Perda auditiva pode levar ao afastamento social
Festas e outros encontros sociais sempre são ótimas oportunidades para reunir a família e os amigos, colocar a conversa em
Festas e outros encontros sociais sempre são ótimas oportunidades para reunir a família e os amigos, colocar a conversa em dia, saborear delícias gastronômicas e se divertir. No entanto, para desfrutar de todas essas atividades, é fundamental estar com a saúde em dia, afinal, qualquer problema pode causar desconforto.
Um deles é a perda de audição, como conta Vanessa Gardini, fonoaudióloga. A perda auditiva é uma doença cada vez mais comum. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 15 milhões de brasileiros sofrem com o problema, sendo que mais da metade não procura tratamento, alerta a especialista.
O problema atinge pessoas de todas as idades, causado, principalmente, pela exposição excessiva a ruídos altos, como escutar música em volume exagerado nos fones de ouvido, em festas, doenças como hipertensão, diabetes e também por envelhecimento. Os mais jovens costumam tratar o problema logo, diferente dos idosos, que têm mais resistência em aceitar a condição, vindo a sofrer por muitos anos com a perda auditiva, privando o cérebro dos estímulos e abrindo brechas para problemas decorrentes, como a perda de equilíbrio, declínio cognitivo e a depressão, comenta Vanessa.
De acordo com a fonoaudióloga, a perda auditiva está relacionada a diversos outros males, que vão muito além da dificuldade em escutar, entre os mais graves deles está o isolamento social.
Por isso, de acordo com a especialista, cabe à família e aos amigos observarem o problema e ajudarem, além de aprenderem a identificar os sinais de perda auditiva nos parentes mais próximos. É importante ficar atento ao volume da televisão, perceber se a pessoa fala gritando ou pede para repetir frases com frequência. Na maioria dos casos, é possível identificar os primeiros sinais da perda auditiva, logo no início, evitando que o quadro seja agravado, exemplifica.
O diagnóstico precoce evita o agravamento do problema e o surgimento das complicações. O tratamento inclui reabilitação auditiva e uso de aparelhos para correção da falta de audição.
Para ajudar a família a observar se alguém está sofrendo com perda auditiva, a fonoaudióloga lista os comportamentos mais comuns, que indicam o problema:
– A pessoa escuta o outro falando, mas não entende;
– Tem dificuldades de memória;
– Sofre para entender em ambientes com grande concentração de gente, como festas familiares, igrejas, teatro e cinema;
– Alterações emocionais, como depressão, isolamento em situações sociais;
– Intolerância ou irritação a sons de moderada à alta intensidade;
– Incapacidade de percepção de veículos se aproximando, panelas fervendo, alarmes e toque do celular;
– Volume alto da televisão ou do rádio.
