo gerará aprendizado e oportunidades para uma vida mais equilibrada, para isso é fundamental estar sereno e gerir a crise. Dada a magnitude do problema fica claro que a colaboracão e a coopercão de todas as esferas da sociedade, iniciando pelos seus líderes, serão fundamentais para a rápida reestruturacão da vida e das sociedades. 

Estamos vivendo mais que uma crise política, econômica e de saúde, estamos   entrando numa, ainda mais perigosa, crise emocional. Para sobreviver a ela necessitamos vê-la com objetividade e inteligência emocional. 

1. Identificar o que foi perdido –  é o mais complicado, por se estar ainda em fase de negação do mesmo.

2. Identificar o que mudou – pode ir do estilo de vida, à ausência de alguém, a bens materiais…

3. Identificar o que se ganhou, apesar da perda - sempre há um lado positivo.

4. Recolher o máximo de informação sobre a nova situação ou condição (a que está ou aquela em que gostaria de estar);

5. Verificar a disponibilidade de recursos (internos/externos) e/ou serviços, para que consiga ver se efetivamente há condições para mudar. 

6. Identificar quais são as influências externas e internas e quais serão as consequencias positivas e negativas que esta mudança vai ter nas nossas vidas.

7. Aprender a ver  o mundo de outras perspetivas.

Transtorno de estresse pós-traumático - Efeitos da Politicagem Brasileira

O despreparo, o roubo, a corrupção e a satisfação das vaidades tem aniquilado com  a real função da política e da democracia no Brasil. Há décadas a sociedade brasileira é assolada pelos nefastos efeitos da sistemática politicagem praticada pelos políticos e partidos políticos brasileiros que, ao invés de governar para o desenvolvimento pleno, harmônico e sustentável,  dos cidadãos e do território,  estão comprometidos a satisfazer os caprichos dos seus protagonistas.

Todos nós brasileiros estamos sofrendo  as consequências desses desgovernos que vem nos  adoecendo como indivíduos e como sociedade. Décadas de  frustração, desilusão, insegurança e subdesenvolvimento tem gerado  transtornos, traumas e estresse crônico que nos levaram à condição de extrema vulnerabilidade, hostilidade e desunião social. Uma condição gravíssima que fragiliza a cidadania, fortalece o partidarismo e a polarização e, ao invés de unir, divide a sociedade. Gerando abismos sociais ao invés de eliminá-los.

Segundo os especialistas, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é uma condição de saúde mental que é desencadeada por um evento aterrorizante - seja experimentando ou testemunhando. Os sintomas do TEPT causam problemas significativos em situações sociais, de trabalho e de relacionamentos,  podem interferir na capacidade de executar as tarefas diárias normais. Esses sintomas são  geralmente agrupados em quatro tipos: memórias intrusivas, evasão, mudanças negativas no pensamento e no humor e alterações nas reações físicas e emocionais.

 

Os sintomas de memórias intrusivas podem incluir:

Reviver o evento traumático como se estivesse acontecendo novamente (flashbacks);

Lembranças angustiantes recorrentes e indesejadas do evento traumático;

Sofrimento emocional grave a algo que o lembra do evento traumático.

 

Os sintomas de evasão podem incluir:

Evitar pensar ou falar sobre o evento traumático;

Evitar lugares, atividades ou pessoas que lembrem você do evento traumático.

 

Os sintomas de mudanças negativas no pensamento e no humor podem incluir:

Pensamentos negativos sobre você, outras pessoas ou o mundo;

Desesperança sobre o futuro e falta de interesse nas atividades que você já desfrutou; 

Sensação de desapego da família e dos amigos e dificuldade em manter relacionamentos próximos.

 

Os sintomas de alterações nas reações físicas e emocionais podem incluir:

Ser facilmente assustado, sentir-se vigiado ou em perigo;

Comportamento autodestrutivo, explosões de raiva ou comportamento agressivo.

Problemas para dormir e problemas de concentração.

 

Se de fato queremos mudar a nossa Nação temos a obrigatoriedade de nos curar primeiro, buscar tratamento e alcançar a saúde mental e espiritual, pois, caso contrário, continuaremos elegendo e idolatrando  energúmenos como líderes, acreditando que são mitos, salvadores da pátria, caçadores de marajás, defensores dos fracos e oprimidos, sem dar-nos conta que  são eles a causa de estarmos cada vez mais pobres e adoecidos.

Transtorno de estresse pós-traumático - Efeitos da Politicagem Brasileira

O despreparo, o roubo, a corrupção e a satisfação das vaidades tem aniquilado com  a real função da política e da democracia no Brasil. Há décadas a sociedade brasileira é assolada pelos nefastos efeitos da sistemática politicagem praticada pelos políticos e partidos políticos brasileiros que, ao invés de governar para o desenvolvimento pleno, harmônico e sustentável,  dos cidadãos e do território,  estão comprometidos a satisfazer os caprichos dos seus protagonistas.

Todos nós brasileiros estamos sofrendo  as consequências desses desgovernos que vem nos  adoecendo como indivíduos e como sociedade. Décadas de  frustração, desilusão, insegurança e subdesenvolvimento tem gerado  transtornos, traumas e estresse crônico que nos levaram à condição de extrema vulnerabilidade, hostilidade e desunião social. Uma condição gravíssima que fragiliza a cidadania, fortalece o partidarismo e a polarização e, ao invés de unir, divide a sociedade. Gerando abismos sociais ao invés de eliminá-los.

Segundo os especialistas, o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é uma condição de saúde mental que é desencadeada por um evento aterrorizante - seja experimentando ou testemunhando. Os sintomas do TEPT causam problemas significativos em situações sociais, de trabalho e de relacionamentos,  podem interferir na capacidade de executar as tarefas diárias normais. Esses sintomas são  geralmente agrupados em quatro tipos: memórias intrusivas, evasão, mudanças negativas no pensamento e no humor e alterações nas reações físicas e emocionais.

 

Os sintomas de memórias intrusivas podem incluir:

Reviver o evento traumático como se estivesse acontecendo novamente (flashbacks);

Lembranças angustiantes recorrentes e indesejadas do evento traumático;

Sofrimento emocional grave a algo que o lembra do evento traumático.

 

Os sintomas de evasão podem incluir:

Evitar pensar ou falar sobre o evento traumático;

Evitar lugares, atividades ou pessoas que lembrem você do evento traumático.

 

Os sintomas de mudanças negativas no pensamento e no humor podem incluir:

Pensamentos negativos sobre você, outras pessoas ou o mundo;

Desesperança sobre o futuro e falta de interesse nas atividades que você já desfrutou; 

Sensação de desapego da família e dos amigos e dificuldade em manter relacionamentos próximos.

 

Os sintomas de alterações nas reações físicas e emocionais podem incluir:

Ser facilmente assustado, sentir-se vigiado ou em perigo;

Comportamento autodestrutivo, explosões de raiva ou comportamento agressivo.

Problemas para dormir e problemas de concentração.

 

Se de fato queremos mudar a nossa Nação temos a obrigatoriedade de nos curar primeiro, buscar tratamento e alcançar a saúde mental e espiritual, pois, caso contrário, continuaremos elegendo e idolatrando  energúmenos como líderes, acreditando que são mitos, salvadores da pátria, caçadores de marajás, defensores dos fracos e oprimidos, sem dar-nos conta que  são eles a causa de estarmos cada vez mais pobres e adoecidos.

É bom sentir vergonha

Segundo a Academia Brasileira de Letras o significado de vergonha é:

 

Ato de vexatório, que humilha, desonra;

Sentimento penoso que resulta de haver cometido alguma falta ou pelo temor da desonra: ex. corar de vergonha. 

Ato indecoroso que provoca indignação: a corrupção é uma vergonha!

Insegurança efetivada pelo medo do julgamento alheio; decoro.

Rubor das faces causado por acanhamento; timidez.

Senso da própria dignidade ou honra.

 

A vergonha é uma emoção e faz parte do conjunto de emoções básicas, aparecendo por volta dos dois anos de idade. E apesar de acharmos que nos limita extremamente a vida ela tem a sua utilidade. Sentimos vergonha nas mais variadas situações de vida. Sentimos vergonha quando fazemos algo errado, quando nos criticam, quando achamos que alguém não gosta de nós, quando nos sentimos inadequados, quando falhamos. Pelo menos assim deveria ser!

Para quem recebeu uma boa educação, a vergonha se faz presente em muitas ocasiões, ela é uma emoção básica, se desenvolve principalmente no meio das relações sociais que vamos construindo ao longo da vida. Uma pessoa civilizada, de bom caráter, normalmente, tem um senso de vergonha apurado.

O pudor é o balizador desse sentimento que nos faz filtrar muito do que dizemos e fazemos junto dos outros, para que tenhamos uma convivência saudável com estes. A vergonha é uma emoção sinalizadora de que algo está errado, inadequado ou que desagrada. Sem ela dificilmente construímos  relações saudáveis e estáveis, pois ela nos faz conhecer os limites, a necessidade de mudar ou até a necessidade de nos desculparmos por certos atos. A vergonha é inerente das relações sociais.

Se decidimos viver em isolamento e não exercemos influência na vida dos demais, quiçá, não precisamos desenvolver o senso de vergonha, mas, se exercemos uma atividade social o senso de vergonha é fundamental. São a cultura, o folclore e os valores da educação de uma sociedade que formarão as referências daquilo que é vergonhoso ou não. Por exemplo: Para as pessoas honestas roubar e mentir é vergonhoso, enquanto para quem rouba e mente sistematicamente  ser honesto é uma vergonha. 

Existem referências de vergonha que podem e devem ser mudadas e outras que jamais. Partindo do princípio que nossa sociedade está alicerçada no pudor e na honestidade, podemos afirmar que a vasta maioria dos nossos líderes políticos, em todas as esferas, nacional, estadual e municipal, não tem vergonha. Eles  dão mal exemplo, são egocêntricos, mentem, roubam, corrompem, insultam, gastam exageradamente, fazem qualquer tipo de arranjo para chegar e  permanecer no poder, inclusive usam o nome de Deus, se creem  e proclamam- se úteis e benfeitores. Entretanto, cometem barbaridades e nem se quer ficam corados.

Por essa razão jamais devemos idolatrar ou defender esse modelo de políticos que temos, pois, se a sua conduta se tornar a referencia de valores, nos tornaremos uma nação de sem-vergonhas.

Desafios do Mundo V.I.C.A. - O Antídoto

Vivemos num mundo Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo, o Mundo V.I.C.A. este conceito foi descrito pelo renomado sociólogo Zigmunt Baumann no intuito de definir o estado das coisas do mundo e na maneira como nos afectam, ou seja, como sentimos e vivemos o mundo de hoje. Esta semana abordarei o lado B desse conceito, ou seja, a postura a ser tomada para fazer frente a esse mundo veloz, ansioso, instável e extenuante.

Para enfrentar os desafios do Mundo V.I.C.A devemos adotar uma postura a sua justa medida, ou seja, tomar o “antídoto” para sobreviver a ele; para a Volatilidade desenvolver a Visão; para a Incerteza buscar a Introspecção; para a Complexidade o Conhecimento; e para a Ambiguidade desenvolver a Adaptação.

Visão - Pese a vertiginosidade è possível desenhar visões de curto, médio e longo prazo. Isto permitirá que, por mais que o entorno mude e quiçá nos obrigue a desviar do plano inicial, possamos manter presente uma visão interna vencedora e conectá-la a um propósito maior, algo que dê sentido as mudanças que estamos imersos.

Introspecção - Como ferramenta de superação pessoal e coletiva, a introspecção, o exercício de serenar o espírito , é uma ferramenta potente para enfrentar o descontrole e as convulsões emocionais que estamos sujeitos. A introspecção ajuda gerir as emoções e permite  observar as circunstâncias de forma serena antes de reagir instintivamente com um enfoque primitivo na luta pela sobrevivência.

Conhecimento - É inegável que através da tecnologia é possível acessar a um universo de conhecimento praticamente infinito, por isso é importante adotar um modelo de aprendizado que permita priorizar aquilo que é importante daquilo que é supérfluo segundo as próprias necessidades.

Adaptação - Adaptar-se nesse contexto é conviver com o processo de mudança continua, de necessidade de câmbio de padrões de comportamento. Adotar a cooperação, a solidariedade e a empatia, de forma que vejamos a vida em perspectiva e nos coloquemos no lugar do outro antes de agir.

O mundo que se transforma e se reinventa velozmente, influenciado pela globalização, Inteligência artificial, digitalização e transferência de informação.  Fácil para alguns, difícil para outros, conveniente e inconveniente, entusiasmante e frustrante, tudo ao mesmo tempo. Muito desafiador.  Uma sociedade de muito consumo e valores confusos.

O tempo se tornou dinheiro e o valor da vida uma consequência da relação de  capacidade de produção e recompensa obtida. Para muitos o mundo é visto apenas como um mercado.

Quem sabe essa pandemia não seja um sinal para  uma mudança daquilo que nos transformamos. Um apelo para voltarmos a ver a vida como uma passagem evolutiva do ser em busca da equidade social, pautados pelo trabalho com amor e arte, orientados a realização das vocações. Tempo de posicionarmos contrários a essa corrida cruenta, gananciosa, inconsequente, impiedosa e fútil em busca de status, dinheiro e poder.

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