Pedro Paulo

Hoje os sinos dobram pelo Pedro Paulo Correa. Escrevo esta crônica no clarear do dia 31 de maio. Dia de

Hoje os sinos dobram pelo Pedro Paulo Correa. Escrevo esta crônica no clarear do dia 31 de maio. Dia de dizer adeus sem sair de casa e sem levar flores. As flores também crescem nas letras de gratidão. O afeto que fica é a herança mais valiosa.

Desde ontem (30), o Pedro partiu para um lugar lindo e abençoado.

Nascido em 25.11.1955, ele adotou o Caravaggeto como sua segunda família. Casou com a Vera Maria Buratti. Deixou a filha Mônica e a nossa admiração.

Nas palavras da Vera:

“Luto eterno! Vai com Deus, Pedro! Sempre te amaremos!  ”

Os dois corações falam mais do que todas as palavras do mundo.

É um irmão que parte. Carrega consigo um pouco de cada um de nós. Muito do Pedro seguirá por aqui. As rodadas de pinhão na casa velha de madeira com porão de pedra do Rodolfo e da Giuseppa, pais da Vera, ficarão para sempre. A sua torcida pelo Penharol (do Caravaggeto) e por cada um de nós é um brinde à grandiosidade das coisas mais simples que há.

O seu maior legado está estampado na eternidade das letras da sua filha Mônica:

“O dia começou difícil hoje e agora ficou cinza!

A tua partida me desmontou, deixou meu coração partido e com um vazio que nunca mais será preenchido! Tu lutou muito e sempre foi um guerreiro! Te admiro muito por tudo que foi e pela pessoa que tu era! Obrigada pelos ensinamentos, pelo amor e pelo carinho que tinha com nós!

Vai em paz, na luz divina de Deus! Sei que tu está num lugar lindo e abençoado! Te amo e te amarei pra sempre! Obrigada por tudo e por tanto! A saudade vai ser eterna! Te amo! Te amo! Te amo!”

A saudação do Pedro era singular:

– Como vai sua pessoa?!

Obrigado, Pedro, por tudo e por tanto! A eternidade é logo ali. Prepara uma cerveja e um churrasco ao lado do seu Rodolfo (pai da Vera) e do Loreno (meu pai)! A sopa de agnolini ficará por conta da Giuseppa e da Otília.

É um privilégio ocupar o dia destas pessoas e de tantas outras que nos engrandecem. Cultivaremos o vazio que fica.

Ouço, no dia que nasce, os passarinhos cantando …