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Por: Redação

Cuidado com os golpes na Internet

Cuidado com os golpes na  Internet
(Foto: Divulgação)

GOLPE DO AUXÍLIO EMERGENCIALGolpe do Auxílio Emergencial

Como funciona o golpe: Por meio de uma mensagem, o golpista ilude a pessoa afirmando que ela se enquadra no perfil para receber ajuda financeira do Governo, no valor que varia entre R$600,00 e R$1.200,00. Para ter acesso ao dinheiro, bastaria fazer um cadastro por meio do link informado na mensagem. Aí que está a armadilha! Nesse link, a vítima deve informar dados pessoais, como CPF, endereço, número da conta bancária e senha. O problema é que, a partir dessas informações, o cibercriminoso efetua diversos golpes, como abrir contas em bancos virtuais e solicitar cartões de crédito; ou abrir uma empresa fantasma em nome da vítima.

Dica da PCRS: Sempre desconfie de links enviados por WhatsApp, ainda mais quando estiverem associados a mensagens imediatistas, como "acesso somente nas próximas horas", "último dia para o saque", "o benefício se encerra hoje". Órgãos do Governo Federal não solicitam dados pessoais por meio de mensagens. Nunca preencha formulários com informações pessoais,principalmente CPF e dados bancários. Esses formulários geralmente chegam até as vítimas por mensagens no WhatsApp. Verifique junto ao site do Governo Federal a veracidade da informação. Se o benefício realmente existir, as regras para obtê-lo e o perfil de quem se enquadra estarão no site do Governo. Tenha um bom antivírus em seu celular e no seu computador. No celular é importante manter o sistema operacional do aparelho atualizado. Por fim, nunca compartilhe mensagens com links maliciosos, dos quais você não tem certeza da veracidade, confiabilidade e origem. Assim, você estará contribeuindo para impedir esse tipo de golpe e garantir a segurança virtual de seus contatos.

 

GOLPES EM SITES DE COMPRAS ONLINE 

Como funciona o golpe: A vítima faz um anúncio em algum site de compras on-line, expondo seu número de telefone para contato. De posse do número de telefone, o golpista, por mensagem ou ligação telefônica, engana a vítima dizendo que há a necessidade de atualização da conta/cadastro no site ou verificação do anúncio. Para validar a “atualização” ou “confirmação” do anúncio, o golpista solicita que a vítima lhe informe os 06 dígitos numéricos que ela receberá via SMS em seu celular. Todavia, estes números são, na verdade, o código de validação da conta do WhatsApp.

Dica da PCRS: Habilite a dupla verificação em seu WhatsApp. Não repasse códigos recebidos via SMS sem antes verificar a veracidade da solicitação feita pelo interlocutor.

 

GOLPE DO FALSO SITE DE INTERNET

Como funciona o golpe: Bandidos criam sites falsos de venda de mercadoria (eletrônicos, eletrodomésticos, etc.). Este golpe costuma ter maior incidência em datas comemorativas e promocionais, como por exemplo, a Black Friday. O golpista usa endereços de empresas famosas, alterando só o final do endereço eletrônico, bem como usam o layout dos sites conhecidos, tudo para ludibriar a vítima, fazendo-a pensar que se trata do site verdadeiro.

Dica da PCRS: Observe com cuidado todo o endereço eletrônico. Pesquise a reputação da empresa eletrônica em que pretende efetuar a compra. Desconfie de objetos que estejam à venda por preço muito abaixo daquele praticado no mercado.

 

GOLPE DO INTERMEDIADOR DE VENDAS

Como funciona o golpe: O golpista pega o telefone da vítima em sites de compras, e diz que tem interesse no objeto anunciado. Com o início da negociação, ele pede para que o anúncio seja retirado da plataforma. Com as informações do bem anunciado, o golpista cria um novo anúncio com as fotos da vítima, mas com um valor bem abaixo do preço praticado, o que desperta interesse de outras vítimas. Com a vítima interessada em vender o bem o golpista diz que comprará e pagará uma dívida que possui com algum cliente, sócio, amigo ou irmão, e, portanto pede silêncio no momento da apresentar o objeto para a segunda vítima, prometendo algum lucro financeiro nesta negociação silenciosa. Já a vítima interessada em comprar, também é orientada a se manter em silêncio e por isso ganhará um desconto. Com todo esse enredo, o golpista fornece uma ou algumas contas bancárias diversas da conta da vítima que está vendendo o bem, normalmente de terceiros “laranjas”. Com a transferência ou até antes dela, as vítimas ainda são orientadas a irem até um cartório e preencherem o recibo do veículo (quando a negociação é de carro), tudo para dar mais veracidade ao golpe. Quando ambas as vítimas percebem o golpe, o recibo já foi preenchido e todo o dinheiro da negociação foi parar na conta de um bandido, que logo em seguida saca todo o montante da conta, o que impede a recuperação do dinheiro.

Dica da PCRS: Mantenha o diálogo aberto entre vendedor e comprador. Sempre procurar ver o objeto anunciado pessoalmente, em local público, movimentado e durante o dia. Conversar e reforçar a negociação pessoalmente. Na hora de fazer o pagamento, verificar o nome, CPF e número da conta do beneficiário.

 

 

GOLPE DO DEPÓSITO COM ENVELOPE VAZIO

Como funciona o golpe: Geralmente a vítima fez algum anúncio para venda de um determinado bem/objeto. O anúncio normalmente é feito pela internet em sites de compras ou por redes sociais. Após a negociação, o golpista faz o depósito do valor acertado em um caixa eletrônico ou lotérica, mas não deposita dentro do envelope o valor do bem/objeto. O golpista encaminha foto do comprovante de depósito e a vítima confirma o recebimento em consulta à sua conta pelo aplicativo do banco. Como a verificação bancária do depósito demora algumas horas, ou às vezes só é realizada no próximo dia útil, o valor fica aparecendo como depositado até que se verifique que o depósito não foi satisfeito. Até lá, a vítima já entregou o bem (normalmente o golpista manda um motorista por aplicativo buscar no mesmo dia do depósito o objeto).

Dica da PCRS: Quando realizada uma negociação pela internet, aguarde sempre a compensação do depósito bancário. É bom esperar o próximo dia útil para que haja a confirmação da entrada do dinheiro na conta.

 

 

GOLPE DO FALSO SEQUESTRO

Como funciona o golpe: O golpista liga de maneira aleatória para diversos números.  Geralmente ele está preso e possui tempo de sobra para efetuar ligações. A vítima atende e o bandido grita no fundo, como se fosse uma pessoa “sequestrada”. A vítima desesperada fala o nome de um filho, sobrinho, alguém próximo. Com isso, o bandido consegue a informação que ele queria para fazer a vítima acreditar que se trata de um sequestro de verdade. No desespero, a vítima não percebe que foi ela mesma quem forneceu o nome do sequestrado, e às vezes, com o nervosismo, não percebe a diferença na voz. Neste momento o golpista pede que a vítima não desligue, que ela fique na linha até que alguém faça a transferência de um determinado valor para a conta de algum “laranja”.

Dica da PCRS: Desligue o telefone e faça contato com o suposto familiar que teria sido sequestrado. Caso tenha receio de desligar, acreditando ser verdadeiro o sequestro, peça para alguém próximo (um familiar ou vizinho) que faça contato com a suposta vítima do sequestro para saber se está tudo bem.

 

GOLPE DO BILHETE PREMIADO

Avítima (muitas vezes idosa) é abordada por uma pessoa humilde, que pede algumas informações, dizendo ter um bilhete de loteria premiado. O golpista, suposto ganhador da loteria, alega ter medo de ser enganado na hora de resgatar o prêmio ou que não teria os documentos necessários para sacar o prêmio, ou ainda que tem ações na justiça que o impediriam de receber o prêmio. Há vezes ainda em que o golpista alega motivos religiosos para não aceitar a premiação. Em seguida entra em cena o segundo golpista, um sujeito mais bem arrumado, que alega ter ouvido toda a conversa. Às vezes o primeiro golpista também aborda o seu comparsa, como se quisesse tirar alguma dúvida. Este segundo sujeito simula falar com alguém da Caixa Econômica Federal para confirmar a veracidade do prêmio. Nesse ponto, o golpista bem vestido propõe que a vítima fique com o bilhete e em contrapartida, repasse algum valor para o suposto ganhador do prêmio. Geralmente eles acompanham a vítima até uma agência bancária para fazer o saque do dinheiro, ou transferência “como garantia de que o humilde suposto ganhador não seja enganado”, e então entregam o bilhete premido.

Dica da PCRS: Não existe ganho de dinheiro fácil, ainda mais em abordagens na rua por desconhecidos. Desconfie sempre. Caso alguém peça ajuda em alguma situação semelhante, diga que não pode ajudar e procure uma Delegacia de Polícia mais próxima para informar o fato.

 

CLONAGEM DO WHATSAPP

Como funciona o golpe: Os golpistas têm diversos meios de conseguir o número da vítima, mas o mais usual é que seja retirado de anúncios em plataformas de sites de compras ou anúncios públicos (que abrangem não só os contatos da vítima) em redes sociais. As vítimas recebem um torpedo de SMS no qual consta um código de 6 dígitos. O golpista se passa por funcionário da plataforma de anúncio e solicita este código, alegando que isso é necessário para ativar o anúncio.

Outras vezes alegam que houve duplicidade de anúncio, com valores diferentes. Para tal, solicitam a verificação da vítima com dados pessoais (nome completo, CPF, RG, endereço) e inalizando solicitam o código de 6 dígitos. Este código é uma verificação do WhatsApp, ou seja, o golpista digitou o número de celular da vítima no celular dele para ativar o WhatsApp. Este código de verificação para habilitar o WhatsApp foi enviado para o celular da vítima. É por este motivo que o bandido solicita o código, se aproveitando da vítima, de que este seria um passo necessário para habilitar o anúncio, induzindo a vítima a fornecê-lo. De posse desse código o golpista desvia o WhatsApp da vítima para o aplicativo instalado no celular dele, e a vítima perde o acesso ao  aplicativo. Com tal feito, ele conversa com os amigos da vítima, se fazendo passar por ela, fala que está sem dinheiro, com algum problema na conta ou cartão de crédito bloqueado e solicita dinheiro emprestado, se comprometendo a pagar no dia seguinte. Os amigos da vítima, acreditando estarem falando com pessoa de sua confiança, acabam transferindo o dinheiro para a conta bancária informada, que normalmente é de algum laranja. Assim que a transferência é feita, eles também se tornam vítima do golpe.

Dica da PCRS: É de suma importância habilitar a “confirmação em duas etapas” do WhatsApp. Para isso, clique em “Configurações/Ajustes”, depois clique em “Conta” e depois em “confirmação em duas etapas”;  habilitar senha de 6 dígitos numéricos. Jamais enviar para qualquer pessoa o código de 6 números que chegar por torpedo SMS. Caso já tenha enviado o código e c a í d o n o g o l p e , e n v i a r e - m a i l p a r a [email protected] pedindo a desativação temporária de sua conta do WhatsApp, explicando o que ocorreu, bem como o seu número de WhatsApp (exemplo: +55-51-9XXXX-XXXX); Posteriormente, após receber o e-mail do WhatsApp no prazo de 30 dias, configure-o com o seu número de celular. Caso você receba uma mensagem de algum contato seu solicitando empréstimo de dinheiro ou depósito de algum valor em uma determinada conta, verifique com seu amigo a veracidade desta solicitação. E, caso seja verdade, antes de qualquer confirmação de depósito, verifique o destinatário (nome, CPF, agência bancária).