O Farroupilha
DARCI LEVIS
Você e a Bíblia - Capítulo 51: A oração

Infelizmente, muitas pessoas possuem uma ideia equivocada sobre a oração, como ela deve ser feita, para quem, etc. E essas pessoas, seguem fazendo orações da forma que consideram correta, repetindo palavras, pedindo ou agradecendo para algo em que acreditam. Entretanto, como para qualquer coisa que realmente precisamos, as orientações estão na Bíblia Sagrada.
Em Mateus 6.5-6 está escrita a orientação passada por Jesus Cristo: “Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa.  Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.”.
Neste sentido, primeiramente, fica claro que o foco das orações deve ser o Pai, com letra inicial maiúscula, ou seja, Deus, que não pode ser visto, mas que vê o que fazemos em segredo. Também fica claro que as pessoas que gostam de orar para que outras pessoas as vejam e ouçam, já receberam a sua recompensa, ou seja, ganharam o que queriam: a admiração e o louvor das outras pessoas. Assim, elas não têm mais nada a receber de Deus. 
Em Mateus 6.7-13 Jesus continua: “Nas suas orações, não fiquem repetindo o que vocês já disseram, como fazem os pagãos. Eles pensam que Deus os ouvirá porque fazem orações compridas. Não sejam como eles, pois, antes de vocês pedirem, o Pai de vocês já sabe o que vocês precisam. Portanto, orem assim: ‘Pai nosso, que estás no céu, que todos reconheçam que o teu nome é santo. Venha o teu Reino. Que a tua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu! Dá-nos hoje o alimento que precisamos. Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. E não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal. Pois teu é o Reino, o poder e a glória, para sempre. Amém!’”.
    E por fim, em Mateus 6.14-15 Jesus disse: “Porque, se vocês perdoarem as pessoas que ofenderem vocês, o Pai de vocês, que está no céu, também perdoará vocês. Mas, se não perdoarem essas pessoas, o Pai de vocês também não perdoará as ofensas de vocês.”. Neste sentido, conforme as descrições citadas acima, orações compridas e repetidas não são ouvidas por Deus, porque ficar repetindo algo que está decorado simplesmente não faz sentido. 
Cabe notar, que a orientação serve também para a própria oração do “Pai Nosso”. Mas está claro que o que foi citado no modelo de oração do “Pai Nosso” deve valer para qualquer oração. Assim, devemos reconhecer que Deus está no céu, que ele é Santo e que no seu Reino há tudo o que precisamos. Devemos pedir que a sua vontade seja feita na terra e no céu, dando-nos o que realmente precisamos para mais um dia, e perdoar aquilo que outras pessoas fizeram contra nós. Além disso, também podemos pedir em oração forças para evitar as tentações e livrar-nos do mal, porque o poder, a glória e o Reino são de Deus, o Pai.

Este texto foi publicado originalmente em 13 de dezembro de 2019

Você e a Bíblia - Capítulo 59: O maior tesouro

É difícil encontrarmos confiança emocional genuína e segurança da alma. Somos pecadores, cercados por outros pecadores, em um mundo caído e frágil. Como alguém pode realmente experimentar a profunda paz e alegria da autêntica confiança no mundo em que vivemos?

No Salmo 16.1 Davi inicia uma canção: “Guarda-me, ó Deus, pois em ti eu tenho segurança!”. Neste versículo, Davi revela o caminho mais curto para ir do medo à confiança, da instabilidade à segurança, da ansiedade à alegria autêntica e duradoura. E ele ressalta essa confiança no Salmo 16.8: “Estou certo de que o Senhor está sempre comigo; ele está ao meu lado direito, e nada pode me abalar.”. 

No Salmo 16.2, Davi declara: Eu disse a Deus, o Senhor: “Tu és o meu Senhor; tudo o que tenho de bom vem de ti.”. Então, Deus é o bem supremo. Ele é a fonte do rio de todo prazer. Todos os outros bens são verdadeiramente bons somente quando estão nele. Neste sentido, todas as outras coisas boas serão vazias no final.

No Salmo 16.3 Davi revela: “Como são admiráveis as pessoas que se dedicam a Deus! O meu maior prazer é estar na companhia delas.”. Então, conforme o texto, estar com pessoas que se dedicam a Deus foi o maior prazer do rei Davi. Não conseguimos imaginar a quantas coisas deste mundo o rei Davi teve acesso. Mas o seu maior prazer era estar com pessoas que se dedicavam a Deus. Certamente, pessoas que se dedicam a Deus entendem algo que, infelizmente, a maioria da população mundial ainda não entende.

Neste sentido, o amor de Davi por Deus transborda em amor por aqueles que amam a Deus. Seu amor por aqueles que amam a Deus não compete com seu amor por Deus; pelo contrário, complementa. Tal deleite nos outros é uma extensão e expressão de seu supremo prazer em Deus.

Finalmente, Davi encerra sua canção. Tendo começado com o pedido de Deus para preservá-lo, ele termina com confiança e esperança. Ele passou da ansiedade ao temor, do pedido ao louvor, do lamento de seus problemas ao deleite na glória de Deus, conforme Salmo 16.9-11: “Por isso o meu coração está feliz e alegre, e eu, um ser mortal, me sinto bem seguro, porque tu, ó Deus, me proteges do poder da morte. Eu tenho te servido fielmente, e por isso não deixarás que eu desça ao mundo dos mortos. Tu me mostras o caminho que leva à vida. A tua presença me enche de alegria e me traz felicidade para sempre”.

A nossa confiança pode ser ainda mais sólida hoje do que a de Davi. Jesus assumiu a nossa dívida e pagou a nossa conta, permitindo que daquele momento em diante nós pudéssemos receber o perdão dos nossos pecados. Deus o criou para cumprir esta missão aqui no nosso mundo, que estamos agora. Com a sua ressureição definitiva, Jesus venceu a morte e, por isso, nos libertou do nosso maior medo. E agora, conforme a Bíblia Sagrada, aqueles que creem nele e se arrependerem honestamente dos seus pecados, terão como destino final o caminho da vida. Vida eterna, sendo único momento onde o sofrimento cessará e haverá a plenitude de alegria. 

Você e a Bíblia - Capítulo 58: O homem sábio

Há duas maneiras de construirmos a nossa própria vida. Conforme a Bíblia Sagrada, Mateus 7.24-25 nos revela que Jesus Cristo disse: “Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha.”. 
E em Mateus 7.26-27 continuou: “Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída.”.
Neste sentido, podemos construir a nossa vida sobre a rocha ou sobre a areia, pois temos o livre-arbítrio. E isso, claro, permite que apenas tenhamos conhecimento sobre os ensinamentos de Deus, ou que além de termos conhecimento os pratiquemos, conforme Tiago 1.22-24: “Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática. Porque aquele que ouve a mensagem e não a põe em prática é como uma pessoa que olha no espelho e vê como é. Dá uma boa olhada, depois vai embora e logo esquece a sua aparência.”.
E ainda, conforme Tiago 1.25: “O evangelho é a lei perfeita que dá liberdade às pessoas. Se alguém examina bem essa lei e não a esquece, mas a põe em prática, Deus vai abençoar tudo o que essa pessoa fizer.”. Vale a pena destacar novamente: “o evangelho é a lei perfeita que dá liberdade às pessoas”. É isso mesmo: liberdade. Ouvir e seguir os ensinamentos do único Deus nos dá a liberdade definitiva. E isso significa também que Deus abençoará tudo o que a pessoa que age dessa forma fizer.
Sendo assim, devemos ter nossa fé acompanhada de ações, conforme Tiago 2.14-17: “Meus irmãos, que adianta alguém dizer que tem fé se ela não vier acompanhada de ações? Será que essa fé pode salvá-lo? Por exemplo, pode haver irmãos ou irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhes dão o que eles precisam para viver, não adianta nada dizer: ‘Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem.’. Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta.”.
E continuando, em Tiago 2.18-20: “Mas alguém poderá dizer: ‘Você tem fé, e eu tenho ações.’. E eu respondo: ‘Então me mostre como é possível ter fé sem que ela seja acompanhada de ações. Eu vou lhe mostrar a minha fé por meio das minhas ações.’. Você crê que há somente um Deus? Ótimo! Os demônios também creem e tremem de medo. Seu tolo! Vou provar-lhe que a fé sem ações não vale nada.”. Portanto, precisamos mostrar a nossa fé por meio das nossas ações, diariamente. E isso nos tornará sábios. Do contrário, nossa fé sem ações não vale nada. E isso nos tornará sem juízo. 

Você e a Bíblia - Capítulo 56: A morte será o fim?

Muitas pessoas pensam que a morte será o seu fim. Todos nós já vimos pessoas que faleceram e tiveram seu corpo sepultado. Sabemos que após isso o corpo físico se decompõe rapidamente. Sabemos também que algumas pessoas que já morreram foram cremadas. E, nesta situação, podemos ver que o que resta do corpo físico são apenas cinzas. Para as pessoas que visualizam isso e permanecem vivas aqui na terra, aparentemente, tudo acabou para aqueles que morreram. Algumas pessoas defendem que todas as pessoas que morreram retornam reencarnadas em outras que nascerão. Mas apenas o fato de que a população mundial não para de crescer já desmente esta crença.
A Bíblia Sagrada, claro, nos esclarece tudo acerca do assunto. Conforme Lucas 16.19-31: “Jesus continuou: Havia um homem rico que vestia roupas muito caras e todos os dias dava uma grande festa. Havia também um homem pobre, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, e que costumavam largar perto da casa do rico. Lázaro ficava ali, procurando matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do homem rico. E até os cachorros vinham lamber as suas feridas. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para junto de Abraão, na festa do céu. O rico também morreu e foi sepultado. Ele sofria muito no mundo dos mortos.”.
E Jesus continuou: “Quando olhou, viu lá longe Abraão e Lázaro ao lado dele. Então gritou: ‘Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande que Lázaro molhe o dedo na água e venha refrescar a minha língua porque estou sofrendo muito neste fogo!’. Mas Abraão respondeu: ‘Meu filho, lembre que você recebeu na sua vida todas as coisas boas, porém Lázaro só recebeu o que era mau. E agora ele está feliz aqui, enquanto você está sofrendo. Além disso, há um grande abismo entre nós, de modo que os que querem atravessar daqui até vocês não podem, como também os daí não podem passar para cá.’.”.
E ainda: “O rico disse: ‘Nesse caso, Pai Abraão, peço que mande Lázaro até a casa do meu pai porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento.’ Mas Abraão respondeu: ‘Os seus irmãos têm a Lei de Moisés e os livros dos Profetas para os avisar. Que eles os escutem!’. ‘Só isso não basta, Pai Abraão!’, respondeu o rico. ‘Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrepen-derão dos seus pecados.’. Mas Abraão respondeu: ‘Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.’”.
No texto relatado acima, fica claro que o homem rico nem mesmo percebia que Lázaro precisava de ajuda. Jesus descreve claramente que os dois morreram. E logo depois o pobre já estava junto de Abraão, na festa do céu, enquanto o rico, que não acreditava na existência de Deus, já estava no mundo dos mortos e sofria muito. A Bíblia descreve que Abraão era um homem que temia a Deus, e, por isso estava no céu. Neste sentido, a alma de Lázaro já estava no céu. E a alma do rico já estava no inferno. Um deles não podia chegar até o outro, porque havia um abismo entre eles. Então, fica claro que há muito por vir após a nossa morte e, que sofrermos ou estarmos em festa após a morte depende do que fazemos e cremos agora, aqui na terra.

Você e a Bíblia - Capítulo 52: As preocupações

A maioria das pessoas possuem preocupações. E são as mais variadas. Há pessoas que se preocupam em ter o que comer, enquanto outras se preocupam em trocar seu smartphone, sem necessidade, apenas porque outro foi lançado ou é melhor daquele que possuem. Há pessoas que se preocupam na solução de um problema de saúde que pode causar a sua morte, enquanto outras se preocupam em trocar de carro, sem necessidade, apenas porque outro foi lançado ou é melhor daquele que possuem.

Em relação às preocupações, conforme Mateus 6:25-27, Jesus Cristo disse: “Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas? Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos? E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso.”.

Segundo Mateus 6:28-30, Jesus continuou: “E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena!”.

E para encerrar o assunto, conforme Mateus 6:31-34, Jesus finalizou: “Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: ‘Onde é que vamos arranjar comida?’ ou ‘Onde é que vamos arranjar bebida?’ ou ‘Onde é que vamos arranjar roupas?’ Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.”.

Além disso, está escrito em Filipenses 4:6: “Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido.”. E também em Salmos 55:22: “Entregue os seus problemas ao Senhor, e ele o ajudará; ele nunca deixa que fracasse a pessoa que lhe obedece.”. E ainda, conforme 1Pedro 5:7: “Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês.”.

Neste sentido, conforme as orientações inspiradas por Deus, o próprio criador dos seres humanos, quando percebemos que estamos preocupados com algo, basta lembrar que Deus existe e colocar o motivo da preocupação em suas mãos, orando com o coração agradecido e pedindo que ele mostre o caminho mais curto para que façamos a sua vontade para as nossas vidas.

Você e a Bíblia - Capítulo 40: A última chance

Na abertura do evangelho bíblico de João, João 1:1-3, ele descreve Jesus: “No começo aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e era Deus. Desde o princípio, a Palavra estava com Deus. Por meio da Palavra, Deus fez todas as coisas, e nada do que existe foi feito sem ela.”. Em João 1:14, continua: “A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai.”.

Na entrevista de Witherington, descrita no livro “Em Defesa de Cristo”, ele disse: “Quando lemos o evangelho de João, temos à nossa frente a imagem de Jesus que é fruto de uma interpretação, mas creio também que se trata da conclusão lógica do que estava implícito no Jesus histórico. E eu acrescentaria: mesmo que eliminássemos o evangelho de João, ainda assim não ficaríamos com um Jesus destituído de seu caráter messiânico, porque esse tipo de material consta nos outros três evangelhos.”.

E continuou: “Por exemplo, em Mateus 16:15-17 tem-se: ‘E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? perguntou Jesus. Simão Pedro respondeu: O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo. Jesus afirmou: Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu.’”. 

Lee perguntou ainda: “Existe algum indício de que Jesus tenha tido alguma crise de identidade?”. Witherington respondeu: “Uma crise de identidade não, embora eu acredite que ele tenha tido pontos de confirmação da sua identidade. No seu batismo, na tentação, na transfiguração, no jardim do Getsêmani, são todos momentos de crise em que Deus confirmou-lhe quem ele era e qual era sua missão. Por exemplo, não creio que tenha sido acidental o fato de que seu ministério só comece realmente depois do seu batismo, quando ouve uma voz que lhe diz: ‘Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria.’”. 

Lee prosseguiu: “No entender de Jesus, qual seria a sua missão? Ele se via como o libertador do povo de Deus, portanto sua missão era dirigida a Israel?”. Witherington respondeu: “Correto. Como se vê, as promessas dos profetas eram para Israel, portanto era para Israel que ele tinha de vir. Jesus se julgava a pessoa divinamente escolhida para realizar o ato salvífico máximo de Deus na história humana. Ele acreditava ser o agente de Deus incumbido de executar tal plano; para isso fora autorizado por Deus, revestido de poder por ele, era seu porta-voz e era por ele dirigido na concretização dessa tarefa. Portanto, as palavras de Jesus são as mesmas palavras de Deus. O que Jesus fez foi obra de Deus.”.

E ainda: “Bem, Jesus acreditava ter uma missão divina, que era redimir o povo de Deus. A implicação disso é que o povo de Deus estava perdido e que Deus tinha de fazer alguma coisa, como sempre fez, para intervir e recolocá-lo nos trilhos certos. Desta vez, porém, havia uma diferença: seria a última vez; era a última chance.”.

Você e a Bíblia - Capítulo 39: Que tipo de pessoa pode iniciar uma nova aliança com Deus?

Bem Witherington, PhD, foi autor de vários livros. Dentre eles estão: Jesus the sage (Jesus, o sábio), The many faces of Christ (As várias faces de Cristo), The Jesus quest (A busca por Jesus); Jesus, Paul, and the end of the world (Jesus, Paulo e o fim do mundo) e Women in the ministry of Jesus (As mulheres no ministério de Jesus).
Formado pelo Seminário Teológico Gordon-Conwell, onde concluiu com louvor seu mestrado em teologia, e pela Universidade de Durham, na Inglaterra, onde fez seu doutorado em teologia com ênfase no Novo Testamento, Witherington lecionou no Seminário de Asbury, no Seminário Teológico de Ashland, na Divinity School da Duke University e no Gordon-Conwell. Ele é membro da Sociedade para o Estudo do Novo Testamento, da Sociedade de Literatura Bíblica e do Instituto de Pesquisas Bíblicas.

No livro “Em Defesa de Cristo”, Witherington foi o sexto entrevistado do autor, que lhe perguntou: “Não é verdade que Jesus fazia um certo mistério em relação à sua identidade?”. Witherington respondeu: “Se ele tivesse dito simplesmente: ‘Oi, gente, sou Deus’, as pessoas entenderiam que ele estava dizendo: ‘Sou Javé’, porque os judeus daquela época não tinham o conceito da Trindade. Eles só conheciam o Deus Pai, a quem chamavam Javé, mas não sabiam da existência do Deus Filho nem do Deus Espírito Santo. Portanto, se alguém dissesse que era Deus, isso não faria o menor sentido para eles, que interpretariam a declaração como blasfêmia absoluta.”.

Continuando, Lee perguntou: “Que pistas temos sobre o conceito que Jesus tinha de si mesmo com base na maneira como ele se relacionava com as outras pessoas?”. Witherington respondeu: “Observe como ele se relacionava com os discípulos. Jesus tinha 12 discípulos, mas não era um deles. Se os 12 representavam um Israel renovado, onde é que Jesus se encaixava aí? Ele não é apenas parte de Israel, não é parte somente do grupo dos redimidos, mas está formando o grupo, assim como Deus no Antigo Testamento formou seu povo e estabeleceu as 12 tribos de Israel. Isso nos diz alguma coisa sobre o modo como Jesus via a si mesmo.”.
Outra pergunta de Lee foi: “Quando Jesus diz ‘Pai’ em suas orações, isso não implica que ele se julgue Deus, já que ensinou os discípulos a usar a mesma palavra quando orassem, e eles não são Deus?”. Witherington respondeu: “Na verdade, o significado de ‘Pai’ é que Jesus é o iniciador de um relacionamento íntimo que anteriormente não era possível.”. Após ouvir essa resposta, Lee descreve que pensou: “A questão é: que tipo de pessoa pode iniciar uma nova aliança com Deus?”. 

Então perguntou: “Em que medida o senhor considera importante o uso que Jesus fazia da expressão ‘Pai’?”. Witherington respondeu: “É muito importante! Isso implica que Jesus tinha um grau de intimidade com Deus muito diferente do que prevalecia no judaísmo daquele tempo. O mais surpreendente, porém, é que Jesus está dizendo o seguinte: somente por meio de um relacionamento com ele é possível ter com Deus um relacionamento do tipo ‘Pai’. Isso diz muito sobre o que ele pensava a respeito de si mesmo.”.

Você e a Bíblia - Capítulo 38: Fazedores de milagres

Muitos estudiosos céticos ateus utilizam como uma de suas estratégias a busca de comparações entre Jesus Cristo e outras pessoas da antiguidade, no intuito de desmerecer Jesus ou como tentativa de mostrar que as suas declarações não foram únicas. O objetivo desses estudiosos ateus, claro, é convencer pessoas de que a Bíblia Sagrada e os seus evangelhos não são verdadeiros.

Lee Strobel, na sua quinta entrevista descrita no livro “Em Defesa de Cristo”, fez questionamentos a Gregory A. Boyd, PhD, autor de vários livros como “Cynic sage or son of God? Recovering the real Jesus in an age of revisionist replies” (Um sábio cínico ou filho de Deus? Resgatando o Jesus verdadeiro em uma época de réplicas revisionistas.), “Jesus under siege” (Jesus sob cerco), “Letters from a skeptic” (Cartas de um cético), “God at war: the Bible and spiritual conflict” (Deus em guerra: a Bíblia e o conflito espiritual). Boyd formou-se em Filosofia pela Universidade de Minnesota, cursou mestrado em teologia, graduando-se com louvor na Yale University Divinity School e doutorou-se com louvor pelo Seminário Teológico de Princeton. Foi um grande estudioso da Bíblia Sagrada.

Em seu livro, Lee destaca que perguntou a Boyd: “Houve rabinos no passado que faziam exorcismos, que oravam pedindo chuva, e chovia. Portanto, para alguns acadêmicos, Jesus foi mais um judeu fazedor de milagres. Deve-se acreditar nisso?”. Boyd respondeu: “Na verdade, os paralelos desmoronam rapidamente depois de um exame mais minucioso. Em primeiro lugar, a centralidade do sobrenatural na vida de Jesus não tem paralelo algum na história judaica.”.

E continuou: “Em segundo lugar, a natureza radical de seus milagres distinguem-no dos demais. Não foi só uma chuva que caiu quando ele orou; estamos falando de gente que foi curada de cegueira, surdez, lepra e escoliose, de tempestades que foram reprimidas, de peixes e pães que foram multiplicados, de filhos e filhas ressurretos dos mortos. Essas coisas não têm paralelo.”.

E seguiu: “Em terceiro lugar, o que mais distingue Jesus é a forma como realizou milagres pela sua autoridade. É ele quem diz, em Mateus 12:28: “Na verdade é pelo poder de Deus que eu expulso demônios, e isso prova que o Reino de Deus já chegou até vocês”, referindo-se a si mesmo. E mais, em Lucas 4:18: “Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos”. Ele dá a Deus o crédito pelo que faz, mas nunca pede a Deus Pai que faça o que quer que seja: ele age pelo poder de Deus Pai. É algo sem paralelo.”. 

E ainda: “Isso só reforça a maneira diferente como Jesus falava sobre si mesmo, conforme Mateus 28:18: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra”; João 5:23: “... a fim de que todos respeitem o Filho, assim como respeitam o Pai”; Mateus 24:35: “Os céus e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre”. Em nenhum lugar você encontra rabinos com esse tipo de discurso.”. Após ouvir isso, Lee disse: “Mas aonde o senhor quer chegar?”. E Boyd respondeu: “Qualquer paralelo com rabinos e demais fazedores de milagres é um exagero muito grande.”.

Você e a Bíblia - Capítulo 38: Fazedores de milagres

Muitos estudiosos céticos ateus utilizam como uma de suas estratégias a busca de comparações entre Jesus Cristo e outras pessoas da antiguidade, no intuito de desmerecer Jesus ou como tentativa de mostrar que as suas declarações não foram únicas. O objetivo desses estudiosos ateus, claro, é convencer pessoas de que a Bíblia Sagrada e os seus evangelhos não são verdadeiros.

Lee Strobel, na sua quinta entrevista descrita no livro “Em Defesa de Cristo”, fez questionamentos a Gregory A. Boyd, PhD, autor de vários livros como “Cynic sage or son of God? Recovering the real Jesus in an age of revisionist replies” (Um sábio cínico ou filho de Deus? Resgatando o Jesus verdadeiro em uma época de réplicas revisionistas.), “Jesus under siege” (Jesus sob cerco), “Letters from a skeptic” (Cartas de um cético), “God at war: the Bible and spiritual conflict” (Deus em guerra: a Bíblia e o conflito espiritual). Boyd formou-se em Filosofia pela Universidade de Minnesota, cursou mestrado em teologia, graduando-se com louvor na Yale University Divinity School e doutorou-se com louvor pelo Seminário Teológico de Princeton. Foi um grande estudioso da Bíblia Sagrada.

Em seu livro, Lee destaca que perguntou a Boyd: “Houve rabinos no passado que faziam exorcismos, que oravam pedindo chuva, e chovia. Portanto, para alguns acadêmicos, Jesus foi mais um judeu fazedor de milagres. Deve-se acreditar nisso?”. Boyd respondeu: “Na verdade, os paralelos desmoronam rapidamente depois de um exame mais minucioso. Em primeiro lugar, a centralidade do sobrenatural na vida de Jesus não tem paralelo algum na história judaica.”.

E continuou: “Em segundo lugar, a natureza radical de seus milagres distinguem-no dos demais. Não foi só uma chuva que caiu quando ele orou; estamos falando de gente que foi curada de cegueira, surdez, lepra e escoliose, de tempestades que foram reprimidas, de peixes e pães que foram multiplicados, de filhos e filhas ressurretos dos mortos. Essas coisas não têm paralelo.”.

E seguiu: “Em terceiro lugar, o que mais distingue Jesus é a forma como realizou milagres pela sua autoridade. É ele quem diz, em Mateus 12:28: “Na verdade é pelo poder de Deus que eu expulso demônios, e isso prova que o Reino de Deus já chegou até vocês”, referindo-se a si mesmo. E mais, em Lucas 4:18: “Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos”. Ele dá a Deus o crédito pelo que faz, mas nunca pede a Deus Pai que faça o que quer que seja: ele age pelo poder de Deus Pai. É algo sem paralelo.”. 

E ainda: “Isso só reforça a maneira diferente como Jesus falava sobre si mesmo, conforme Mateus 28:18: “Deus me deu todo o poder no céu e na terra”; João 5:23: “... a fim de que todos respeitem o Filho, assim como respeitam o Pai”; Mateus 24:35: “Os céus e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre”. Em nenhum lugar você encontra rabinos com esse tipo de discurso.”. Após ouvir isso, Lee disse: “Mas aonde o senhor quer chegar?”. E Boyd respondeu: “Qualquer paralelo com rabinos e demais fazedores de milagres é um exagero muito grande.”.

Capítulo 34: As contradições citadas pelos céticos

Existem pessoas céticas em relação ao conteúdo da Bíblia Sagrada. Alguns estudiosos buscam questões aparentemente contraditórias entre seus livros e se dedicam a escrever sobre o assunto, tentando colocar em dúvida o conteúdo bíblico. Lee Strobel, escritor do livro “Em Defesa de Cristo” foi uma dessas pessoas, quando era ateu.
Por este motivo, ele visitava estudiosos defensores da Bíblia e os questionava muito. Como exemplo, em um dos questionamentos de Lee para Craig Blomberg, o autor comparou os textos de Mateus 8:5-6: “Quando Jesus entrou na cidade de Cafarnaum, um oficial romano foi encontrar-se com ele e pediu que curasse o seu empregado. Ele disse: Senhor, o meu empregado está na minha casa, tão doente, que não pode nem se mexer na cama. Ele está sofrendo demais.”; com o texto de Lucas 7:1-3: “Quando Jesus acabou de dizer essas coisas ao povo, foi para a cidade de Cafarnaum. Havia ali um oficial romano que tinha um empregado a quem estimava muito. O empregado estava gravemente doente, quase morto. Quando o oficial ouviu falar de Jesus, enviou alguns líderes judeus para pedirem a ele que viesse curar o seu empregado.”.
O que Lee destacou como contradição, foi que no livro de Mateus o oficial romano foi ao encontro de Jesus, enquanto que o livro de Lucas relata que o centurião mandou que os anciãos fossem até Jesus. Blomberg lhe respondeu: “Pense da seguinte forma: no mundo atual, ouvimos noticiário que o presidente declarou hoje..., quando na verdade o discurso foi redigido por alguém encarregado de escrevê-lo e lido pelo secretário de imprensa e, com um pouco de sorte, talvez o presidente tivesse a oportunidade de vê-lo em um certo momento entre a primeira e a segunda etapa. Nem por isso podemos dizer que a reportagem estava errada. Da mesma forma, no mundo antigo, era perfeitamente compreensível e aceitável que se atribuíssem às pessoas ações que, na verdade, foram praticadas por seus subordinados ou emissários, no presente caso, pelos anciãos do povo judeu.”. Desta forma, Blomberg afirmou que tanto Mateus quanto Lucas têm razão.
Em outro questionamento de Lee, ele perguntou se o fato de os autores dos evangelhos bíblicos amarem Jesus, não poderia tê-los levado a fazer certas modificações nos textos para que Jesus parecesse bom. Blomberg lhe respondeu: “Admitamos que a situação possibilite isso. Mas também as pessoas são capazes de honrar e respeitar alguém a tal ponto que se sintam impelidas a registrar sua vida com a maior integridade possível. Essa seria a forma de demonstrar seu amor por tal pessoa. E é o que eu acho que aconteceu aqui. Além disso, esses discípulos nada tinham a ganhar, exceto críticas, o ostracismo e o martírio. Com certeza nada lucraram financeiramente. Na verdade, foram pressionados a ficar quietos, a negar a Jesus, a diminuí-lo, e até mesmo a esquecer que um dia o conheceram. No entanto, por causa de sua integridade, proclamaram o que viram, ainda que com isso tivessem de sofrer e morrer.”.