Presidente do Sindilojas participa de missão em Brasília com comitiva Fecomércio

Na pauta de assuntos, destaque para PL relacionada ao Código de Defesa do Contribuinte, além da abordagem de projetos de lei em tramitação, relacionados aos setores representados pela entidade no Estado

Na última semana, o presidente do Sindilojas de Farroupilha, Cladir Olimpio Bono, participou de uma agenda na capital do país, com a delegação da Fecomércio-RS, onde foram cumpridos diversos compromissos com parlamentares do Congresso Nacional.
O cronograma iniciou, no dia 21, com evento de comemoração ao enceramento do ano legislativo, juntamente com a bancada gaúcha de deputados e senadores, onde o grupo teve a oportunidade de trocar ideias sobre demandas de interesse da categoria de comércio, serviços e turismo.
Durante a visita, a comitiva gaúcha foi recebida pelos deputados federais Gilberto Abramo, Pedro Paulo, Merlong Solano e Saullo Viana para tratar de dois Projetos de Lei em tramitação e que impactam diretamente as empresas representadas. Os PLs 3498/2023 e 37/2023, que tratam, respectivamente, sobre os limites de isenção tributária para importações e sobre a autorregularização e retorno ao Simples Nacional no ano-calendário.


De acordo com Cladir Bono, em meio às reuniões nos gabinetes da capital federal, a comitiva teve a oportunidade de encontrar-se com os senadores Otto Alencar, Luis Carlos Heinze, Oriovisto Guimarães, Cleitinho, Magno Malta e Hamilton Mourão. “Um dos temas debatidos foi o PL 17/2022, Código de Defesa do Contribuinte, o qual foi aprovado na Câmara dos Deputados em novembro de 2022 e encontra-se parado no Senado. Todos nos receberam muito bem e o senador Heinze comprometeu-se a analisar a pauta que apresentamos, fornecendo um parecer sobre seu andamento à entidade”, comentou o presidente. “Nosso objetivo visa levar esses assuntos a uma reunião de líderes, buscando seu despacho e progresso no senado o mais rápido possível”, complementou.


Outro tema abordado, conforme Bono foi sobre a Portaria 3665 que revogava a portaria 671, onde liberava a abertura de estabelecimentos comerciais nos feriados, em regiões não abrangidas por convenções coletivas de sindicatos. “Como, por exemplo, restaurantes, hotéis em rodovias e farmácias em aeroportos, entre outros”, ressaltou o farroupilhense. “Coincidentemente, no final da tarde, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que a portaria seria suspensa para que trabalhadores e empresários do setor pudessem chegar a um acordo negociado sobre o tema. Agora vamos acompanhar como será esse desfecho”, destacou Bono.


Leis complementares referentes à reforma tributária, onde serão estabelecidos os percentuais de impostos a serem cobrados, principalmente dos serviços, e que podem inviabilizar vários setores da economia, foi outro assunto levado pelo grupo gaúcho a Brasília.


A comitiva mal retornou ao estado e, ainda na quinta-feira, reuniu-se na sede da Fecomércio, em Porto Alegre, onde foi debatida a proposta de aumento do ICMS, pelo governador Eduardo Leite de 17% para 19,5%, gerando um impacto de 3,6 bilhões de reais.

Grupo gaúcho levou à capital do país, pauta pertinente para defender os interesses dos setores comerciais do estado. Foto: Divulgação Fecomércio-RS

Segundo Bono, a justificativa do aumento seria a repartição de recursos do IBS, imposto sobre Bens e Serviços, tributo de competência dos estados e municípios que deve substituir o ICMS e o ISS, considerando a média de arrecadação de 2024 a 2028, onde o estado iria perder arrecadação. “Diante disso, a Fecomércio, juntamente com o Sindilojas, já iniciou sua atuação para impedir que esse aumento seja aprovado, pois, sabemos que irá impactar enormemente nos setores de comércio de bens, serviços, e turismo dos municípios, do estado, e certamente de todos os gaúchos”, comenta o presidente.


A participação ativa do presidente do Sindilojas de Farroupilha destaca o envolvimento da entidade em representar e defender os interesses dos setores comerciais perante o cenário político e legislativo. “Foram três dias de muito trabalho, mas extremamente produtivos. Nosso papel, como representantes da categoria e de tantos associados é trabalhar para que juntos possamos crescer e nos fortalecer”, finaliza Cladir Bono.