Hospital São Carlos recebe habilitação para tratamento de feridas crônicas
Serviço será oferecido pelo SUS e convênios com mais de 140 atendimentos mensais

O Hospital São Carlos (HSC) de Farroupilha inaugurou o ambulatório especializado no tratamento de feridas crônicas e complexas nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, com a presença da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann. O serviço garante cuidado contínuo de ferimentos que não cicatrizam com facilidade como úlceras por pressão, feridas vasculares, pé diabético, feridas pós-cirúrgicas e outras lesões complexas. Os pacientes vão receber cuidados clínicos, curativos, avaliação e tratamentos especializados sem necessidade de internação.
- O HSC já conta com um Grupo de Pele, formado por profissionais especializados no tratamento de feridas. Agora, com a habilitação pelo governo do Estado, terá como meta a realização de 40 primeiras consultas e 140 atendimentos mensais pelo SUS.
A paciente Neli Dias de Siqueira Tavares participou da inauguração e deu seu depoimento. Após ter feito uma cirurgia e, tendo comorbidades, apresentou dificuldade de cicatrização. Com os cuidados oferecidos pelo Grupo de Pele do São Carlos, obteve melhora significativa em menos de seis meses. “Falta pouco para fechar todo o meu ferimento. Tenho muita gratidão a todos do hospital, especialmente a equipe envolvida. Até no Natal eles continuaram me instruindo e ajudando com os cuidados necessários do meu caso”, salientou.
A secretária Arita Bergmann destacou o quanto são positivas as visitas ao Hospital São Carlos, pois sente a eficiência da gestão em saúde. Trouxe à tona desde a habilitação em alta complexidade em traumato-ortopedia, passando pela inauguração do SER Mulher, ambulatório de Oftalmologia e outras conquistas. “Quando a gente vem aqui, sempre saímos com a sensação de que estamos numa instituição que cuida das pessoas. E essa é a nossa maior obra”, reforçou.
- A equipe da secretaria estadual salientou, ainda, que cuidar de pacientes com feridas é permitir que pessoas voltem ao convívio social, aos seus postos de trabalho e possam se sentir livres e confiantes para seguir a rotina.
“A habilitação do Hospital São Carlos com o ambulatório de feridas crônicas é um marco no fortalecimento da nossa instituição e na saúde de Farroupilha e de toda a região. Esse momento simboliza não apenas a implantação de um novo serviço, mas o resultado de um trabalho feito com planejamento, responsabilidade e compromisso com a qualificação permanente da assistência”, salientou Janete Toigo D’Agostini, superintendente-geral do HSC.
Para viabilizar o serviço, o HSC montou uma equipe multidisciplinar composta por médico especialista em Cirurgia Vascular, enfermeiros especialistas em Estomaterapia, nutricionista, assistente social e técnicos de enfermagem. Eles vão integrar conhecimentos teóricos e práticos. O foco dos atendimentos estará em pacientes particulares, de convênios e da atenção primária classificados como de alto ou muito alto risco por suas feridas crônicas ou complexas.
A expectativa da equipe também é reduzir a necessidade de internações prolongadas e complicações graves que resultem em infecções e amputações. O ambulatório para o tratamento de feridas crônicas e/ou complexas funcionará junto ao Centro de Especialidades do Hospital São Carlos. Para isso, foram adquiridos novos equipamentos como laser e centrífuga. Os atendimentos iniciam na segunda-feira, dia 23 de fevereiro.
Feridas são um problema de saúde pública
A Associação Brasileira de Estomaterapia (Sobest), especialidade que trata das feridas, esclarece que elas representam a perda da integridade da pele, seja por fatores externos, como traumas e/ou cirurgias, seja por causas internas ou endógenas relacionadas a doenças facilitadoras ou causadoras de feridas, como a Diabetes Mellitus (DM), a Hipertensão Arterial (HAS), as vasculopatias ou a obesidade.
Os estudos apontam que, devido a seu caráter multifatorial e complexidade de tratamento, as feridas representam perda de qualidade de vida para os pacientes e são responsáveis por sobrecarregar economicamente os sistemas de saúde, representando assim um problema de saúde pública.
