Servidores de Farroupilha declaram estado de greve e anunciam mobilização dia 16
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O Sindicato dos Servidores Municipais de Farroupilha (Sismuf) declarou, na noite de segunda-feira, 8 de dezembro, que entrou em estado de greve após assembleia geral que reuniu trabalhadores de diversas áreas do serviço público. A decisão autoriza a categoria a paralisar suas atividades a qualquer momento e confirma a mobilização para o dia 16 de dezembro, terça-feira, às 17h30min, em frente a Câmara de Vereadores. Na ocasião vai ser realizada a segunda votação do Projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal nº 01/2025.
A proposta, enviada à Câmara pelo prefeito Jonas Tomazini (MDB) foi aprovada em primeiro turno por 10 votos a 5, na sessão de 5 de dezembro, apesar dos protestos dos servidores. O texto altera o regime previdenciário municipal e abre brecha para reduzir de 100% para 50% o valor das futuras pensões destinadas a dependentes em caso de morte do servidor. Segundo o Executivo Municipal, as mudanças seguem a Emenda Constitucional 103 (Reforma da Previdência) e buscariam equilíbrio atuarial do RPPS. Para o Sismuf, porém, a medida representa um ataque direto à proteção social de famílias que contribuíram por décadas e pode gerar insegurança jurídica e prejuízo financeiro a pensionistas. A Lei Orgânica, considerada a “Constituição” do município, exige maioria qualificada e duas votações em períodos distintos.
Ataque da
administração
O vice-presidente do Sismu, Mateus Silveira, classificou o avanço do projeto como um ataque da administração municipal e afirmou que todas as tentativas de diálogo foram esgotadas pela categoria. “Diante deste ataque que recebemos dos poderes Executivo e Legislativo, mesmo tentando agir de diversas formas e mostrando que os números não justificavam esta reforma, não tivemos sucesso”, declarou Silveira.
Ele também alertou que a população tem demonstrado solidariedade ao funcionalismo e reforçou que a categoria está preparada para a paralisação. “Declaramos estado de greve, ou seja, a qualquer momento podemos parar. Encaminharemos o estado de greve ao prefeito, junto com uma pauta organizada pela categoria, e daremos um prazo para que ele se manifeste. Se não houver resposta, convocaremos assembleia e, provavelmente, deflagraremos a greve”, anunciou o vice-presidente.
