“Estamos num momento de disrupção e cumprindo o nosso papel”

No ano em que o Grupo Uniftec completou três décadas atuando no ensino da Serra Gaúcha, o reitor e fundador, Cláudio Meneguzzi Jr., fala sobre os desafios de trabalhar com educação e projeta os próximos passos da instituição, incluindo o início das atividades do Colégio Polyuni, em 2022.

Confira:


Como o Grupo Uniftec/Ecoinove avalia o ano que está terminando?
Foi um ano bem desafiador, pelo contexto econômico e sanitário que vivemos, mas bastante gratificante, até pela passagem dos nossos 30 anos, e de muito aprendizado. Um ano de muito investimento, novos cursos e a reestruturação de nossa marca holding, com a criação da Ecoinove, e, principalmente, por assumir nossa identidade de ecossistema de inovação educacional.

Como a comunidade de Farroupilha pode se beneficiar de tudo o que o Grupo Uniftec/Ecoinove oferece?
Temos muito carinho pela comunidade farroupilhense, até pela proximidade da nossa matriz, em Caxias do Sul. Estamos na RS 122 e, por esta logística fácil, sempre tivemos muitos alunos de Farroupilha. Agora, inclusive, com o lançamento do Colégio PolyUni, um colégio integral com foco em alto desempenho dos alunos, os primeiros alunos matriculados são de Farroupilha. Isso mostra a preocupação do povo de Farroupilha pela busca pela educação de qualidade e ratifica a parceria do nosso grupo com o município.

Quais os principais desafios de se trabalhar com educação hoje em dia?
A oferta democrática por educação de qualidade é o que vai fazer a nossa sociedade chegar ao desenvolvimento. Dentro desta ideia, e até por acreditarmos que temos um papel importante na sociedade, procuramos estar sempre atualizados em nossas ofertas educacionais e, principalmente, que elas impactem positivamente nas nossas comunidades e façam a diferença na vida das pessoas. No Colégio PolyUni, por exemplo, nosso colégio que busca oferecer a excelência educacional e que pretende estar entre os melhores colégios do país no ranking do Enem nos próximos cinco anos. Para tornar a nossa oferta democrática e que valorize o mérito de bons alunos, vamos ter uma camada de bolsas sociais, para as quais ótimos estudantes podem concorrer a essas bolsas que serão financiadas por empresários da nossa região. A maior dificuldade de iniciativas importantes como essa é trazer empresários e profissionais bem sucedidos, interessados em educação e no desenvolvimento da nossa região, para através de um fundo de bolsas nos ajudar a financiar tudo isso.

Quais as principais demandas da nossa região na área da educação?
Há oportunidades na educação básica, superior e pós superior. Estamos num momento de disrupção do setor. Quem souber ler as necessidades educacionais destes novos tempos vai prosperar.

Como fazer a convergência entre a educação e o setor produtivo?
O nosso Ecossistema Ecoinove integra educação ao setor produtivo. Como já acontece em países tecnologicamente mais avançados que o nosso, estes arranjos educacionais e empreendedores de alto impacto são os responsáveis pela geração e impulsionamento de novas tecnologias e o fomento do empreendedorismo. Estamos na era do conhecimento, onde o insumo principal para a geração de receita e novas oportunidades de negócios vai cada vez mais ser o conhecimento. E para isso se precisa de instituições educacionais em todos os níveis de qualidade atreladas a geração de tecnologia que isso transborde par a sociedade via as startups, as empresas de tecnologia nascentes, muitos frutos de projetos acadêmicos. Por isso dizemos que queremos ser (e seremos) a Universidade das pessoas e das empresas. Sim, pois as empresas também precisam das universidades para a geração do seu principal ativo, o capital humano, e gestão do seu P&D para a manutenção do seu fim na sociedade em um mundo em transformação constante.

O Uniftec sempre esteve atento aos movimentos de mercado no que se refere às startups.
Como elas contribuem para o desenvolvimento do ecossistema de inovação em que a Serra está cada vez mais inserida?

Hoje dentro do nosso espaço de startups no EcoinoveLabs já temos quase uma dezena de startups indo a mercado. E isso é só o começo. A maioria delas é administrada por alunos e ex-alunos do Grupo. Estamos, portanto, cumprindo o nosso papel como vetor de desenvolvimento tecnológico e das pessoas da nossa região. Penso isso ser o nosso principal proposito.

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