Sul é a região brasileira que mais conhece sobre sustentabilidade

A região sul é onde as pessoas estão mais familiarizadas com a sustentabilidade. Ao serem questionados sobre o que vem à cabeça quando ouvem o termo, apenas 19% dos sulistas não souberam fazer qualquer associação sobre ao tema. O número está bem abaixo da média nacional de desconhecimento, que é de 29%.
Os dados são da 8ª edição do Observatório FEBRABAN- IPESPE (Federação Brasileira de Bancos – Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), que buscou investigar o conhecimento e envolvimento dos brasileiros a respeito do tema da sustentabilidade e de como as boas práticas se inserem no cotidiano da população.
O levantamento foi realizado em setembro, com três mil pessoas nas cinco regiões do país e por aqui o tema “Preservação do meio ambiente e consciência ambiental” foi o mais lembrado em relevância (38% das respostas), ficando à frente de “Economia dos recursos naturais” e “Utilização racional”, com 10% das respostas.
O alto índice de conhecimento nos temas pode ser explicado pelo nível de informação. O Sul é a região é a que mais recebe informação sobre questões ambientais: 70% dos entrevistados sentem-se bem informados ou informados de maneira satisfatória sobre o assunto. Na média entre todas as regiões, esse índice é de 63%.
O meio preferido pelo qual os entrevistados se informam sobre sustentabilidade é a internet, com 44% das respostas, seguida da tevê aberta (41%).
Quanto às questões ambientais, o Sul se mostra a região com registro de maior interesse (85%), ao passo que no Nordeste está o menor nível de interesse (71%).
Questões ambientais como poluição, aquecimento global, desmatamento, lixo e uso da água são vistas com maior preocupação no Sul (42%) e menos no Sudeste (36%). Porém, a população do Sul é que menos se importa com questões de “Bem-estar, saúde e renda das comunidades”. Nesse quesito, o Centro-Oeste (47%) e o Nordeste registram os maiores níveis de preocupação (46%).
Na área social, as temáticas que mais preocupam a população do Sul são “emprego e renda” (77%) e “bem-estar e saúde” (58%).
A pesquisa mostra que 77% dos entrevistados em todas as regiões do país concordam que “a adoção das boas práticas de sustentabilidade pelas empresas e pelos governos deve ser prioridade mesmo com o risco de diminuir os lucros e o crescimento econômico”. Esse número chega a 81% no Sul e cai para 72% no Nordeste.
Em relação à responsabilidade sobre os cuidados com o meio ambiente, o Sul registrou o maior índice (56%, contra a média nacional de 46%) de opinião de que essa responsabilidade é de todos igualmente (governos, famílias, empresas e ONGS).
A grande maioria dos brasileiros (98%, a mesma média também no Sul) concorda que é preciso adotar boas práticas ambientais no âmbito individual e da família. Porém, o Sul aparece como a região que menos tem o hábito de “adoção de medidas para economizar água” (62%, contra a média nacional de 66%). O Sul é ainda a região que tem menor hábito de economizar energia elétrica (58%, contra a média nacional de 62%), mas quando o assunto é separação de lixo, ela dispara com o maior índice (58%; a média nacional é de 52%).