Serra está mobilizada

Farroupilha, Bento e Caxias estão atentos aos movimentos do Comitê Gestor da Copa no Estado e às exigências da FIFA

A partir desta sexta-feira, faltam 657 dias para a Copa do Mundo de 2014. Neste pouco mais de um ano e meio, a movimentação das prefeituras das cidades serranas homologadas pela FIFA que poderão receber seleções estrangeiras anda a passos lentos. Questões fundamentais como mobilidade, segurança e saúde ainda seguem na pauta dos gestores. Porém, no aguardo do Comitê da Copa para que solicitações sejam feitas às administrações municipais.

Em Farroupilha, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Silvio Chies, afirma que até agora investimentos e projetos maiores ainda não foram solicitados pelo Comitê. Não houve nenhuma exigência específica desde que fomos visitados pela delegação alemã, no mês de março. Diante disso, a planilha de futuros investimentos segue com lacunas a serem preenchidas.

No entanto, ações já foram desenvolvidas para que o turista disponha de maiores informações sobre o município. Chies ressalta que foi elaborada uma cartilha com informações turísticas, cuja rede hoteleira e gastronômica está listada. Mais do que relacionar pontos de interesse, uma parceria com o Instituto Federal de Farroupilha permite que trabalhadores do trade turístico recebam qualificação em língua estrangeira. Um amplo serviço de embelezamento de praças, jardins, canteiros e trevos de acesso segue em curso com o apoio da iniciativa privada. Além destas ações iniciais, também estamos conversando com as pessoas, motivando a comunidade e empresários, acrescenta Chies.

A maior preocupação – que, neste caso também se traduz em expectativa – é quando da execução de projetos maiores que possam ser exigidos pelo Comitê Gestor da Copa. Nosso receio é que não se faça nada que não seja aproveitado pela população, argumenta o secretário. A aflição de Chies é também uma certeza. A despeito de opiniões contrárias, todas as obras executadas, independentemente do seu custo, serão herdadas pela comunidade. Eis, talvez, o maior ganho da região.