O Farroupilha
PATRÍCIA PERONI
A escola e o isolamento social (Parte III)

Na semana passada terminamos o texto com parágrafo que vou deixar logo abaixo para que possamos finalizar nossa reflexão sobre este assunto.

Algumas escolas estão ministrando aulas online em tempo real. Outras, mandando atividades para casa. Você está colocando um ponto final ou um ponto de interrogação? Está mostrando para seu filho que ele tem um universo pela frente, que pode pesquisar, perguntar, ter autonomia, aprender muito com essa nova forma de ensino ou está colocando um ponto final todos os dias, começando pela afirmação de que as aulas online não funcionam, que a criança está aprendendo menos. Será que ela está aprendendo menos porque não foi ensinada por ninguém a PERGUNTAR? Se ela perguntasse, pesquisasse, tivesse curiosidade... será que ela não estaria aprendendo MAIS?

Ninguém sabe quando será o retorno das aulas e como será o retorno das aulas. Muito se fala sobre repetir o ano, cancelar o ano letivo, recomeçar. Eu sei que é um assunto muito complexo pois obviamente temos crianças que não tem condições de estudarem sozinhas pois não tem os pais presentes, não tem recursos...muitas vezes, sequer têm alimento na mesa. Não estou discutindo aqui a situação dessas crianças nem defendendo o ensino online na rede pública pois sei que isso prejudicaria uma grande parcela de alunos. Eu estou falando daquele aluno que tem condições, tem internet, celular, notebook, condições plenas para desenvolver a autonomia, a curiosidade e que mesmo assim não está desenvolvendo. 

Vamos desenvolver nas crianças o sentimento de “quero mais” desde cedo. A profe mandou para casa uma atividade sobre pesquisar os nomes dos estados e suas capitais. Certamente com o nosso amigo google isso vai levar uns 5 minutos para encontrar, mais uns 5 minutos para escrever no caderno e lá se foi correndo para o videogame ou para o jogo do celular de novo. Que tal propor para ele pesquisar além daquilo que foi pedido? Quais são as comidas típicas de cada estado? Expressões que usam e são diferentes? Quantos habitantes tem? E assim seguem dezenas de possibilidades. Esse exemplo é simples e ilustrativo de como podemos ajudar a expandir a mente das nossas crianças neste momento para que isso seja um hábito de sempre e para que isso seja “normal”. 

Eu sei que não é nada fácil dar todo acompanhamento e todo suporte em casa. Os pais têm méritos enormes nisso tudo pois sem eles o que seria de todos nós? Mas pense nisso. Não seria um “trabalho” a mais... isso dará frutos para o resto da vida desse aluno. Isso fará a diferença no profissional e na pessoa que o seu filho (a) será no futuro.  Por isso, se você tem condições de ter aulas online. Agradeça. Não é um tempo “perdido”. É um tempo “ganho” se soubermos aproveitar.

A escola e o isolamento social (Parte II)

Na semana passada fiz aqui algumas provocações sobre a escola atual e sobre como estamos lidando com as crianças. Espero que você tenha pensado sobre isso e compartilhado esse assunto com alguém para debater sobre as suas percepções. Se você ainda não leu a parte I desta saga poderá acessar no site do jornal e ver a edição passada. Sugiro a leitura.

Finalizamos o texto da semana passada com Rubens Alves dizendo que as respostas estão nos livros e que os professores, e nós todos, pois todos somos professores, também devemos provocar o espanto, a curiosidade e a inteligência. Você já parou para pensar que a vida inteira somos “provocados” a saber a resposta? Quem sabe a resposta certa ganha prêmio. Quem sabe a resposta certa tem nota boa... e dificilmente somos induzidos a aprender a fazer as perguntas. Fazer as perguntas corretas seja na escola ou na vida com toda certeza traz muito mais resultados do que apenas saber as respostas. Através das perguntas que aprendemos aquilo que não está apenas nos livros. A curiosidade é que desperta novos caminhos e novos horizontes. Passar dias e dias decorando livros em algum momento acaba. É como se pensarmos numa rua sem saída. Estudamos, lemos, decoramos e chegamos ao final desta rua. Agora, se fizermos as perguntas e procurarmos saber mais, não encerramos nossa jornada nesta rua, teremos um mundo todo pela frente para ser desbravado.

Muito provável que você que está lendo este texto usou livros para pesquisar trabalhos da escola. Antigamente (nem tanto tempo atrás assim) nós usávamos enciclopédias e livros para pesquisarmos sobre qualquer assunto. Hoje em dia basta digitar o assunto na internet e encontrar milhares de artigos, reportagens e informação sobre aquele assunto. Parece que isso ajudaria, tornaria as pessoas mais críticas, mais “inteligentes”, mais curiosas. Mas não. O que vemos é alienação. As pessoas sequer sabem distinguir uma notícia real de uma notícia falsa. O trabalho da escola é uma cópia sem reflexão. É o que chamamos de analfabetos digitais.

Neil Postman tem uma frase bem forte: “Quando entra na escola, a criança é um ponto de interrogação; quando sai, é um ponto final”. O que você acha dessa frase? A escola é o local usado pelo autor, mas vamos pensar na sua casa.

Vou deixar mais uma reflexão. Estamos em isolamento. Aulas à distância. Algumas escolas online em tempo real. Algumas escolas mandando atividades para casa. Você está colocando um ponto final ou um ponto de interrogação? Está mostrando para ela que ela tem um universo pela frente, que pode pesquisar, perguntar, ter autonomia, aprender muito com essa nova forma de ensino ou está colocando um ponto final todos os dias, começando pela afirmação de que as aulas online não funcionam, que a criança está aprendendo menos. Será que ela está aprendendo menos porque não foi ensinada por ninguém a PERGUNTAR? Se ela perguntasse, pesquisasse, tivesse curiosidade... será que ela não estaria aprendendo MAIS?

Continua na próxima semana...

A escola e o isolamento social

 Hoje quero propor uma reflexão sobre a nossa jornada escolar. Não quero que você comece o texto já pensando em problemas, quero que você leia de coração aberto e faça a reflexão de uma forma geral.

Imagine uma criança iniciando sua jornada na escola regular. Animada, cheia de incertezas, cheia de porquês, cheia de vontade do novo. Os dias passam, as aulas passam e aquela criança animada que sempre estava fazendo perguntas começa a se debruçar nos livros e começa ao invés de questionar, decorar. Tem prova amanhã, tem simulado, tem apresentação. Tem que decorar, tem que saber tudo na ponta da língua. Neste processo, não tem que questionar, tem que saber a resposta pois a família e o aluno estão ansiosos pelo 10. E o 10 é sinônimo de inteligência, sinônimo de aprendizagem e de sucesso.

Pense que, uma matéria da escola geralmente chamamos de disciplina. E o nome já diz tudo: disciplina. No curso “Reaprendizagem Criativa”, da Keep learning School, o professor Murilo Gun cita um exemplo que quero compartilhar aqui pois faz muito sentido. Imagine Napoleão em 1815. Ele entra em um túnel do tempo na sua caravela e chega no Brasil em novembro de 2019. Olha para os lados e não acredita em nada que vê: escadas rolantes, elevadores, carros, celulares... Caminha mais um pouco e chega em uma escola. Ali, sente-se mais familiarizado pois é praticamente igual a escola que conhece.

Ou seja, o que quero dizer: nossas escolas continuam com os mesmos formatos de muitos e muitos anos. Por isso, quero trazer algumas reflexões sobre isso para que todos nós possamos pensar. E pensar também no seguinte: estamos em um momento delicado de isolamento e ao mesmo tempo estamos numa era tecnológica. Por que não unimos a sala de aula à tecnologia? Por que você, pai, mãe que estão lendo este texto resistem tanto? Por que deixar seus filhos no mesmo modelo tradicional que perpetua por séculos?

Não quero aqui dizer o que é certo, o que é errado. O que falta ou o que sobra. Quero apenas que reflita sobre os breves tópicos abaixo e na próxima semana seguimos nesse diálogo.

RESPOSTAS: Estamos doutrinando as crianças muitas vezes a darem a resposta esperada nos livros. O segredo seria seguir buscando a resposta mesmo depois de encontrar ela. Geralmente a resposta mais inusitada é aquela que nos prepara para situações diferentes que vamos encontrar na vida real e que nos fazem sair de nossa zona de conforto. Pense na pergunta abaixo:

- Uma pessoa come um saco de pipoca em 30 minutos. Quanto tempo demora para duas pessoas comerem um saco de pipoca?
A resposta esperada: 15 minutos.

E se... E se o seu filho pensar: mas e se as pessoas vão demorar mais porque elas precisam dividir... e se vão comer mais rápido pois essa segunda pessoa come mais rápido? E SE?

Geralmente esse tipo de situação não ocorre e quando ocorre o aluno será “punido” pois muitas vezes pode parecer que é uma brincadeira. E é ai que vai morrendo a curiosidade... a pergunta...

Ruben Alves diz que as repostas estão nos livros. Os professores provocam o espanto, a curiosidade, a inteligência. 

E agora? O que nós como famílias estamos fazendo? O que nós como escolas estamos fazendo? Provocando a curiosidade para termos pessoas mais criativas que pensam em novas soluções? Ou pessoas que pensam todas do mesmo jeito, ou, não pensam?

Semana que vem voltamos com mais provocações sobre esse assunto.

A live dos Rolling Stones e os ensinamentos para nossa vida

Nessa onda de lives dos cantores é claro que uma clássica banda com os Stones não poderia ficar de fora. No dia de 18 de Abril ocorreu o together at home e contou com a participação especial deles com a música “You can’t get what you want”. O baterista Charlie Watts chamou atenção e se você não sabe dessa história irá saber agora.

Mick Jagger e Keith Richards apareceram no início da live tocando violão. Em seguida, Ron Wood com sua guitarra. E por fim, e de forma incrível entrou em cena, direto de sua casa: Watts. E o detalhe mais interessante: ele não estava tocando uma bateria. No lugar dela estavam algumas malas e até o braço do sofá. E o que esse nosso amigo dos Stones, de 78 anos quer nos ensinar?

 

IMPROVISO

Quantas vezes você deixou de fazer alguma coisa pois não tinha as condições perfeitas? Vou repetir a pergunta pois é importante: Quantas vezes você deixou de fazer alguma coisa pois não tinha as condições perfeitas?

Já imaginaram a cena: Mick Jagger liga para o Watts convidando para a live e ele diz “Infelizmente não vou poder, estou sem minha bateria e não podemos sair de casa”. Claro que não né. Ao longo de sua gloriosa carreira certamente passou por diversos improvisos e isso, no auge dos seus 78 anos o fato da bateria nem foi uma “saída da zona de conforto”, provavelmente foi algo natural da personalidade dele.

Eu ia dar vários exemplos de como fazer isso no dia a dia, mas, achei melhor não. A melhor opção é você pensar. Quantas coisas você não faz pois não tem as condições/equipamentos/clima/etc/etc? Pense nisso e comece a próxima semana se inspirando no Watts. Às vezes é melhor feito do que perfeito. Às vezes tudo que você precisa é de vontade e não daquilo que você achava que precisava. Às vezes tudo que você precisa é sair daquela caixinha e olhar as coisas por outro ângulo. Às vezes tudo que você precisa é mostrar para você mesmo que pode e consegue.

Por fim, se ainda não assistiu a esta live, corre lá assistir e inspire-se! 

A árvore dos meus amigos

Hoje compartilho com os leitores a metáfora da semana...

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.

A todas elas chamamos de amigos. Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo pai e mãe. Mostram o que é ter vida. Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros e nos trazem muitas alegrias.

Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face, durante o tempo que estamos próximos.

Falando nisso, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos galhos, mas que quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.

O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas.

Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é que os que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria através das lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho...
Desejo a você, folha de minha árvore. Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade.

Hoje e sempre ... simplesmente por que: Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.

Autoria desconhecida

Está na hora de REFLETIR

Há quem diga que a pandemia veio ao planeta para ensinar. Se você parar para pensar em toda essa situação profundamente irá se dar conta que sim, que esse é o verdadeiro propósito desse inimigo invisível. Não sei se você já se questionou (eu já me questionei umas 100 vezes). Como, em pleno 2020, com toda tecnologia, todos recursos e tudo que temos disponível, um vírus está matando tantas pessoas? Como ninguém descobriu como parar? Como ninguém descobriu a cura? Como que isso está acontecendo? Acredito que ninguém que está lendo este texto imaginava que algo assim aconteceria.

Sendo assim, que tal olhar para essa situação toda e pensar o que ela vem ensinando para nós? Talvez desde que tudo começou tudo o que você fez tenha sido reclamar. Então, vamos olhar as coisas sob um ponto de vista diferente?

Reclamação
A nossa boa e velha reclamação. É natural do ser humano querer achar problema onde não tem e por consequência: RECLAMAR.  Já percebeu que antes você reclamava que não tinha tempo. Agora tem tempo e reclama por isso. Antes reclamava ao ir trabalhar. Agora reclama porque não tem que ir ou não pode ir. Reclamava do trânsito, de dirigir, agora reclama pois não pode sair de casa... proponho um desafio. Dois dias inteiros sem reclamar de NADA. Somente agradecer! Quem sabe a mudança comece por aí.

Medo
Vivíamos de uma forma sem pensar. Ou vai dizer que você se preocupava em sair na rua e ser atropelado? Ou sair e bater o carro? Não. Vivíamos insanamente, fazendo coisas insanas sem pensar muito bem sobre nossa existência. Agora o medo tomou conta. Você tem medo de ir comprar comida, não encosta em nada, usa máscara...O que isso quer nos mostrar?

Igualdade
Se tem uma coisa que ensina sobre igualdade é esse vírus. Ele não escolheu um continente, um tipo de pessoa ou uma estação do ano. Ele atingiu o rico, o pobre, o oriente e o ocidente, países tecnológicos e países subdesenvolvidos. Não adianta nada ter uma fortuna, ela não irá lhe proteger do vírus. Não adianta nada ter um exército e as armas mais tecnológicas. O inimigo é invisível. 

Solidariedade
Algo lindo que aconteceu aqui mesmo em nossa cidade. Em menos de 3 dias: 1 milhão de reais arrecadados para comprar leitos de UTI e respiradores para o hospital. Inúmeras campanhas para doação de alimentos aos que precisam. O pior veio para despertar o melhor?

Por fim, tarefa de casa dos leitores. Anote em algum lugar que você poderá ter fácil acesso em Abril de 2021, cinco coisas pelas quais você agradece HOJE em meio a todo esse cenário. Em um ano relembre essas 5 coisas que você escreveu e no ano seguinte de novo e de novo para JAMAIS esquecer que muitas vezes o que precisamos para ser felizes é pouco. Muito pouco.

Pensar pequeno para pensar grande

Semana passada assisti a uma Live do Frei Jaime Bettega no Instagram. Foi um momento de reflexão, de “abrir os olhos” sobre várias coisas. Hoje quero levar aos leitores desse texto o mesmo sentimento que eu tive ao ouvir as sábias palavras do Frei.

Falamos que a pandemia veio para mostrar a todos que estávamos no caminho errado e que deveríamos repensar. Pois bem, praticamente todas as pessoas estão em isolamento, em casa, com suas famílias. Com tempo, muito tempo. Algo precioso na corrida rotina diária, não é mesmo? E esse tempo, como ele está sendo aproveitado? Você já fez algo “útil”? Você já melhorou alguma coisa em si mesmo? Não adianta apenas mudar o sofá de lugar e tirar dias e dias para uma “limpeza externa” pois o objetivo disso tudo é uma “limpeza interna”. Você está com medo de se encontrar e se conhecer novamente?

Todos estamos falando que o mundo não pode voltar ao normal pois justamente o normal era o problema. Falamos do mundo como se ele estivesse lá fora da janela da nossa casa. Você já pensou que o mundo somos todos nós? Qual mundo tem que ser melhor? Você não acha que o primeiro mundo a mudar deve ser o seu? O reflexo de cada um de nós irá mudar o mundo. A evolução de cada um de nós irá fazer com que o mundo evolua. É uma utopia pensar que tudo vai mudar se você continuar o mesmo. 

Agora sobre ajudar. Vamos ajudar uns aos outros. Vamos compartilhar com os que tem menos do que nós. Vamos unir forças, doar para os hospitais. Atitudes dignas e valoráveis. Mas e aquela ajuda com a pessoa que está ao meu lado? Não adianta muita coisa doar kgs de alimento para os mais necessitados e não ter empatia com a pessoa que mora com você, seja ela sua mãe, seu filho, seu marido ou esposa... enfim, quem quer que seja. A mudança vai começar com você. Se o mundo antes estava precisando de uma mudança, qual é a mudança que você vai fazer dentro do local que vive? Com as pessoas que convive? 
Talvez o maior erro desse isolamento seja pensar muito no externo e não pensar no interno. Nos sensibilizamos com as milhares de mortes pelo coronavírus ao redor do mundo e não conseguimos ter empatia com nosso vizinho. Vamos começar pensando pequeno. Isso mesmo, pensar pequeno para depois pensar grande. Vamos primeiro nos tornarmos melhores, cuidar das pessoas ao nosso lado e, depois que isso estiver bem resolvido, começamos a pensar no todo. Ajude as pessoas que você puder, mas não se esqueça de quem está ao seu lado. Melhore o ambiente que quiser, mas não esqueça do seu ambiente interno.

Quer ficar em casa?

Você quer quarentena, ficar em casa? Mas exige um frentista e posto de combustível aberto!
Você quer ficar em casa? Mas exige o mercado aberto com atendentes, senão você surta!
Quer ficar em casa? Mas quer que o porteiro do seu prédio e o zelador estejam trabalhando!
Quer ficar em casa? Mas precisa de dinheiro e quer que o bancário esteja no banco pra resolver seu problema!
Quer ficar em casa? Mas tem motoristas e cobradores de ônibus trabalhando pra transportar quem precisa de transporte!Quer ficar em casa? Mas o farmacêutico e balconista tem que estar lá pra te servir né!
Quer comprar pão? A padaria tem que tá aberta né?
Quer ficar em casa? Claro, mas Deus o livre se o caminhoneiro parar né!
Em casa sim, mas a coleta de lixo tem que estar em dia pelos garis!
Quer ficar em casa?
A vida dos outros vale menos que a sua?
Por quê eles são obrigados a trabalhar para seu conforto mesmo num momento desses, e você não?

Artigo adaptado de: 
Joabel Pereira (Jornalista)

O texto de sexta!

Durante a semana pensei em vários temas para hoje estarem aqui escritos. Adivinha sobre o que pensei em escrever? O nosso tão falado coronavírus. Só que mudei de ideia. Quero compartilhar uma metáfora para reflexão, assim, por alguns minutos você poderá ler algo que não seja sobre esse assunto.

 

Basta um minuto
Basta um minuto. Um minuto serve para você sorrir: Sorrir para o outro, para você e para a vida.
Um minuto serve para você ver o caminho, olhar a flor, sentir o cheiro da flor, sentir a grama molhada, notar a transparência da água.
Basta um minuto para você avaliar a imensidão do infinito, mesmo sem poder entendê-lo.
Em um minuto apenas você ouve o som dos pássaros que não voltam mais.
Um minuto serve para você ouvir o silêncio, ou começar uma canção. É num minuto que você dará o sim que modificará sua vida... e basta.
Em um minuto você pode sentir a responsabilidade pesar em seus ombros: a tristeza da derrota, a amargura da incerteza, o gelo da solidão, a ansiedade da espera, a marca da decepção e a alegria da vitória... Quanta vitória se decide num simples momento, num simples minuto!
Num minuto você pode amar, buscar, compartilhar, perdoar, esperar, crer, vencer e ser...
Num simples minuto você pode salvar a sua vida...
Num pequeno minuto você pode incentivar alguém ou desanimá-lo!
Basta um minuto para você recomeçar a reconstrução de um lar ou de uma vida.
Basta um minuto de atenção para você fazer feliz um filho, um aluno, um professor, um semelhante...
Basta um minuto para você entender que a eternidade é feita de minutos."
Autor desconhecido


Aproveite seus minutos de “confinamento”. Faça algo diferente, aprenda algo novo, descanse, leia um bom livro. Não olhe para trás quando tudo acabar e pense: “poderia ter aproveitado melhor aqueles dias”. Faça valer a pena onde estiver.

Trilhas e Montanhas em Farroupilha

Neste sábado dia 14 de março a cidade de Farroupilha sediará em Caravaggio uma das etapas do Campeonato gaúcho de trilhas e montanhas. São três percursos que serão percorridos pelas trilhas próximas ao santuário: 5km, 13,5km e 20km e também uma caminhada de 5km. As largadas ocorrem a partir das 14:00 horas no ginásio do Saturno e a chegada ocorre no mesmo local. Após a conclusão das provas ocorrerá a premiação para os colocados gerais e por faixa etária.

Quero convidar você leitor a prestigiar este grande evento em nossa cidade. Serão cerca de mil atletas pelas trilhas e montanhas de nossa bela cidade e desta vez neste lugar tão especial: Caravaggio. Abaixo você pode conferir os atletas que irão competir de nossa cidade através da equipe Farroupilha Runners e torcer por eles.

5km
Carlos Miguel de Freitas
Cleci Bariviera
Fernanda Giacomel
Inelves Pegoraro Fontanive
José de Souza
Kelin Patzlaff
Moises de Bona
Patricia Peroni 
Rafael Dall Igna 
Sandra Fabiola Lima Melgar
Sheila Peretti Miranda
Tamara Kaiber

13,5km
Angelica de Luca
Claure Ferri 
Cristiano Heneka
Edgar Facchin
Eliane Rodrigues de Almeida
Gabriel Eduardo Rossi
Juscelaine Gob Heneka
Marcelo Malfatti
Marisa Mussoi 
Mariza Rodrigues B. de Freitas 
Pamela Souza Velho
Paula Raquel Menti
Reginaldo Zanella
Roque Ivan Graff
Roseane Almeida 
Silvio Junior Aguirre Dias
Taina Vidaletti 

20km
Alexandre François Holuigue
Carini de Oliveria Candido
Cleonir José Simonetti
Daniel Agostini Zaballa
Hiassana de Barros  Figueredo
Maria Rosane L. De Jesus
Ronaldo Spinelli
Rosalete Brambilla
Sirlei Meert
Viviane Vedovelli
André Bisol

Caminhada
Caroline Antoniazzi
Claudia Romagna
Liliane Vedovelli

Desejamos uma excelente prova a todos os atletas que irão se desafiar neste final de semana.